Os afídeos, vulgarmente conhecidos por pulgões, são pequenos insetos de corpo mole pertencentes à ordem Hemiptera. Apresentam coloração variável, podendo ser verdes, amarelos, castanhos, avermelhados ou negros e medem geralmente entre 1 e 5 mm de comprimento. Existem formas ápteras (sem asas) e formas aladas, que desempenham um papel importante na dispersão da praga entre plantas e parcelas.
Caracterizam-se pela presença de dois sifões ou cornículos na extremidade posterior do abdómen e por possuírem um armadura bucal picadora-sugadora, adaptada à alimentação através da extração da seiva das plantas.
No morangueiro, os afídeos instalam-se preferencialmente na página inferior das folhas, nos pecíolos, rebentos jovens, inflorescências, flores e frutos. Multiplicam-se rapidamente, formando colónias numerosas, especialmente em condições de temperatura amena e elevada disponibilidade de tecido vegetal jovem.
As espécies mais frequentemente observadas em morangueiro incluem:
Os afídeos provocam danos diretos e indiretos que podem comprometer significativamente a produtividade e a qualidade comercial dos frutos.
Danos diretos
A alimentação dos afídeos provoca a remoção contínua de seiva da planta, originando:
Em situações de elevada infestação, podem ocorrer atrasos no desenvolvimento da cultura e perdas significativas de produção.
Danos indiretos
Os prejuízos indiretos são frequentemente mais graves do que os danos causados pela alimentação.
Os afídeos são importantes vetores de diversos vírus que afetam o morangueiro, podendo transmitir agentes patogénicos durante a alimentação. A infeção viral pode provocar redução do vigor das plantas, diminuição da produtividade e degradação da qualidade dos frutos.
Além disso, os afídeos excretam uma substância açucarada denominada melada que se deposita sobre folhas e frutos. Esta substância favorece o desenvolvimento de fungos saprófitas responsáveis pela fumagina, uma camada negra que reduz a atividade fotossintética da planta e desvaloriza comercialmente os frutos.
A deteção precoce e a adoção de medidas preventivas é fundamental para evitar o crescimento exponencial das populações. Para um controlo cultural mais efica da praga recomenda-se:
O controlo biológico constitui uma ferramenta essencial na gestão sustentável dos afídeos e baseia-se na ação de diversos inimigos naturais:
A conservação e promoção destes auxiliares contribui para a manutenção das populações da praga abaixo dos níveis economicamente prejudiciais.
Além dos organismos auxiliares existem ainda no mercado soluções autorizadas em Modo de Produção Biológico, nomeadamente:
Sempre que os níveis de infestação o justifiquem e respeitando as indicações do rótulo e as orientações técnicas em vigor recomenda-se a aplicação de uma destas soluções:
A alternância de substâncias ativas com diferentes modos de ação é recomendada para reduzir o risco de desenvolvimento de resistências.
Para a escolha da estratégia de proteção mais indicada, não hesite em contactar a nossa equipa técnica.











































































































































