A processionária-do-pinheiro (conhecida coloquialmente por lagarta do pinheiro) é um insecto desfolhador das agulhas dos pinheiros que constitui um problema de saúde pública (na presença de grandes populações e junto a locais residenciais), bem como uma ameaça para a saúde animal, devido aos pelos urticantes apresentados pelas lagartas a partir do 3º estádio de desenvolvimento.
Os ataques variam de intensidade de acordo com os seus níveis populacionais, fortemente influenciados pelas condições climáticas. Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas. No entanto, à exceção de ataques sucessivos em árvores jovens, estas em geral recuperam e não morrem.
Em termos de saúde pública, a processionária pode representar, no entanto, um problema sério, sobretudo em anos de níveis populacionais elevados e junto a locais habitados. Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas. Como todos os insetos, desenvolve-se passando por fases que são:

As lagartas passam por 5 estádios de crescimento. A partir do 3º estádio possuem pelos urticantes que causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório.
As irritações cutâneas são um dos tipos de reações (reação urticariforme), em que há irritação cutânea com comichão, ardor, pele vermelha e inchaço. As lesões cutâneas têm características maculopapulares (manchas bem circunscritas) e podem ser acompanhadas de vesículas.
A irritação ocular é muito semelhante a uma conjuntivite, com os olhos avermelhados, comichão e inchaço.
A inalação dos pelos pode desencadear tosse e dificuldades respiratórias de gravidade variável.
Os sintomas podem surgir alguns minutos ou horas depois do contacto e persistir por várias horas ou dias.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas, mas pode incluir:
No caso de contacto por via ocular, recomenda-se a observação por um oftalmologista. Se a reação alérgica for mais intensa, deve dirigir-se ao serviço de urgência de um hospital para observação.
Os pelos, para além do corpo das lagartas, encontram-se espalhados pelos ramos e nos ninhos.
Ao realizar qualquer dos tratamentos aconselhados, deverá:
PERÍODO DA PRIMAVERA (meados de fevereiro/finais de maio)
As lagartas de 5.º estádio, após atingirem o seu desenvolvimento completo, abandonam os ninhos e dirigem-se em procissão (daí o nome de Processionária) para o solo, onde se enterram para passar à fase seguinte de pupa ou crisálida e evoluir para a de inseto adulto que emerge no Verão, completando assim o seu ciclo anual.

A destruição mecânica das lagartas é, nesta altura, o método mais eficaz a usar. Deve-se:
PERÍODO DE OUTONO (meados de setembro - finais de outubro)
Nesta altura são bastante eficazes os tratamentos químicos.
Inseticidas microbiológicos à base de Bacillus thuringiensis, de que existem várias formulações no mercado. A eficácia depende muito de uma correta aplicação, pelo que esta deve ser efetuada por pessoal habilitado. Não esquecer que a aplicação de produtos químicos com recurso a meios aéreos deve ser comunicada, com pelo menos 8 dias de antecedência, às Direções Regionais de Agricultura e Pescas e às Administrações Regionais de Saúde (Lei n.º 10/93, de 6 de Abril). Caso seja necessário usar estes meios, cumpra esta obrigação legal.

PERÍODO DE INVERNO (de novembro até à descida dos ninhos)
Durante este período, as lagartas evoluem do 3.º para o 5.º estádio. Aparecem os pelos urticantes. Constroem os típicos ninhos de Inverno. Mantêm os hábitos de alimentação crepuscular e noturno, permanecendo no ninho durante o dia. Este funciona como acumulador térmico.
Nesta altura mais eficazes são os métodos de destruição mecânica dos ninhos. Por vezes estes encontram-se a alturas dificilmente alcançáveis a partir do solo, mesmo recorrendo ao uso de varas ou tesoura apropriadas com cabo extensível. Pode tornar-se necessário o recurso a escadas (telescópicas ou clássicas). Quando por terra, o ninho deve ser queimado.

Para mais informação sobre este tema não hesite em contactar a nossa equipa técnica.











































































































































