O aranhiço vermelho (Panonychus ulmi) é um ácaro da família Tetranychidae, originário da Europa.
Os adultos apresentam dimorfismo sexual, tornando-se possível identificar os dois sexos. As fêmeas, de cor vermelha escura, apresentam 0,6 mm a 0,8 mm de comprimento e 0,25 mm de largura do corpo. Os machos, de cor amarela rosada a vermelha clara, apresentam o corpo de forma piriforme, com um tamanho semelhante ao das fêmeas.
O ciclo de vida da praga passa por 5 estádios de desenvolvimento: ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto. O aranhiço vermelho hiberna sob a forma de ovo, com maior incidência na madeira de dois ou mais anos e junto dos gomos florais, esporões, fendas e outros ramos. Os ovos de Inverno caracterizam-se por apresentarem uma coloração vermelha escura, com aspeto de cebola e um pelo na parte superior. As posturas efetuam-se a partir do fim do Verão, nas zonas de inserção dos ramos e dos gomos.
No princípio da Primavera do ano seguinte, verificam-se o aparecimento das larvas. Os adultos originados nos ovos de Inverno, dão início à primeira geração, através das posturas. A eclosão dos ovos de Inverno tem início no princípio da Primavera, até abril nos pomares mais a Norte e prolonga-se até junho nas zonas Centro e Sul. Esta apresenta-se de geralmente sincronizada com o estado fenológico das plantas hospedeiras, sendo que no caso das macieiras pode ocorrer entre o aparecimento dos botões florais e o final da floração.
A duração da eclosão dos ovos está diretamente relacionada com a temperatura. O aranhiço vermelho tem um ciclo de vida curto que compreende entre 6 a 10 gerações por ano. O ciclo de vida da praga varia entre 15 e 35 dias, de acordo com as condições climáticas existentes nas várias regiões do nosso país. A dinâmica populacional desta praga está diretamente relacionada com a temperatura, humidade, espécie e variedade da planta hospedeira, condições fisiológicas da mesma, práticas culturais associadas, aplicação de inseticidas e da existência ou não de fauna auxiliar. As condições ótimas de desenvolvimento da praga são o tempo quente e seco, com uma temperatura situada entre 25ºC e 30ºC.
Os principais danos causados na cultura são resultado do tipo de alimentação destes ácaros.

A armadura bocal picadora - sugadora desta praga permite-lhe esvaziar o conteúdo celular da epiderme das folhas e ramos, causando o esvaziamento das células e a consequente entrada de ar através do orifício de perfuração. Como consequência, as folhas no início adquirem um tom pálido prateado, ficam de tamanho mais reduzido que o normal e apresentam o típico aspeto castanho-bronzeado, podendo em ataques mais intensos ocorrer desfoliação precoce da arvore e consequente queda de frutos.
No final da Primavera e início do Verão a população de aranhiço vermelho tende a aumentar rapidamente, podendo atingir elevados níveis populacionais que podem causar graves prejuízos na cultura, nomeadamente desregulações a nível respiratório e fotossintético.
Em ataques intensos ocorre a destruição da clorofila, levando ao enfraquecimento da planta, dado o insuficiente armazenamento nutritivo e consequente quebra de produção do ano quer em termos quantitativos como qualitativos. O processo de maturação dos frutos também é afetado, originando frutos de baixo teor em açúcares e com consequências negativas na qualidade final.
Controlo Cultural
Devem ser implementadas medidas que permitam reduzir as condições favoráveis ao desenvolvimento da praga, com foco no controlo do vigor das plantas através da limitação das quantidades de azoto aplicadas e criação de infraestruturas ecológicas no ambiente envolvente como por exemplo as sebes vivas, revestimento do solo, entre outras.
Estas práticas contribuem para preservação e incremento da fauna auxiliar de maior interesse que consiste nas seguintes espécies: o Amblyseius californicus, a Chrysopa sp., o Anthocoris sp., o Orius sp. e o Stethorus punctillum.
Controlo em Modo de Produção Integrado
A escolha do acaricida a usar, na presença de populações elevadas de aranhiço vermelho, deve ser feita em função não só da sua eficácia, mas também da seletividade sobre a fauna auxiliar autóctone.
Para o efeito recomenda-se a aplicação de produtos como Dinamite® (Sipcam), Masai® (BASF) ou Nealta® (BASF), Nissorun® (Sipcam) ou Tenor® SC (Ascenza).

Controlo em Modo de Produção Biológico

Para culturas em Modo de Produção Biológico recomenda-se a aplicação de soluções como Spical Ulti Mite (Neoseilus californicus) ou Spidex (Tetranychus urticae) - ambas soluções da Koppert -, Naturalis (Fitossistema), Nutri Pin (Nutrispecial) ou Prev-AM (Ascenza).
Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.
Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar. Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.








































































































































