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RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
CONTROLO DE INFESTANTES EM BATATEIRA
2026-04-10
CONTROLO DE INFESTANTES EM BATATEIRA

As infestantes podem causar prejuízos elevados na cultura da batata. Tal acontece pela competição que existe pela água, pelos nutrientes e pela luz, em particular nos períodos críticos de maior desenvolvimento vegetativo.

Os prejuízos causados pelas infestantes podem ser:

  • Diminuição do crescimento das batateiras
  • Redução da quantidade e qualidade dos tubérculos,
  • Pelo facto de serem hospedeiras de pragas e doenças.

O conhecimento das infestantes existentes em cada parcela e do modo como evoluem é importante para o delineamento da estratégia de combate a delinear.

A seleção dos herbicidas a utilizar depende da natureza e estado de desenvolvimento da cultura e das infestantes, das características do solo e das condições climáticas.

A utilização dos herbicidas em substituição da mobilização, oferece algumas vantagens, tais como:

  • Evitar estragos nas raízes da batateira;
  • Contribuir para a manutenção da humidade do solo;
  • Facilitar a entrada das máquinas de colheita;

No entanto, o emprego excessivo e irracional dos herbicidas pode ocasionar desequilíbrios, bem como o aparecimento de resistências das infestantes a algumas substâncias químicas, pelo que há que ter cuidado aquando da sua utilização.

Quando as condições o permitem, a aplicação do herbicida em pré-emergência da cultura é sempre mais favorável ao bom arranque da mesma.

Existem no mercado diversas soluções disponíveis para o efeito, entre as quais a equipa técnica da Casa Queridos recomenda Proman® (Belchim), Bismark® (Sipcam) ou Challenge® (Bayer).

Para os casos de pós-emergência da cultura existem recomenda-se a aplicação de soluções como Plaza® (Ascenza), ou Focus® Ultra (BASF) ou Centurion® Pro (UPL).

Para escolher as estratégias de controlo mais adequadas àssuas necessidades não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

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POLINIZAÇÃO EM ESTUFAS E POMARES
2026-03-31
POLINIZAÇÃO EM ESTUFAS E POMARES

A polinização é um processo essencial para a produção agrícola, influenciando diretamente a qualidade e a quantidade das colheitas. Em pomares e estufas, a presença de polinizadores adequados pode determinar o sucesso das culturas.

As flores mal polinizadas nunca se transformarão em frutos de alta qualidade, por mais ideal que seja o clima. Por isso, a polinização merece a máxima atenção.

Tradicionalmente, as abelhas melíferas (Apis mellifera) têm sido os principais agentes de polinização em campo aberto, devido à sua adaptabilidade e capacidade de formar colónias densas. No entanto, em ambientes controlados como estufas, a eficiência destas abelhas pode ser limitada, principalmente por fatores como espaço restrito e ausência de orientação natural.

Recentemente, os abelhões (como espécies do género Bombus) têm emergido como uma alternativa eficaz, apresentando vantagens significativas na polinização de culturas protegidas e ao ar livre. Os abelhões são mais ativos em temperaturas baixas, conseguem voar em condições de pouca luz e apresentam um comportamento de polinização chamado "polinização por zumbido", o que permite que um abelhão polinize uma flor numa única visita. Uma abelha melífera precisa normalmente de visitar uma flor entre 7 a 10 vezes, antes de esta estar completamente polinizada.

Polinizadores Natupol Trio

Os abelhões e as abelhas melíferas podem trabalhar em conjunto para melhorar a polinização. Pode-se libertar os dois tipos de abelhas nas mesmas culturas, deixando uma distância mínima de 100 metros entre as colmeias de abelhões e as de abelhas melíferas, mantendo as abelhas melíferas fora da vista.

Para garantir o sucesso da polinização nos diferentes ambientes (estufas e pomares) a Koppert apresenta diversas soluções, apropriadas às diferentes necessidades de cada cultura:

 

POLINIZAÇÃO EM ESTUFA


NATUPOL
[Ideal para: tomate redondo, tomate bovino, ameixa e outras culturas hortícolas ou frutícolas]

Natupol pode ser utilizado para uma vasta gama de culturas, cultivadas em superfícies superiores a 2000 m² e com cerca de 25-35 flores por m² por semana.

 

NATUPOL EXCEL
[Ideal para: culturas com >35 flores por m² por semana, como o tomate cereja e o tomate snack, bagas (de palha)]

O Natupol Excel foi desenvolvido para culturas com uma elevada quantidade de flores por m² (35-60 flores por semana), e para culturas cultivadas sob luz artificial ou em ambientes mais quentes.

 

NATUPOL SPRINT
[Ideal para: tomate redondo, tomate bovino, tomate ameixa e outras culturas hortícolas]

Natupol Sprint pode ser utilizado para polinização intensiva em condições sub-óptimas e é a melhor solução para temperaturas elevadas.

NATUPOL FLY
[Ideal para membros das famílias cruciferae, compositae, umbelliferae e lilliaceae]

Natupol Fly foi desenvolvido para a Polinização de culturas isoladas, produzidas em pequena escala, tais como culturas de sementes com poucas flores ou culturas que produzem muito pouco pólen.

 

POLINIZAÇÃO EM POMARES

 

NATUPOL BOOSTER [Abóboras, aboborinhas, melancias, kiwis, produção comercial de sementes, tais como sementes de colza, culturas forrageiras, girassol, etc]

Natupol Booster foi desenvolvido para culturas com um período de floração curto (uma a quatro semanas) e intensivo e que produzem muito néctar. Para culturas de floração precoce, o Natupol Trio com isolamento extra é uma escolha melhor.

 

NATUPOL TRIO
[Ideal para: frutos de caroço, pomóideas, morangos, mirtilos]

As colmeias de polinização Natupol Trio (contendo três grandes colónias de abelhões) são desenvolvidas para as culturas em campo aberto, que florescem na primavera.

 

Modo de Ação dos Polinizadores

Após a introdução da colmeia, os abelhões operários começam a polinizar as flores e, ao mesmo tempo, a recolher pólen para alimentar a criação. Nas semanas que se seguem à introdução da colmeia, mais obreiras emergem da criação, aumentando o tamanho da colónia e o desempenho da polinização. Após algumas semanas, a colónia atinge o seu tamanho máximo e começa a diminuir de tamanho e de atividade de polinização. O desenvolvimento da colónia depende das condições ambientais e da quantidade e qualidade do pólen.

A Casa Queridos fornece soluções de polinização eficientes e naturais para maximizar a produtividade das estufas e pomares. Para mais informação sobre esta temática contacte a nossa equipa técnica.

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FLORAÇÃO E VINGAMENTO EM POMÓIDEAS
2026-03-26
FLORAÇÃO E VINGAMENTO EM POMÓIDEAS

A floração e o vingamento em pomóideas (macieira e pereira) constituem uma fase determinante do ciclo produtivo, marcando a transição da flor para o fruto após a polinização e fecundação. Durante este período, o ovário desenvolve-se e dá origem ao fruto, enquanto ocorre a queda das pétalas.

Na região Oeste de Portugal, a floração ocorre tipicamente entre março e abril, podendo ser influenciada pelas condições climáticas primaveris, frequentemente caracterizadas por oscilações de temperatura, elevada humidade e episódios de precipitação.

Entre os nutrientes essenciaispara estas fases, destacam-se:

  • Boro, indispensável para a germinação do pólen e crescimento do tubo polínico;
  • Fósforo, que favorece os processos energéticos associados ao vingamento e melhora a tolerância ao stress;
  • Molibdénio, importante no metabolismo do azoto e na eficiência fisiológica da planta;
  • Cálcio, fundamental para a estrutura celular e qualidade inicial do fruto;

Promi-Flor Gold apresenta uma formulação totalmente solúvel, rica em Fósforo, Boro e Molibdénio, de rápida assimilação, desenvolvida  precisamente para apoiar a cultura neste momento decisivo.

Além disso, integra componentes com ação bioestimulante que promovem a divisão e o crescimento celular, favorecendo:

  • Maior taxa de vingamento
  • Melhor uniformidade de frutos
  • Redução do impacto do stress climático

Para obter os melhores resultados, ajuste a aplicação às condições específicas do seu pomar.

Em caso de dúvida, contacte a nossa equipa técnica para um aconselhamento personalizado.

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SEIPASA - TECNOLOGIA NATURAL
2026-03-20
SEIPASA - TECNOLOGIA NATURAL

As recentes mudanças na regulamentação dos mercados, aliadas à crescente procura dos consumidores por alimentos livres de resíduos químicos, têm provocado transformações significativas na produção do setor agrícola.

Paralelamente, observa-se a redução do número de matérias ativas disponíveis no mercado, bem como o surgimento de resistências às soluções químicas tradicionais.

Esse cenário impõe novos desafios à produção agrícola, exigindo a adoção de estratégias mais sustentáveis, inovadoras e eficazes para garantir a segurança alimentar, a competitividade do setor e a preservação ambiental.

A ampla experiência da Seipasa em Investigação, Desenvolvimento e Inovação (I+D+i) no setor agrícola tem possibilitado a criação de soluções naturais e eficazes no controlo de pragas e doenças que representam uma alternativa moderna às soluções convencais, destacando-se pela sua elevada eficácia, segurança e total compatibilidade com as exigências dos mercados atuais.

Para esta seleção, reunimos alguns dos produtos mais relevantes do seu catálogo, especialmente indicados para fruticultura e horticultura. Tratam-se de soluções completas e versáteis, desenvolvidas para responder a diferentes desafios ao longo do ciclo produtivo.

Comparativamente a outras opções disponíveis no mercado, os produtos da Seipasa distinguem-se pela sua complementaridade e amplitude de ação, permitindo atuar de forma eficaz sobre um vasto leque de doenças e pragas, enquanto se integram facilmente em estratégias de proteção mais sustentáveis.
 

Fungisei 

É um fungicida microbiológico para o controlo de doenças como a botrytis, o pedrado, o míldio e o oídio numa grande variedade de culturas. É desenvolvido a partir de uma estirpe altamente eficaz e pura de Bacillus subtilis, cuja formulação é patenteada pela Seipasa.

Benefícios

  • Estabilidade e facilidade de utilização: Formulação líquida, estável por mais de dois anos sem separação de fases.
  • Eficácia rápida e preventiva: Eficaz em fases iniciais e como tratamento preventivo.
  • Compatibilidade: Compatível com formulações à base de cobre.
  • Tolerância ambiental: Eficaz em condições extremas.
  • Baixo risco: Classificado como Low Risk pela Comissão Europeia; apto para agricultura ecológica e IPM.
  • Quando usado: Não mancha a fruta, evita resistência e utiliza a tecnologia Furity.

 

Septum

Trata-se de uma fórmula específica e equilibrada de flavonóides, saponinas e ácido silícico, elementos chave do complexo sinérgico de moléculas que constituem o seu princípio ativo. Septum é eficaz contra o míldio, oídio, crivado, pedrado, Botrytis, Alternaria, Septoria e Phytophthora e, ao mesmo tempo, aumenta a resistência das estruturas vegetais da planta.

Benefícios

  • Efeito curativo e preventivo num mesmo produto.
  • Age de forma rápida.
  • Inativa a esporulação de fungos e evita a sua propagação.
  • Aumenta a resistência da parede celular da planta.
  • Excelentes resultados em estratégias de Gestão Integrada.
  • Sem resíduos ao seu formulado com ingredientes 100% naturais.

 

Pirecris

É um inseticida com base em piretrinas naturais, que atua principalmente por contacto mas também por ingestão. Atua ao nível do sistema nervoso dos insetos, como modelador dos canais de sódio, pertence ao grupo MoA do IRAC, 3A. Possui uma rápida ação e curta persistência.

 

Benefícios

  •  Eficácia inseticida garantida.
  • Inseticida agrícola 100% natural.
  • Potente efeito de choque.
  • Pode-se aplicar no dia antes da colheita.
  • Diminui o risco de surgirem resistências.

 

Radisei

Bioestimulante para uso radicular que inclui a estirpe SEIBS23 de Bacillus subtilis, exclusivo Seipasa.

Ativa diferentes processos biológicos do solo, desbloqueia micro e macronutrientes essenciais promove um maior desenvolvimento do sistema radicular, favorecendo um desenvolvimento robusto da cultura que garanta uma produção final de elevada qualidade.

Benefícios

  • Ao incorporar uma bactéria promotora de crescimento (PGPR), Radisei melhora a arquitetura do sistema radicular e estimula o crescimento de raízes secundárias e pelos absorventes.
  • Contribuição de compostos bioativos com uma ótima relação C/N, juntamente com ácidos orgânicos, aminoácidos e vitaminas.
  • Modulação do stress pela planta contra temperaturas extremas, salinidade e défice hídrico.
  • Favorece a libertação de micro e macronutrientes do solo que são essenciais para o desenvolvimento ótimo da planta e aumenta a capacidade de assimilação.
  • O biofilme gerado ao longo da raiz estabelece uma poderosa barreira biológica e física, e uma relação simbiótica que é exclusiva desta estirpe.

 

A agricultura do futuro já está no terreno - mais sustentável, mais eficiente e preparada para responder aos desafios fitossanitários de forma inteligente.

Para começar a adpatar estas soluções às suas culturas não hesite em pedir ajuda à nossa equipa técnica.

 

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CONTROLO DE INFESTANTES NOS POMARES - AZEVÉM (Lolium Spp.)
2026-03-05
CONTROLO DE INFESTANTES NOS POMARES - AZEVÉM (Lolium Spp.)

O género Lolium (azevém) pertence ao reino Plantae, filo Tracheophyta, classe Liliopsida (monocotiledóneas), ordem Poales e família Poaceae (gramíneas).

É uma gramínea de cerca de 40-70cm de altura, de crescimento ereto e folhas auriculadas de lígula curta. Apresenta inflorescências dispostas em espiga de ráquis rígido, que podem comportar até 11 flores e possuem uma única gluma. Características que podem variar entre diferentes espécies de Lolium.

A sua germinação é geralmente primaveril e apresenta uma floração estival.

Os azevéns (Lolium spp.) podem ser espécies anuais ou vivazes, mediante a espécie.

A produção de sementes é elevada, estimando-se entre 14.000 /m2 (ex: Lolium perenne) e 45.000 /m2 (L. rigidum). As espécies anuais propagam-se exclusivamente por semente, enquanto as vivazes (ex: Lolium. perenne) também se propagam vegetativamente, emitindo rizomas.

As sementes de Lolium spp., quando enterradas no solo (10- 15 cm) têm uma vida curta (menos de 3 % sobrevivam mais de 16 meses).

É considerada uma infestante de culturas herbáceas, nomeadamente do trigo e da aveia e culturas arbóreas como é o caso dos pomares de macieiras e pereiras.

O conhecimento das características biológicas e ecológicas desta infestante são importantes no sentido em que nos pode ajudar a melhorar a estratégia de gestão das populações resistentes.

 

Danos causados nas culturas

No que diz respeito aos danos causados por estas infestantes podemos salientar para além do espaço de terreno que ocupa às culturas visadas, também entra em competição com estas por água e nutrientes, nomeadamente por azoto.

 

Cuidados culturais

A estratégia para prevenção e controlo do desenvolvimento e propagação desta infestante consiste em diversificar os meios de proteção, passando pela:

  • Escolha adequada do herbicida e do momento ideal da sua aplicação
  • Alternância de modos de ação dos herbicidas
  • Evitar e/ou tentar reduzir a produção e maturação de sementes e a produção de novos rebentos através do corte
  • Enrelvamento entre linhas
  • Pastoreio durante o repouso vegetativo

 

Para o controlo dos Lolium Spp. nos pomares a Casa Queridos recomenda a aplicação dos seguintes herbicidas: Focus® Ultra (BASF),  Fusilade Max® (Nufarm), Zetrola® (Syngenta), Brixton® (Sipcam) ou Centurion Pro® (UPL).

Como herbicidas residuais poderão ser utilizados Zagaia® WG (Ascenza) ou Kerb® Flo (Corteva).

 

Para escolher a melhor estratégia de aplicação de herbicida com base nas suas necessidades de produção, não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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MATÉRIA ORGÂNICA E FERTILIDADE NO SOLO
2026-02-26
MATÉRIA ORGÂNICA E FERTILIDADE NO SOLO

 O que representa a Matéria Orgânica (M.O.) no solo

A adição de M.O. ao solo através de estrume ou de compostos orgânicos, melhora a sua fertilidade,  estrutura física e atividade biológica.  Representa um aumento na capacidade de retenção de água e nutrientes, estabiliza o pH e estimula micro-organismos benéficos promovendo culturas mais saudáveis e produtivas.

 

Principais benefícios da adição de Matéria Orgânica 

 

  • Melhoria física

Aumenta a estabilidade dos agregados, porosidade e permeabilidade do solo, reduz a erosão e o selamento superficial 

 

  • Aumento dos nutrientes

Atua como fonte de nutrientes essenciais NPK e aumenta a capacidade de troca catiónica, reduzindo a perda de nutrientes por lixiviação

 

  • Retenção de água

 Melhora a capacidade do solo de armazenar água,  crucial em períodos de seca.

 

  • Atividade biológica

Fornece energia e alimento para micro-organismos, essenciais para a transformação de nutrientes e a vitalidade do solo.

 

  • Sustentabilidade

 Aumenta o sequestro de carbono no solo, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas. 

Em suma a Matéria Orgânica transforma solos pobres,  tornando-os mais produtivos e resilientes a longo prazo.

 

A Casa Queridos recomenda a aplicação no outono, inverno ou assim que o tempo permita de:

Agriorgan (Fertinagro
ou
Fertimax (Nutrofertil)
ou
Vitagranu (Nutrofertil)

 

No período do ciclo vegetativo ativo primavera e verão é fortemente recomendada a aplicação de:

Humuslight Leonardita (Nutrispecial)
ou
Humuslight Regen  (Nutrispecial)

 

 

 

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FRIO INVERNAL EM FRUTICULTURA
2026-02-13
FRIO INVERNAL EM FRUTICULTURA

O frio invernal tem um papel fundamental na quebra de dormência (saída do repouso vegetativo) das plantas, sobretudo nas fruteiras de clima temperado como macieira, pereira, pessegueiro e cerejeira.

 

O que é a dormência?

A dormência é um estado fisiológico em que a planta reduz ou interrompe o crescimento para sobreviver às condições adversas do inverno. Durante esse período, os gomos permanecem “bloqueados” e não rebentam mesmo que haja condições aparentemente favoráveis.

 

Importância do frio invernal (horas de frio)

1. Permite a quebra da dormência dos gomos

O somatório de horas de frio (normalmente temperaturas ≤ 7,2 °C) é o principal fator que desencadeia a quebra da dormência. Sem esse período frio suficiente, os gomos não iniciam corretamente o abrolhamento.

2. Promove alterações fisiológicas e hormonais

O frio funciona como um “reset” hormonal: reduz hormonas inibidoras do crescimento (ex.: ácido abscísico) e aumenta hormonas promotoras (ex.: giberelinas), preparando a planta para retomar o crescimento na primavera.

3. Garante abrolhamento e floração uniformes

Quando a exigência de frio é satisfeita, a rebentação ocorre de forma mais sincronizada, o que resulta em melhor floração, frutificação e potencial produtivo.

4. Influencia diretamente a produtividade e a qualidade

A falta de frio suficiente pode provocar:

  • Rebentação/abrolhamento tardio ou irregular
  • Floração deficiente e heterogénea
  • Abortamento floral
  • Menor vingamento de frutos
  • Frutos de inferior qualidade

5. Permite que a planta "complete" o ciclo anual

As árvores permanecem em repouso até acumular frio suficiente; depois disso, conseguem responder ao aquecimento primaveril com crescimento normal. 

 

Em síntese

O frio invernal é essencial porque regula fisiologicamente a passagem do repouso para o crescimento vegetativo ativo, garantindo uma rebentação uniforme, boa floração e elevada produtividade.

Sem horas de frio adequadas, a planta não quebra corretamente a dormência e a produtividade agrícola tende a diminuir.

 

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PODRIDÃO CINZENTA DA GERBERA
2026-01-30
PODRIDÃO CINZENTA DA GERBERA

As gerberas podem ser atacadas por inúmeras doenças fúngicas, que podem causar danos significativos tanto na folhagem quanto nas flores, podendo inclusive levar à morte de toda a planta.

Entre as doenças fúngicas mais comuns estão a podridão cinzenta, o oídio, a murchidão provocada por Fusarium e a podridão radicular e do colo provocada por Phytophthora. O desenvolvimento dessas doenças é geralmente favorecido pela elevada humidade do ar, ventilação inadequada, excesso de rega e ferimentos nas plantas. A qualidade, estrutura e pH do solo também desempenham um papel importante na manutenção da saúde do sistema radicular da planta, o que influencia diretamente a vitalidade de toda a planta. 

 

Caracterização da doença

Os esporos da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) necessitam de humidade (condensação, água da rega,…), temperatura e nutrientes para germinar. Essa germinação ocorre quando se verificam as condições ideais como uma humidade relativa muito elevada (HR > 90%) e temperatura entre os 15ºC a 28º C.

A podridão cinzenta (Botrytis cinerea) é um fungo necrotrófico, Na zona infetada, formam-se novos esporos em poucos dias.

Mesmo não havendo condições para o seu desenvolvimento, os esporos podem sobreviver alguns dias na superfície das plantas e só germinarem quando a humidade relativa aumenta, por exemplo, quando as flores cortadas são colhidas e colocadas em câmaras frigoríficas.

 

Sintomas

O bolor cinzento, causado por Botrytis cinerea, é uma das doenças fúngicas mais difundidas e prejudiciais na cultura da gerbera.  A infeção geralmente começa através de feridas ou em partes envelhecidas da planta e pode-se espalhar rapidamente a outras plantas em estufa, principalmente em plantações densas.

Entre os sintomas que a caracterizam destacam-se:

Pétalas, folhas e caules: Aparecimento de pequenas manchas aquosas sobre as quais posteriormente se desenvolve um bolor cinzento e aveludado;

Flores: Aparecimento de pequenas manchas redondas, chamadas "pústulas".

 

Meios de Luta

É importante ter em conta que as plantas expostas a algum tipo de stress e mais enfraquecidas são mais suscetíveis a infeções e ataques de pragas. Por essa razão, o foco das medidas preventivas deve ser a manutenção da saúde e vitalidade das plantas.

Inspeções regulares e cuidadosas devem por esse motivo ser realizadas, prestando particular atenção à face inferior das folhas, às flores e à base da planta, onde normalmente aparecem os primeiros sinais de pragas e doenças.

 

Controlo Cultural

Na cultura da gerbera, para garantir as condições ideais de cultivo é fundamental manter a saúde da planta e aumentar a sua resistência a doenças. Para o controlo da podridão cinzenta é necessário adaptar uma abordagem preventiva que passa por:

  • Fornecer intensidade e duração de luz adequadas;
  • Reduzir e controlar a humidade relativa do ar dentro da estufa;
  • Garantir uma ventilação/arejamento adequados na estufa;
  • Garantir um bom arejamento da zona radicular;
  • Higienização do substrato de cultivo;
  • Manter a temperatura e a humidade do ar apropriadas às necessidades da planta;
  • Controlar e remover as partes das plantas doentes ou com suspeita de infeção;
  • Remover regularmente as ervas daninhas;
  • Garantir espaço suficiente entre as plantas e desbastar plantações densas para melhorar a circulação de ar;
  • Minimizar o tempo em que a folhagem permanece húmida para reduzir o risco de infeções fúngicas e bacterianas;
  • Fazer um controlo rigoroso da rega das plantas evitando molhar a folhagem e as flores;
  • A escolha de variedades de gerbera resistentes ou tolerantes a doenças e pragas pode reduzir; significativamente a incidência e a gravidade dos problemas fitossanitários nesta cultura;

 

Controlo MPI

No Modo de Produção Integrado, o controlo da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) baseia-se principalmente na aplicação preventiva de fungicidas, aliada à monitorização das condições ambientais e do estado fitossanitário da cultura. Devem ser utilizados apenas produtos fitofarmacêuticos homologados para a cultura da gerbera e para o controlo de Botrytis cinerea.

Os tratamentos devem ser realizados nos períodos de maior suscetibilidade da planta, com uma cadência de aplicação geralmente compreendida entre 7 a 10 dias, ajustada em função das condições climáticas e da pressão da doença. Para prevenir o aparecimento de resistências, é fundamental alternar fungicidas com diferentes modos de ação, evitando a utilização repetida dos mesmos ingredientes ativos.

Para o efeito, entre as soluções disponíveis no mercado,  a nossa equipa recomenda a aplicação de soluções como: Switch® 62,5WG (Syngenta), Signum® (BASF) ou Teldor® SC (Bayer).

 

Controlo MPB

No Modo de Produção Biológico, o controlo da podridão cinzenta (Botrytis cinerea) baseia-se essencialmente em estratégias preventivas, privilegiando o uso de produtos de origem natural, microrganismos antagonistas e indutores de resistência, devidamente autorizados para MPB. Estas medidas devem ser integradas com práticas culturais adequadas, como a boa ventilação, controlo da humidade e eliminação de tecidos vegetais infetados.

A aplicação dos produtos deve ser realizada de forma preventiva, especialmente em períodos de maior risco de infeção, respeitando as recomendações do fabricante quanto às doses e intervalos de aplicação. A alternância de produtos com diferentes modos de ação é igualmente importante para aumentar a eficácia do controlo e reduzir a pressão da doença.

Para o controlo da podridão cinzenta na gerbera em Modo de Produção Biológico recomenda-se a aplicação de: Serenade® ASO (Bayer), Glucosei® (Seipasa) ou Neoforce Blocker (ADP).

 

Como complemento de Nutrição recoemnda-se a aplicação de Prominol Cu (Nutrispecial).

 

Para escolher a melhor estratégia de fertilização com base nas suas necessidades de produção, não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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FERTILIZAÇÃO ESPECÍFICA EM MORANGUEIRO
2025-11-27
FERTILIZAÇÃO ESPECÍFICA EM MORANGUEIRO

O fornecimento de nutrientes em doses ajustadas ao morangueiro é indispensável para a manutenção do equilíbrio entre o desenvolvimento vegetativo e a frutificação da planta, diminuindo a suscetibilidade ao ataque de doenças e pragas, de forma a obter produções sustentáveis com frutos de boa qualidade.

A fertirrega é o método ideal para a aplicação de fertilizantes nos vários modos de cultivo. Seja em solo ou hidroponia além dos adubos convencionais é essencial o uso de produtos bioestimulantes de forma a tirar a máxima rentabilidade da cultura.

Tendo em conta que o morangueiro é uma planta muito sensível à salinidade, preferindo solos bem drenados com pH entre 5,5 e 6,5 a sua fertilização deve ser adaptada às diferentes fases de desenvolvimento.

 

Plantação e Crescimento vegetativo

Humuslight Leonardita Suprem

  • Melhora a textura e estrutura do solo.
  • Aumenta disponibilidade dos nutrientes.

Promi-Root

  • Promotor de enraizamento e crescimento vegetativo.

Cyto Flow Plus 30

  • Estimulante com elevada concentração de aminoácidos.

 

Floração e inicio da Frutificação

Cytolan Pó

  • Extrato de algas, bioactivador nos processos biológicos.

Siliactiv Fe

  • Promove a resistência das plantas e frutos

Promi-Fertil Fósforo Cálcio

  • Promove floração e vingamento dos frutos.

Star Combi

  • Combinação de micronutrientes quelatados.

 

Engrossamento dos frutos, Maturação

Promi-Fertil Engorde

  • Promotor do crescimento e qualidade organolética dos frutos.

Star Mag

  • Beneficia o desenvolvimento da cultura e a homogeneidade da colheita.

Calfor Advance

  • Melhora a qualidade, firmeza, consistência e vida em pós-colheita dos frutos.

 

Para escolher a melhor estratégia de fertilização com base nas suas necessidades de produção, não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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XANTHOMONAS EM COUVES
2025-11-21
XANTHOMONAS EM COUVES

A podridão negra é uma das doenças com maior relevância nas brássicas. Causada pela bactéria Xanthomonas sp., pode comprometer diversas espécies culturais, incluindo couve-repolho, couve-flor e couve-brócolo, entre outras.

Ocorre em todas as regiões de cultivo de couves e pode provocar perdas significativas em termos de colheita e qualidade.

A bactéria afeta plantas em qualquer fase de crescimento.

 

Sintomas

Nas folhas, tornam-se visíveis lesões amarelas em forma de "V" com o vértice voltado para o centro da folha, que se mostram coloridas de castanho a negro e os vasos lenhosos da folha e do caule ficam enegrecidos, podendo exibir amarelecimento e necrose das folhas. Nos estágios mais avançados ocorre murchidão e queda prematura das folhas e, finalmente, o apodrecimento total da planta.

A bactéria é disseminada pelo vento, chuva, água de rega e por insetos.

A doença manifesta-se em condições de clima quente (25 a 30ºC) e humidade elevada, sendo o risco de infeção maior em períodos com dias quentes e noites frescas.

 

Controlo Cultural

As boas práticas culturais ajudam a evitar a propagação e os danos causados.
Para o efeito recomenda-se:

  • Evitar o máximo possível a rega por aspersão;
  • Um bom controlo das infestantes;
  • A remoção de plantas infetadas;
  • Rotação de culturas;

 

Controlo Biológico

Para culturas em Modo de Produção Biológico (ou culturas em modo clássico) recomenda-se a aplicação de soluções como:

Fungisei (Seipasa), Kocide® 2000 (BASF),  Serenade® Aso (Bayer), Serifel® (BASF) ou Vitra® 40 Micro (IQV).

 

Nutrição

Para reforçar as defesas das brássicas contra agentes patogénicos, proteção da cultura e maior fortalecimento estrutural recomenda-se a aplicação de soluções como Prominol Cu e Siliactiv Fe, da Nutrispecial.

 

Para escolher a melhor estratégia de proteção com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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DESFOLIAÇÃO EM FRUTICULTURA
2025-11-13
DESFOLIAÇÃO EM FRUTICULTURA

O papel da desfoliação na fisiologia da planta

A desfoliação (remoção controlada das folhas antes da queda natural) é uma prática usada em fruticultura especialmente em macieiras, pereiras, videiras e outras espécies caducifólias para:

  • Antecipar a queda das folhas;
  • Uniformizar a entrada em dormência;
  • Melhorar a maturação da madeira (lenhificação);
  • Reduzir o risco de doenças fúngicas e pragas que se instalam em tecidos verdes persistentes;
  • Conseguir um melhor aproveitamento do frio invernal;

 

Porque se usa o Copperquel 15?

O CopperQuel 15 é uma formulação de cobre quelatado, o que significa que o cobre está ligado a um agente (EDTA) que o mantém solúvel e facilmente absorvível pelos tecidos vegetais.

Quando aplicado foliarmente para desfoliação, ele atua de forma controlada, causando:

  • Senescência acelerada das folhas (as folhas envelhecem e destacam-se mais facilmente); •  
  • Interrupção gradual da atividade fotossintética, o que força a planta a mobilizar os nutrientes das folhas para os ramos e raízes — um passo essencial para a dormência.

 

CopperQuel 15 importãncia na desfoliação

Relação com a lenhificação da madeira

Durante o processo de lenhificação, os tecidos jovens dos ramos (ainda verdes e suculentos) transformam-se em madeira madura, rica em lignina. O CopperQuel15 contribui para isso de duas formas:

  • Promove o encerramento fisiológico do ciclo vegetativo, sinalizando à planta que o período ativo terminou;
  • Favorece a translocação de carboidratos e nutrientes das folhas para os tecidos lenhosos e para as reservas radiculares, o que:
    -  Aumenta o teor de nutrientes e açúcares de reserva;
    - Melhora a resistência a geadas e condições adversas no inverno (importante em árvores novas).

 

Relação com a entrada em dormência

A dormência é um estado fisiológico em que a planta reduz drasticamente a sua atividade metabólica.

O CopperQuel 15:

  • Ajuda a uniformizar a entrada em dormência, pois todas as folhas caem num curto espaço de tempo;
  •  Evita desequilíbrios entre ramos ainda ativos e outros já dormentes, o que melhora:
    - A homogeneidade de rebentação na primavera seguinte;
    - A qualidade das flores e frutos do ciclo seguinte.

 

Considerações práticas

As doses e o momento de aplicação são críticos - normalmente aplicadas no fim do ciclo vegetativo, quando as folhas começam naturalmente a amarelar.

Em resumo:

O Copperquel15 é importante na desfoliação de árvores de fruto porque:

  1. Induz a senescência e queda foliar controlada;
  2. Favorece a lenhificação da madeira, aumentando resistência e reservas;
  3. Uniformiza a entrada em dormência, garantindo melhor rebentação e frutificação no ciclo seguinte.

 

Para escolher as doses certas de CopperQuel 15 mais corretas face ao estado do seu pomar não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

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ADUBAÇÃO FOSFATADA AO SOLO EM POMARES JÁ INSTALADOS
2025-10-31
ADUBAÇÃO FOSFATADA AO SOLO EM POMARES JÁ INSTALADOS

A adubação fosfatada em pomares já instalados é uma prática essencial para manter a produtividade e a saúde das plantas ao longo dos anos.

O fósforo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento radicular, na floração e na frutificação, mas tende a apresentar baixa mobilidade no solo, exigindo uma gestão criteriosa. Antes de definir a necessidade de adubação, é importante avaliar a disponibilidade deste nutriente no solo e nas folhas, considerando as características do tipo de solo e as exigências específicas da cultura.

Para tal recomenda-se:

  • Realizar análise de solo e de folhas (anualmente ou a cada dois anos).
  • Analisar o teor de fósforo disponível no solo.
  • Interpretar os resultados conforme o nível crítico para a cultura e tipo de solo (argiloso, arenoso, etc.).


Características e comportamentos do Fósforo no solo

O fósforo fixa-se facilmente aos óxidos de ferro e alumínio (em solos ácidos) ou cálcio (em solos alcalinos). O fósforo não se movimenta verticalmente, portanto deve estar próximo das raízes ativas para ser assimilado.

O fósforo (P) é um dos nutrientes menos móveis no solo. Quando aplicado à superfície, o nutriente não se move verticalmente com a água ao contrário do azoto ou do potássio.

Assim que entra em contato com o solo, o fósforo reage rapidamente com os componentes minerais. Em solos ácidos, tende a formar compostos insolúveis com óxidos de ferro e alumínio, enquanto em solos alcalinos, precipita-se com cálcio. Como resultado, o fósforo permanece retido na camada onde foi aplicado, tornando-se pouco móvel e de difícil redisponibilização para as plantas.

 

Aplicação superficial de fósforo (P)

A aplicação superficial de fósforo, sem incorporação ao solo, geralmente apresenta baixa eficiência. Isso ocorre porque o nutriente tende a:

  • Permanecer concentrado na camada muito superficial (0–2 cm), distante da maior parte das raízes ativas;
  • Sofrer rápida fixação por óxidos de ferro, alumínio ou cálcio, reduzindo a disponibilidade para absorção;
  • Ser perdido por erosão ou escoamento superficial;
  • Apresentar aproveitamento limitado em períodos secos, quando as raízes mais profundas não alcançam o nutriente.

Apesar dessas limitações, existem situações em que a aplicação superficial pode trazer algum benefício, especialmente quando a gestão favorece a permanência e a disponibilidade do fósforo na camada superior do solo. Isso pode ocorrer em:

  1. Sistemas com solos arenosos e de baixa capacidade de fixação de fósforo, onde o nutriente apresenta alguma mobilidade;

  2. Áreas com cobertura morta ou resíduos orgânicos, que reduzem a fixação e aumentam a mineralização superficial;

  3. Sistemas de fertirrigação contínua, nos quais o fósforo se acumula gradualmente próximo às raízes finas mais superficiais.

 

Estratégias para adubação fosfatada em pomares já instalados

Estratégias de Adubação para Pomares Já Instalados 

Após a instalação dos pomares a reposição dos níveis de fósforo no solo em profundidade é mais difícil dado que algumas operações de mobilização do solo são impossíveis. Para colmatar este desafio é recomendado:

  • Aplicar o fósforo próximo à projeção da copa, onde se concentram as raízes.
  • Utilizar um subsolador de forma a abrir sulcos (15–20 cm) e incorporar o fertilizante fosfatado.
  • Realizar a adubação durante o início do período chuvoso (outono), favorecendo a difusão do fósforo.

Boas práticas complementares

  • Manter cobertura vegetal no solo (gramíneas ou leguminosas) para reduzir fixação e erosão.
  • Evitar calagem excessiva, que pode diminuir a disponibilidade de P.

 

A fertilização fosfatada beneficia do “efeito concentração”

O efeito concentração ocorre quando o fósforo é aplicado de forma localizada, em vez de distribuído por toda a área. Assim promovem-se zonas do solo com alto teor de P disponível, próximas às raízes ativas da planta.

Exemplo: Aplicar Fósforo (P) em faixas, sulcos ou covas na linha de plantação ou na projeção da copa → forma uma “zona de fertilidade” rica em P.

 

O efeito concentração é benéfico

O fósforo tem mobilidade extremamente baixa no solo — na prática não se move mais que 1–2 cm do local onde foi aplicado. Em solos, ricos em óxidos de Fe e Al, o P tende a ser fortemente imobilizado.

Quando aplicado em baixas doses distribuídas, o P entra em contato com uma grande área de solo e, portanto, mais sítios de fixação. Resultado: maior parte do fósforo fica indisponível.

Quando aplicado de forma concentrada e localizada, acontece o oposto:

  1. Saturam-se os sítios de fixação de P nas partículas do solo próximas ao ponto de aplicação;
  2. Uma parte do P permanece na solução do solo (forma assimilável);
  3. As raízes que crescem dentro dessa zona encontram maior disponibilidade de P.

 

Em resumo: a aplicação localizada do fósforo em profundidade permite aumentar a concentração local de P reduz a fixação e melhora a assimilação pelas raízes das árvores.

 

Para escolher a melhor estratégia de adubação com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

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FERRUGEM NO ALHO FRANCÊS
2025-10-17
FERRUGEM NO ALHO FRANCÊS

A ferrugem causada pelo fungo Puccinia porri é uma das principais doenças do alho-francês, afetando também a cebola, cebolinho e o alho (Puccinia alli; Puccinia mixta).

Os sintomas começam normalmente nas folhas mais velhas com pequenas manchas esbranquiçadas, que se expandem para pústulas maiores de cor avermelhada a laranja opacas. Ao crescerem estas pústulas acabam por libertar os esporos do fungo, disseminando-se rapidamente por plantas vizinhas.

As folhas mais afetadas tornam se cloróticas e acabam por secar, podendo levar à morte da planta.

As condições de humidade elevada e temperatura entre 15º e 25ºC , favorecem o desenvolvimento do fungo, por outro lado, solos compactados e mal drenados também constituem um maior risco. Por consequência do menor arejamento a fase final será de maior risco de propagação da doença.

Ferrugem Alho Francês - Sintomas

 

Como medidas preventivas e de controlo cultural recomenda-se a:

  • Rotações culturais adequadas;
  • Nutrição equilibrada (evitar excessos de azoto);
  • Uso de compasso de plantação que permitam o arejamento das plantas;
  • Realização de sachas, de forma a eliminar infestantes e manter arejamento do solo;

 

Em casos mais graves de instalação da doença a Casa Queridos recomenda a aplicação de fungicidas como medida de controlo integrado. Para o efeito pode-se aplicar uma das seguintes alternativas: Flint® Max (Bayer), Sercadis® 30 SC (BASF), Azoxystar (Epagro), Ortiva® Top (Syngenta) ou Score 250 EC® (Syngenta).

Ferrugem no Alho Francês - Medidas de Controlo

 

Para escolher a melhor estratégia de proteção com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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CORREÇÃO ORGÂNICA DO SOLO
2025-10-02
CORREÇÃO ORGÂNICA DO SOLO

Entre os vários fatores que influenciam a produtividade de um solo, ou seja, a sua capacidade de fornecer água, oxigénio e nutrientes às plantas, o seu teor em matéria orgânica será um dos mais importantes.

A correção orgânica dos solos, normalmente faz-se no período de outono/inverno no caso dos pomares e das vinhas e no caso das culturas hortícolas sempre que se achar conveniente com a finalidade de manter ou aumentar o teor de matéria orgânica no solo para melhorar a sua fertilidade e tirar melhor rentabilidade das culturas.

A presença de matéria orgânica é de extrema importância nos solos, não só para fornecer nutrientes e matéria útil às plantas, fungos ou outros organismos vegetais, como fertilizante, mas também modificar as propriedades físico-químicas dos solos, permitindo-lhe reter mais água e evitando a sua degradação.

Vantagens da Correção Orgânica do Solo

A matéria orgânica aumenta a estabilidade dos agregados do solo, a densidade do solo, a porosidade do solo, a capacidade de infiltração, retenção e percolação da água e compactação do solo.

A matéria orgânica tem influência direta na disponibilidade de nutrientes, atuando como transformadora dos nutrientes já presentes no solo para a absorção pelas plantas e ao mesmo tempo fornecendo alguns inerentes à sua composição, principalmente macronutrientes. Alguns nutrientes já existentes no solo interagem com a matéria orgânica. Quando isso ocorre dá-se uma adsorção, que evita a perda dos nutrientes por lixiviação, ficando deste modo disponíveis para as plantas.

Para a correção orgânica dos solos a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de:

  • Vitagranu
  • Fertimax
  • Agriorgan

Adequando as quantidades a aplicar por hectare á sua cultura e ao seu solo. Para recomendação  adaptada às suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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NUTRIÇÃO FOLIAR PÓS-COLHEITA
2025-09-25
NUTRIÇÃO FOLIAR PÓS-COLHEITA

Nutrição Foliar Pós-Colheita: Fenómeno da alternância

A alternância de produção ou contra-safra manifesta-se quando um pomar produz muito num ano e pouco no seguinte.

Este fenómeno ocorre porque, após uma colheita abundante, as árvores esgotam as reservas e não conseguem induzir, diferenciar e sustentar uma boa floração no ciclo seguinte.

A nutrição foliar pós-colheita tem um papel crucial na redução da alternância:

 

1.    Reposição Rápida de Reservas 

  • Após a colheita, a planta ainda está ativa fotossinteticamente.
  • Aplicar nutrientes via foliar permite reposição eficiente de minerais que se acumulam nos gomos, ramos e raízes.
  • Efeito positivo na fotossíntese que produz hidratos de carbono como reserva para a campanha seguinte.

 

2.    Diferenciação Floral

  • Nutrientes minerais são fundamentais na diferenciação de gomos florais.
  • Uma nutrição equilibrada pós-colheita contribui para a formação de mais gomos florais e de melhor qualidade no ano seguinte.

 

3.    Equilíbrio Vegetativo-Produtivo

  • Se a árvore termina o ciclo muito debilitada, prioriza o crescimento vegetativo em vez da frutificação no ano seguinte.
  • O suporte nutricional pós-colheita melhora o balanço, favorecendo tanto vigor como frutificação.

 

4.    Maior eficiência que a adubação convencional ao solo

  • Em solos frios, secos ou com baixa disponibilidade imediata, a absorção radicular pode ser limitada.
  • A nutrição foliar garante absorção rápida e direta, no momento crítico de reposição.

 

Nutrição Foliar Pós-Colheita

 

Resumo prático:

A nutrição foliar pós-colheita ajuda a recuperar reservas, estimula a formação de gomos florais e reduz o esgotamento da planta, sendo uma das estratégias mais eficientes para minimizar a alternância de produção em pomares de fruteiras.

Para escolher a melhor estratégia de nutrição com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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FOGO BACTERIANO - PROTEJA O SEU POMAR!
2025-09-16
FOGO BACTERIANO - PROTEJA O SEU POMAR!

A colheita da pera está praticamente finalizada, mas o trabalho no pomar não termina aqui.

Nesta fase, as feridas deixadas pela colheita representam pontos críticos de infeção, especialmente para o fogo bacteriano (Erwinia amylovora), uma das doenças bacterianas mais destrutivas da pereira.

 

Entre os danos culturais e sintomas apresentados inclui-se:

  • Murchamento e necrose de ramos jovens e flores, que ficam com aspecto queimado (daí o nome "fogo").
  • Presença de exsudados bacterianos viscosos nos ramos e frutos.
  • Lesões escuras em folhas, ramos e frutos.
  • Morte de rebentos e ramos jovens em casos graves.

Fogo Bacteriano

O fogo bacteriano pode instalar-se de forma silenciosa através destas micro feridas, comprometendo ramos, estruturas produtivas e até a longevidade das árvores.

A proteção imediata do pomar é, por isso, um passo essencial para reduzir o risco de infeção e limitar o desenvolvimento da bactéria.

A nossa recomendação técnica é a aplicação conjunta de:

A complementaridade entre o cobre de contacto (oxicloreto) e o cobre de rápida mobilidade (glicinato) assegura uma proteção mais completa, reduzindo o risco de instalação do fogo bacteriano após a colheita.

Uma prática simples, mas determinante, para garantir pomares mais limpos, saudáveis e produtivos na próxima campanha.

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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PODRIDÃO CINZENTA NA VIDEIRA
2025-08-26
PODRIDÃO CINZENTA NA VIDEIRA

A podridão cinzenta da videira (Botrytis cinerea), conhecida desde a antiguidade, é uma doença descrita por Ravaz em 1895 e que está presente em todos os vinhedos do mundo.

O fungo responsável pela doença pode ser, por um lado, o inimigo temido podendo por em causa a qualidade da colheita, afetando gravemente a composição qualitativa das uvas e dos vinhos dado que este fungo provoca alterações na cor e nos aromas e aparecimento de gostos anormais, iodados, terrosos, entre outros.  Por outro lado, o amigo desejado de alguns produtores para que haja o desenvolvimento da forma de podridão nobre, podendo assim serem produzidos vinhos brancos licorosos de grande prestígio mundial (ex. Colheitas tardias).

 

Ciclo Biológico

A forma imperfeita do fungo é a Botrytis cinerea Pers. O micélio de cor acastanhado desenvolve os conidióforos que se ramificam e que terminam em ramos de conídios.

As frutificações dos conidióforos são ligeiramente coloridas a cinzento, dando origem ao nome da doença de podridão cinzenta.

 

Sintomatologia

Os sintomas da doença podem ser observados logo no viveiro, no decorrer do armazenamento dos bacelos enxertados. Um pouco mais à frente, ainda no viveiro podem-se verificar danos nos gomos dos enxertos prontos e no calo da enxertia.

Esta incidência mais acentuada da doença nesta fase é causada na maior parte das vezes por condições ambientais muito húmidas.

Na vinha, o fungo pode atacar todos os órgãos vegetais da planta tais como, gomos, folhas, pâmpanos, inflorescências e cachos.

As folhas apresentam umas manchas de coloração vermelho acastanhada de dimensões variáveis, que aparecem na periferia do limbo dando o aspeto de queimadura.

Em Primaveras húmidas e frescas, estas manchas nas castas mais suscetíveis cobrem-se de frutificações acinzentadas. Nos pâmpanos, podem-se observar manchas castanhas, mais ou menos alongadas e necroses acastanhadas a partir das quais podem secar e quebrar.

Antes e durante a floração, logo que a doença se começa a manifestar nas folhas, o fungo Botrytis cinerea pode destruir as inflorescências ou nos pedúnculos das flores, provocando uma podridão peduncular. O conjunto floral rico em nutrientes pode servir de base para focos primários de infeção.

No decorrer da alimpa as caliptras ao caírem causam pequenas feridas, que são portas de entrada para o fungo.

Mais tarde, os bagos atingem o limiar de sensibilidade máxima à doença, quando se dá o início da fase de pintor, logo que o teor em açúcar nos bagos começa a aumentar.

Nesta fase o fungo introduz-se pelas microfissuras da pelicula dos bagos que se tornam menos resistentes. Estas micro lesões cobrem-se de frutificações (micélio) cinzentas acastanhadas dispostas em forma de estrela - todos os cachos podem ser rapidamente atacados pela doença.

No final do verão e princípio do outono, nas vinhas onde se realiza a vindima mecânica e que estão atacadas com este fungo, pode ser observado na base dos sarmentos, que ficam com cor branca e cobertos de formações negras denominadas de esclerotos.

 

Meios de Controlo

Controlo Cultural

As medidas culturais devem ser as primeiras a ser implementadas na estratégia de luta contra a podridão cinzenta. Estas medidas passam por:   

  • Manter a vinha com um vigor equilibrado (controlar adubações azotadas);
  • Assegurar que o sistema de condução e compassos de plantação que proporcionem um bom arejamento e distribuição da vegetação, em particular dos cachos;
  • Seleção de castas resistentes;
  • Realizar intervenções em verde, em particular desfolhas parciais para promover o arejamento na zona onde se localizam os cachos;
  • Gestão da densidade da vinha: Evitar excessiva densidade de plantas ou vegetação;
  • Gestão da irrigação: No caso de parcelas regadas, a rega deve ser realizada de forma racional. Períodos de stress hídrico seguidos de períodos de disponibilidade de água também favorecem a ocorrência desta doença.
  • Evitar o aparecimento de ferimentos nos bagos, mantendo a vinha num bom estado fitossanitário através do controlo principalmente da traça da uva, do oídio, granizo, fendilhamento do bago,etc.

 

Controlo MPI

Controlo MPI Podridão Cinzenta da Videira

Dada a dependência do clima e sensibilidade das castas o controlo com produtos fitofarmacêuticos torna-se muitas vezes uma arma eficaz na eliminação/ prevenção da instalação do fungo em momentos críticos.

Os fungicidas, aliados às medidas culturais, devem ser aplicados de modo preventivo, tendo em consideração:

  • A maior recetividade da planta à doença
  • As condições climáticas
  • As características e modos de ação dos fungicidas

São geralmente preconizados 4 tratamentos (Método Standard ABCD) em momentos chave para aplicação:

  • No vingamento – alimpa (estado I/J)
  • Ao início do fecho do cacho (até L)
  • Ao início do pintor (M)
  • 3 a 4 semanas antes da vindima.

Um dos aspetos a considerar na eficácia dos tratamentos, em particular, nos 3 últimos, é a pulverização. Esta deve ser dirigida obrigatoriamente aos cachos, recorrendo a pulverização com gotas de pequena dimensão e transportadas por um fluxo de ar que permita uma boa distribuição da calda quer sobre os cachos quer no seu interior.

Para o efeito a Casa Queridos recomenda a aplicação de produtos como Abante® (IQV), Erune® 40SC (Ascenza), Scala® (BASF), Switch® 62,5WG (Syngenta) ou Teldor ® SC (Bayer)

 

Controlo Biológico

Controlo MPB - Podridão Cinzenta da Videira

Para culturas em Modo de Produção Biológico recomenda-se a aplicação de soluções como Neoforce Care Protector (ADP), Serenade® Aso (Bayer), Carbofol Sec (Carbotecnica), Araw® (Sipcam), Romeo® (IQV) ou Serifel® (BASF).

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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HELICOVERPA ARMIGERA
2025-08-13
HELICOVERPA ARMIGERA

Helicoverpa armigera é uma espécie que apresenta ampla distribuição geográfica internacional, estando hoje distribuída por todos os continentes menos nos pólos.

Trata-se de um inseto com metamorfose completa, isto é, o seu desenvolvimento biológico passa pelas fases de ovo, lagarta, pré-pupa, pupa e borboleta. Os ovos têm cor branco-amarelada, mas tornam-se castanhos-escuros perto da eclosão da larva.

As larvas levam cerca de 3 dias para eclodirem. Uma única fêmea pode colocar mais de 2000 ovos ao longo de 5 dias de reprodução. As fêmeas põem ovos normalmente de noite e de forma isolada ou em pequenos grupos, preferencialmente sobre folhas ou talos, flores, frutos e botões terminais. Ao nascerem, as lagartinhas têm cores claras, variando do branco-amarelado ao castanho avermelhado, e a cabeça escura contrastante. A coloração das lagartas varia de acordo com genética e condições ambientais, variando do avermelhado ao verde, mas sempre com riscas ao longo do corpo

Os danos provocados por Helicoverpa armigera variam conforme a fase do seu ciclo de vida, mas concentram-se sobretudo no estágio larval, quando ocorre a alimentação ativa.

 

Fase: Ovo

Não provoca danos diretos à planta. Normalmente os ovos são colocados isolados ou em pequenos grupos nas folhas, botões florais ou frutos.

 

Fase: Larva (fase mais destrutiva)

Primeiros instares: alimentam-se de folhas novas, botões florais e pequenas flores, causando pequenas perfurações.

Instares médios e finais: perfuram e escavam frutos, vagens e espigas, alimentando-se das sementes e tecidos internos. Causam podridões secundárias devido à entrada de fungos e bactérias pelas feridas.

Em culturas como tomate, milho, algodão e feijão, provocam perdas quantitativas e qualitativas significativas.

 

Fase: Pupa

Enterrada no solo; não provoca danos diretos à planta.

 

Fase: Adulto (mariposa)

Não causa danos diretos às culturas (alimenta-se apenas de néctar). O impacto indireto vem da postura de ovos que originam novas larvas.

 

As larvas atacam principalmente flores, frutos e rebentos, causando perfurações em frutos e folhas, levando à queda prematura das flores e à depreciação comercial dos produtos afetados. Esses danos podem resultar em perdas económicas significativas e, ao deixar feridas nas plantas, facilitar a entrada de patógenos secundários, como fungos e bactérias, intensificando ainda mais o impacto negativo nas culturas.

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

 

 

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AUMENTO DE BRIX COM POTÁSSIO QUELATADO
2025-08-07
AUMENTO DE BRIX COM POTÁSSIO QUELATADO

Fruteiras e vinha em fim de ciclo? É hora de reforçar a qualidade!

Aplicação de potássio quelatado na fase de maturação: impacto direto no ºBRIX e na qualidade final da produção

Na fase final do ciclo das fruteiras e da vinha, o potássio desempenha um papel fundamental na translocação de açúcares e na regulação osmótica. Estes processos têm impacto direto no teor de sólidos solúveis (°BRIX), na coloração dos frutos e, no caso da vinha, no aumento do grau alcoólico.

Promi-Fertil® K Suprem é um fertilizante líquido formulado com:

  • 3% de Azoto (N)
  • 31% de Potássio (K₂O) quelatado com EDTA

A sua forma quelatada garante maior estabilidade, rápida absorção foliar e disponibilidade imediata para a planta, mesmo em condições de stress abiótico.

 

Benefícios agronómicos:

  • Aumento do °BRIX em pomares de pereira e macieira
  • Melhoria da coloração e uniformidade em uvas de mesa e de vinho
  • Maior mobilidade e translocação de açúcares para os frutos
  • Contribuição significativa para o enchimento final (aumento do calibre)

 

Potássio Quelatado - Promi-Fertil K Suprem

 

Recomendação de aplicação:

Aplicação foliar nas semanas que antecedem a colheita, ajustada ao estádio fenológico da cultura e com base na análise de seiva, de forma a maximizar a eficiência da absorção.

 

Por que aplicar potássio nesta fase?

Durante a maturação, o potássio promove:

  • A translocação eficiente de açúcares;
  • O enchimento e uniformidade dos frutos;
  • O aumento do °BRIX, melhorando a qualidade comercial;

 

Na vinha, os efeitos diretos incluem:

  • Aumento do transporte de açúcares das folhas para os bagos;
  • Estímulo à síntese de açúcares;
  • Elevação do °BRIX, com impacto direto no grau alcoólico das uvas;

 

Para mais informações técnicas ou acompanhamento em campo, entre em contacto com a nossa equipa de engenharia agronómica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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PROMINOL COBRE - BENEFÍCIOS EM BRÁSSICAS
2025-07-31
PROMINOL COBRE - BENEFÍCIOS EM BRÁSSICAS

O Prominol Cobre (Cu) é uma solução à base de glicinato desenvolvida para fornecer cobre altamente assimilável a todas as culturas.

A glicina além de ser um agente complexante capaz de se combinar com minerais como os catiões Manganês, Zinco, Cobre, Ferro, Cálcio e Magnésio, e fazer o seu transporte, também é um dos aminoácidos essenciais das plantas.

Por ser precursora da clorofila, pigmento responsável pela absorção de luz, a glicina junto com os nutrientes impulsiona a fotossíntese e promove o crescimento da planta. Este aminoácido possui ainda papel importante como osmoprotector na resistência à seca.

Já o cobre é um micronutriente capaz de atuar diretamente sobre os fungos patogénicos interferindo nas suas vias metabólicas de forma a impedir o seu crescimento e reprodução, por isso o cobre é amplamente utilizado como fungicida na agricultura.

Prominol Cu - Benefícios em Brássicas

O uso de Prominol Cu é especialmente importante, desde a plantação até à colheita.

Benefícios da utilização de Prominol Cu em plantas:

  • Promove o crescimento da planta, como um bioestimulante;
  • Possibilidade de uso via foliar ou via radicular, sendo absorvido rapidamente com sistemia ascendente e descendente;
  • Protecção da cultura, tendo acção sobre as principais doenças (Murchidão; Bacteriose; Antracnose; Alternariose; Míldio; …), aumentando a resistência a pragas;
  • Reforça os tecidos da planta ao longo do ciclo vegetativo, protegendo de stress bióticos como abióticos;
  • Promove a rápida cicatrização de feridas pós colheita, garantindo uma maior conservação e maior “vida de prateleira”;

 

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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COLOR EXPRESS - MELHORADOR DE COLORAÇÃO E CALIBRE
2025-07-24
COLOR EXPRESS - MELHORADOR DE COLORAÇÃO E CALIBRE

A coloração dos frutos em macieiras -  especialmente o desenvolvimento da coloração vermelha (antocianinas) é influenciada por diversos fatores, incluindo a nutrição mineral.

Color Express contém  potássio, fósforo e o zinco numa formulação exclusiva e concebida para incrementar a cor dos frutos.

 

POTÁSSIO (K)

Importância do Fósforo na Coloração das Macieiras

Função principal: Atua no transporte de açúcares, regulação osmótica e ativação enzimática.

Efeito na coloração:

  • Melhora o transporte de carboidratos para os frutos, o que favorece a síntese de antocianinas, responsáveis pela cor vermelha.
  • Aumenta a concentração de açúcares e ácidos orgânicos no fruto, contribuindo para estimular a coloração.
  • Frutos bem nutridos com potássio geralmente apresentam cor mais intensa e uniforme.

 

FÓSFORO (P)

Importância do Fósforo na Coloração das Macieiras

Função principal: Envolvido no metabolismo energético (ATP), fotossíntese e síntese de compostos secundários.   

Efeito na coloração:  

  • Estimula a produção de energia (ATP), necessária para os processos de síntese de pigmentos.
  • Auxilia no desenvolvimento de pigmentos secundários como antocianinas e flavonóides. 

 

ZINCO (Zn)

Importância do Fósforo na Coloração das Macieiras

Função principal: Cofator enzimático, envolvido na síntese de auxinas e na regulação do crescimento.   

Efeito na coloração:

  • Indiretamente, melhora o desenvolvimento das folhas, aumentando a eficiência fotossintética e a produção de carboidratos.
  • Participa na síntese de hormonas (como auxinas), que regulam a maturação e a síntese de pigmentos.
  • Alguns estudos sugerem que o zinco pode estimular a expressão de genes ligados à biossíntese de antocianinas.

 

Considerações adicionais

A deficiência de qualquer um dos nutrientes que fazem parte da composição de Color Express pode resultar em frutos pálidos ou pouco uniformes. A aplicação foliar de potássio ou zinco em estágios finais de maturação pode aumentar significativamente a coloração.  

Color Express contém fósforo para ajudar os níveis deste nutriente via foliar de modo a complementar a fertilização radicular. Este produto assegura uma síntese ótima dos pigmentos responsáveis pelas cores vermelhas, azuis e violetas, que são especialmente abundantes em cerejas, uvas, mirtilos, pimentos, morangos e maçãs.

Importância do Fósforo na Coloração das Macieiras

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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ARANHIÇO VERMELHO - Panonychus ulmi
2025-07-17
ARANHIÇO VERMELHO - Panonychus ulmi

O aranhiço vermelho (Panonychus ulmi) é um ácaro da família Tetranychidae, originário da Europa.

Os adultos apresentam dimorfismo sexual, tornando-se possível identificar os dois sexos. As fêmeas, de cor vermelha escura, apresentam 0,6 mm a 0,8 mm de comprimento e 0,25 mm de largura do corpo. Os machos, de cor amarela rosada a vermelha clara, apresentam o corpo de forma piriforme, com um tamanho semelhante ao das fêmeas.

O ciclo de vida da praga passa por 5 estádios de desenvolvimento: ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto. O aranhiço vermelho hiberna sob a forma de ovo, com maior incidência na madeira de dois ou mais anos e junto dos gomos florais, esporões, fendas e outros ramos. Os ovos de Inverno caracterizam-se por apresentarem uma coloração vermelha escura, com aspeto de cebola e um pelo na parte superior. As posturas efetuam-se a partir do fim do Verão, nas zonas de inserção dos ramos e dos gomos.

No princípio da Primavera do ano seguinte, verificam-se o aparecimento das larvas. Os adultos originados nos ovos de Inverno, dão início à primeira geração, através das posturas. A eclosão dos ovos de Inverno tem início no princípio da Primavera, até abril nos pomares mais a Norte e prolonga-se até junho nas zonas Centro e Sul. Esta apresenta-se de geralmente sincronizada com o estado fenológico das plantas hospedeiras, sendo que no caso das macieiras pode ocorrer entre o aparecimento dos botões florais e o final da floração.

A duração da eclosão dos ovos está diretamente relacionada com a temperatura. O aranhiço vermelho tem um ciclo de vida curto que compreende entre 6 a 10 gerações por ano. O ciclo de vida da praga varia entre 15 e 35 dias, de acordo com as condições climáticas existentes nas várias regiões do nosso país. A dinâmica populacional desta praga está diretamente relacionada com a temperatura, humidade, espécie e variedade da planta hospedeira, condições fisiológicas da mesma, práticas culturais associadas, aplicação de inseticidas e da existência ou não de fauna auxiliar. As condições ótimas de desenvolvimento da praga são o tempo quente e seco, com uma temperatura situada entre 25ºC e 30ºC.

 

Sintomatologia e Prejuízos

Os principais danos causados na cultura são resultado do tipo de alimentação destes ácaros.

Sintomatologia e Prejuízos

A armadura bocal picadora - sugadora desta praga permite-lhe esvaziar o conteúdo celular da epiderme das folhas e ramos, causando o esvaziamento das células e a consequente entrada de ar através do orifício de perfuração. Como consequência, as folhas no início adquirem um tom pálido prateado, ficam de tamanho mais reduzido que o normal e apresentam o típico aspeto castanho-bronzeado, podendo em ataques mais intensos ocorrer desfoliação precoce da arvore e consequente queda de frutos.

No final da Primavera e início do Verão a população de aranhiço vermelho tende a aumentar rapidamente, podendo atingir elevados níveis populacionais que podem causar graves prejuízos na cultura, nomeadamente desregulações a nível respiratório e fotossintético.

Em ataques intensos ocorre a destruição da clorofila, levando ao enfraquecimento da planta, dado o insuficiente armazenamento nutritivo e consequente quebra de produção do ano quer em termos quantitativos como qualitativos. O processo de maturação dos frutos também é afetado, originando frutos de baixo teor em açúcares e com consequências negativas na qualidade final.

 

Medidas de Controlo

Controlo Cultural

Devem ser implementadas medidas que permitam reduzir as condições favoráveis ao desenvolvimento da praga, com foco no controlo do vigor das plantas através da limitação das quantidades de azoto aplicadas e criação de infraestruturas ecológicas no ambiente envolvente como por exemplo as sebes vivas, revestimento do solo, entre outras.

Estas práticas contribuem para preservação e incremento da fauna auxiliar de maior interesse que consiste nas seguintes espécies: o Amblyseius californicus, a Chrysopa sp., o Anthocoris sp., o Orius sp. e o Stethorus punctillum.

 

Controlo em Modo de Produção Integrado

A escolha do acaricida a usar, na presença de populações elevadas de aranhiço vermelho, deve ser feita em função não só da sua eficácia, mas também da seletividade sobre a fauna auxiliar autóctone.

Para o efeito recomenda-se a aplicação de produtos como Dinamite® (Sipcam), Masai® (BASF) ou Nealta® (BASF), Nissorun® (Sipcam) ou Tenor® SC (Ascenza).

Controlo Modo Produção Integrado - Aranhiço Vermelho

 

Controlo em Modo de Produção Biológico

Aranhiço Vermelho - Controlo em Modo de Produção Biológico

Para culturas em Modo de Produção Biológico recomenda-se a aplicação de soluções como Spical Ulti Mite (Neoseilus californicus) ou  Spidex (Tetranychus urticae) - ambas soluções da Koppert -, Naturalis (Fitossistema), Nutri Pin (Nutrispecial) ou Prev-AM (Ascenza).

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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ÁCAROS EM MORANGUEIRO
2025-07-08
ÁCAROS EM MORANGUEIRO

Os ácaros fitófagos que afetam a cultura do morangueiro são, fundamentalmente, os tetraniquídeos, vulgarmente designados aranhiços.

Os tetraniquídeos são avermelhados ou amarelados, podendo apresentar duas manchas escuras no dorso.

Estas manchas são mais visíveis nos estados ninfais, os quais apresentam indivíduos de menor tamanho que os adultos e, geralmente, de cor clara.

Vivem preferencialmente na página inferior das folhas e o seu ciclo de vida compreende cinco estados de desenvolvimento: ovo, larva, duas ninfas e adulto.

Polífagos, ainda que mais frequentes em plantas herbáceas, são, em geral, tecedores de teias, as quais retêm a humidade e asseguram proteção contra os fatores ambientais, os predadores e os tratamentos.

Têm grande capacidade de multiplicação, em condições ambientais favoráveis, como sejam temperatura alta, com o máximo a rondar os 30ºC, e baixa humidade relativa.

Como na generalidade dos ácaros, a dispersão dos tetraniquídeos faz-se, principalmente, pelo contacto entre plantas, pelo arrastamento pelo vento, podendo ser transportados isoladamente ou em folhas por eles ocupadas, pelos insetos e aves e pelo homem, nas suas práticas culturais.

Os tetraniquídeos, com a sua armadura bucal picadora-sugadora, alimentam-se nas folhas (principalmente), onde, sugando o conteúdo celular, originam descoloração pontilhada, redução da fotossíntese e o consequente bronzeamento, devido à morte dos tecidos. Quando atacam os frutos estes ficam duros e bronzeados.

Em situações graves, além da perda de vigor e dificuldades de maturação, os aranhiços podem, causar necroses nos frutos, com redução do valor comercial.

Como medidas de controlo a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de organismos auxiliares e/ou de produtos inseticidas. Para o efeito em Modo de Produção Integrada recomenda-se o combate com recurso a produtos inseticidas como  Dinamite® (Sipcam), Bermectine® (Probelte) ou Nealta (BASF). 

Acaros no morangueiro - Controlo Produção Integrada

Em modo de Produção Biológico é recomendada a aplicação de Spidex ou Spical, ambas soluções da Koppert.

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

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RACHAMENTO DOS FRUTOS: CAUSAS FISIOLÓGICAS E AMBIENTAIS
2025-07-03
RACHAMENTO DOS FRUTOS: CAUSAS FISIOLÓGICAS E AMBIENTAIS

O rachamento dos frutos é um distúrbio fisiológico comum em diversas culturas frutícolas, como tomate, cereja, uva, citrinos, maçã e pêra. Apesar de representar uma importante fonte de perdas na produção e na qualidade comercial na fruticultura, normalmente não tem significado económico na pêra rocha.

Este fenómeno consiste na formação de fendas ou roturas na epiderme e polpa dos frutos, geralmente durante a fase de crescimento ou amadurecimento.

Diversos fatores contribuem para o rachamento, entre os quais se destacam os picos de temperatura, o desequilíbrio hídrico e a carência de nutrientes essenciais como cálcio e boro.

 

1. Picos de temperatura

Picos de Temperatura

Variações bruscas de temperatura, especialmente entre o dia e a noite, ou aumentos súbitos durante o ciclo da cultura, podem acelerar a taxa de crescimento dos frutos ou alterar a elasticidade da epiderme. Quando o tecido interno se expande mais rapidamente do que a casca consegue acompanhar, ocorre a rutura. Temperaturas elevadas também aumentam a transpiração e o stress da planta, agravando o problema.

 

2. Défice hídrico e reposição súbita de água

Défice hídrico e reposição súbita de água

O stress hídrico, especialmente durante períodos críticos do desenvolvimento do fruto, seguido por irrigação ou chuvas intensas, é uma das principais causas do rachamento. Durante o défice hídrico, o crescimento do fruto desacelera e as células tornam-se mais rígidas. Se, de forma súbita, houver uma grande absorção de água pelas raízes, os frutos aumentam rápidamente de volume, mas a epiderme pode não acompanhar essa expansão, levando ao rompimento da casca.

 

3. Carência de cálcio e boro

Carência de cálcio e boro

O cálcio é um nutriente essencial para a integridade da parede celular. A carência deste elemento torna as células mais frágeis e suscetíveis ao rompimento sob pressão. O boro participa na síntese da parede celular e do transporte de açúcares, além de estar envolvido no alongamento celular. A carência destes dois nutrientes enfraquece os tecidos do fruto, diminuindo sua elasticidade e resistência mecânica, o que favorece o rachamento, especialmente sob condições de stress hídrico e térmico.

 

A prevenção do rachamento dos frutos passa por uma gestão adequada da irrigação, evitando grandes variações na disponibilidade de água, sobretudo em períodos de seca seguidos de chuvas. Além disso, práticas de nutrição equilibrada, com especial atenção ao cálcio e boro, e estratégias de sombreamento ou maneio térmico, podem ajudar a reduzir os riscos desse distúrbio.

No seguimento a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a realização de tratamentos preconizados com uma estratégia de nutrição que inclui a aplicação de prosutos como: Calfor Advance (Cálcio + Boro); CytoFlow Betaína-30 (Regulação Osmótica) e/ou  SiliActivFe (Silício, elemento estruturante da parede celular).

 

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PROTEÇÃO CONTRA O ESCALDÃO SOLAR
2025-06-27
PROTEÇÃO CONTRA O ESCALDÃO SOLAR

A aplicação de protetores solares é essencial para proteger plantas e frutos contra o escaldão solar, um estrago causado pela exposição excessiva à radiação solar intensa e ao calor. Este fenómeno pode provocar:

  • Queimaduras em frutos e folhas;
  • Redução da qualidade comercial ou perda da produção agrícola;
  • Perdas de produtividade com a paragem de crescimento das plantas e dos frutos devido ao aumento do stress.

Para evitar ou minimizar danos é fundamental implementar práticas que evitem o stress das culturas nomeadamente uma gestão eficiente da rega e fertirrega.

Para além disso existem produtos com ação protetora que formam uma película reflectora sobre a planta (filtro solar) protegendo as culturas contra a radiação solar excessiva tais como caulino, carbonato de cálcio e silicatos.

Protetores solares agrícolas

Benefícios da aplicação de protetores solares agrícolas:

  • Refletem parte da radiação solar; 
  • Reduzem a temperatura dos tecidos vegetais;
  • Diminuiem a perda de água e melhoram o desempenho da fotossíntese;
  • Contribuiem para frutos mais saudáveis e visualmente atrativos.

Alguns bio-estimulantes anti-stress também podem ser usados para minimizar o efeito nefasto da radiação solar excessiva através da melhoria dos processos fisiológicos da planta como a respiração e a fotossíntese permitindo, deste modo, melhorar a resistência natural das plantas.

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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ESCARAVELHO DA BATATEIRA
2025-06-17
ESCARAVELHO DA BATATEIRA

O escaravelho da batateira (Leptinotarsa decemlineata) é um coleóptero que representa uma das pragas mais preocupantes na cultura da batateira. Dada a sua rápida capacidade de multiplicação, aliada com a sua forma alada de se deslocar e grande voracidade, em pouco tempo, este inseto é capaz de causar grandes danos na qualidade e produção geral das batatas.

Tem a possibilidade de deslocar-se a longas distâncias, voando à procura das plantas hospedeiras nas quais se alimentam, acasalam e as fêmeas entram em postura. Esta praga pode apresentar 2 a 3 gerações anuais.

 

Bioecologia

Estes insetos passam o Inverno enterrados no solo, sob a forma de ninfa e retomam a sua atividade na Primavera, altura em que os adultos vão aparecendo de uma forma progressiva. Cada fêmea pode efetuar a postura de algumas centenas de ovos no decorrer de um período de cerca de 30 dias, normalmente nas páginas inferiores das folhas e de uma forma agrupada (10 a 25 ovos).

Mediante as temperaturas diárias, a eclosão pode ocorrer entre 4 a 10 dias. As larvas alimentam-se entre 14 a 21 dias, com enorme voracidade, de rebentos e folhas mais jovens e tenras da planta até passarem por 4 estados larvares. Ao atingirem o 4º e último estádio larvar, deixam-se cair para o solo onde se enterram e vão pupar. Os adultos aparecem uma ou duas semanas mais tarde, iniciando um novo ciclo reprodutivo, e consequentemente uma nova série de estragos para a cultura.

 

Danos Culturais

Escaravelho da Batateira - Danos Culturais

Dada a sua enorme voracidade, tanto os adultos como as larvas alimentam-se das folhas da batateira, sendo as larvas, principalmente as dos últimos instares larvares as que causam a maiores danos na cultura podendo, em ataques mais severos, destruir por completo, toda a parte vegetativa das plantas.

A perda da área foliar tem como consequência direta a redução da capacidade da planta em produzir hidratos de carbono para os tubérculos através da fotossíntese que se dá nas folhas, o que se traduz numa quebra da produção final, bem como na redução da qualidade da batata produzida.

Em qualquer momento do ciclo vegetativo da planta, esta praga pode originar prejuízos, mas considera-se que o período crítico de desfoliação da batata se situa um pouco antes e logo após a floração, altura em que a planta necessita de toda a sua capacidade produtiva para poder desenvolver os tubérculos.

Neste período, qualquer perda de folhas por parte da planta, irá ter como resultado final uma quebra produção e qualidade final dos tubérculos e quanto mais forte for o ataque, maior será a quebra de produção.

 

Meios Controlo   

Controlo Cultural

O controlo cultural do escaravelho-da-batata passa principalmente pela prática da rotação de culturas, que é a técnica mais fácil de aplicar e a mais eficaz na redução da reprodução do inseto e pela eliminação de plantas hospedeiras, silvestres ou cultivadas pertencentes à família Solanaceae, logo no início da campanha da batata.

As plantas hospedeiras primárias, são as que asseguram todo o ciclo biológico do inseto desde a fase de ovo até serem adultos, e são as seguintes : Solanum melongena (beringela), Solanum lycopersicum (tomateiro), Atropa belladonna (belladonna), entre outras. 

 

Controlo MPI

Controlo MPI Escaravelho da Batateira

Tendo em conta a enorme capacidade de reprodução da praga, podendo esta fazer em condições favoráveis ao seu desenvolvimento, cerca de 2 a 3 gerações anuais, associada à sua extrema voracidade, há que tratar ao aparecimento das primeiras larvas e repetir o tratamento sempre que necessário.

Em modo de produção integrada recomenda-se o combate com recurso a produtos inseticidas como  Carnadine® (Nufarm) Judo® (Ascenza) ou  Alverde® (BASF).   

 

Controlo MPB

Controlo Escaravelho em Modo de Produção Biológico

Em plantações em Modo de Produção Biológico, para controlo do escaravelho da batateira deverão utilizar-se produtos inseticidas como Promi-Neem (Nutrispecial), Align® (Sipcam) ou Spintor (Corteva).

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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TRAÇA DA BATATA
2025-05-23
TRAÇA DA BATATA

Fotografia © Merle Shepard, Gerald R.Carner, and P.A.C Ooi, Insects and their Natural Enemies Associated with Vegetables and Soybean in Southeast Asia, Bugwood.org

 

A traça da batata (Phthorimaea operculella),  apresenta-se como a praga que mais estragos/prejuízos provoca na batata, tanto durante o ciclo cultural, como durante o seu processo de armazenamento.

 

Ciclo de Vida

É um insecto lepidóptero que passa por quatro estádios de desenvolvimento:

  • Adulto;
  • Ovo;
  • Larva;
  • Pupa;

No estado adulto as traças têm coloração acinzentada, com 10 a 15 mm de comprimento. Apresentam hábitos crepusculares a nocturnos e pouca longevidade. Durante o dia escondem-se junto ao solo e na face inferior das folhas.

As fêmeas põem os ovos nos talos, nas folhas e nos olhos dos tubérculos à superfície, cada fêmea poderá pôr de 38 a 290 ovos, de forma isolada com um período de incubação que varia entre os 5 e os 34 dias (número que dependerá da temperatura ambiente). Dos ovos eclodem as larvas, atingindo 10 a 12 mm é nesta fase que a praga mais estragos provoca.

 

Danos Culturais

Nas folhas, as lagartas alimentam-se do parênquima, perfurando galerias no limbo foliar, contribuindo negativamente para a realização da fotossíntese; ao nível do caule perfuram desde axilas foliares a meristemas apicais; nos tubérculos, por sua vez, o ataque resulta em abertura de galerias, nas quais se observam detritos e, além disso, constituem uma porta aberta ao desenvolvimento de fungos e/ou bactérias, que também influenciam na depreciação das batatas.

 

Medidas de controlo

Traça da Batata | Lagarta da Batata - Danos Culturais

A avaliação da população da praga no campo é ponto fulcral para o melhor posicionamento de tratamentos a aplicar. Esta avaliação é realizada recorrendo a armadilhas sexuais do tipo “delta”, as quais são impregnadas com uma feromona que atrai e captura os adultos. A estratégia de luta a implementar deverá ser uma conjugação de diversos meios de luta.

  • Preparar o solo em condições de humidade adequadas de forma a evitar a formação de torrões.
  • Escolha de variedades: variedades de ciclo mais curto e/ou de tuberização mais profunda.
  • Amontoa: a movimentação de terra sobre o camalhão permite tapar as fendas dificultando o contacto da praga com os tubérculos.
  • Rega: Permite a agregação do solo, dificulta o movimento da praga, inviabiliza as posturas e permite ainda uma ligeira diminuição da temperatura.
  • Colheita: A antecipação da colheita é ainda uma prática cultural que poderá prevenir maiores danos ao nível do tubérculo, podendo-se esta executar através do corte ou aplicação de herbicidas de contacto específicos na rama da batateira, que permitirá acelerar o processo de maturação da batata.

 

Controlo MPI 

Controlo Traça da Batata

Para o controlo da traça da batata em Modo de Produção Integrado recomenda-se a aplicação de produtos como Coragen® 20SC (Bayer), Voliam® (Syngenta), Ampligo® (Syngenta), Cythrin® Max (UPL) ou Decis® EVO (Bayer).

 

Controlo MPB

Controlo Lagarta da Batata

Em plantações em Modo de Produção Biológico, para controlo da Traça da batata deverá utilizar-se Sequra® Top (Sipcam) ou Costar® WG (Syngenta).

 

Para escolher as melhores práticas culturais com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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PROCESSIONÁRIA-DO-PINHEIRO
2025-05-15
PROCESSIONÁRIA-DO-PINHEIRO

A processionária-do-pinheiro (conhecida coloquialmente por lagarta do pinheiro) é um insecto desfolhador das agulhas dos pinheiros que constitui um problema de saúde pública (na presença de grandes populações e junto a locais residenciais), bem como uma ameaça para a saúde animal, devido aos pelos urticantes apresentados pelas lagartas a partir do 3º estádio de desenvolvimento.

Os ataques variam de intensidade de acordo com os seus níveis populacionais, fortemente influenciados pelas condições climáticas. Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas. No entanto, à exceção de ataques sucessivos em árvores jovens, estas em geral recuperam e não morrem.

 Em termos de saúde pública, a processionária pode representar, no entanto, um problema sério, sobretudo em anos de níveis populacionais elevados e junto a locais habitados. Em termos de produção lenhosa, verifica-se uma redução do crescimento das árvores no período em que ficam desfolhadas. Como todos os insetos, desenvolve-se passando por fases que são:

  •  Ovo
  • Lagarta
  • Pupa ou crisálida (casulo)
  • Inseto adulto (borboleta)

 

Contextualização da problemática da lagarta do pinheiro

 

Danos na Saúde Pública

As lagartas passam por 5 estádios de crescimento. A partir do 3º estádio possuem pelos urticantes que causam alergias na pele, globo ocular e aparelho respiratório.

As irritações cutâneas são um dos tipos de reações (reação urticariforme), em que há irritação cutânea com comichão, ardor, pele vermelha e inchaço. As lesões cutâneas têm características maculopapulares (manchas bem circunscritas) e podem ser acompanhadas de vesículas.

irritação ocular é muito semelhante a uma conjuntivite, com os olhos avermelhados, comichão e inchaço.

inalação dos pelos pode desencadear tosse e dificuldades respiratórias de gravidade variável.
 
Os sintomas podem surgir alguns minutos ou horas depois do contacto e persistir por várias horas ou dias.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, mas pode incluir:

  • Lavar a pele ou os olhos com água corrente;
  • Remover pelos urticantes que possam ter ficado na pele (pode usar um adesivo, por exemplo);
  • Mudar de roupa e lavá-la a altas temperaturas (iguais ou superiores a 60ºC);
  • Aplicar, no local da reação alérgica, uma pomada à base de corticóides;
  • Tomar um anti-histamínico.

No caso de contacto por via ocular, recomenda-se a observação por um oftalmologista. Se a reação alérgica for mais intensa, deve dirigir-se ao serviço de urgência de um hospital para observação.

 

Os pelos, para além do corpo das lagartas, encontram-se espalhados pelos ramos e nos ninhos.

Ao realizar qualquer dos tratamentos aconselhados, deverá:

  • Usar luvas;
  • Proteger o pescoço;
  • Proteger os olhos, usando óculos apropriados;
  • Usar máscara de proteção no nariz e boca;
  • Seguir as normas de segurança de aplicação constantes nos rótulos de cada produto

 

Ciclo de vida

 

PERÍODO DA PRIMAVERA (meados de fevereiro/finais de maio)

 As lagartas de 5.º estádio, após atingirem o seu desenvolvimento completo, abandonam os ninhos e dirigem-se em procissão (daí o nome de Processionária) para o solo, onde se enterram para passar à fase seguinte de pupa ou crisálida e evoluir para a de inseto adulto que emerge no Verão, completando assim o seu ciclo anual.

Primavera Destruição das Lagartas do Pinheiro

A destruição mecânica das lagartas é, nesta altura, o método mais eficaz a usar. Deve-se:

  • Na árvore, tentar capturá-las quando descem pelo tronco colocando armadilhas (Para o efeito recomenda-se a aplicação da armadilha PROCESSatrap Collar da Koppert);
  • No solo, juntá-las com o auxílio de um ancinho, vassoura de jardinagem ou qualquer outro utensílio semelhante;
  • Queimá-las ou esmagá-las com suavidade para não provocar a projeção dos pelos como reação defensiva;
  • Se se conseguir identificar o local de enterramento, em geral situado em zona soalheira nos climas frios e temperados ou perto das árvores de origem nas zonas de clima mais quente, deve-se cavar o solo de modo a expor as pupas já formadas ou as lagartas que se enterraram. Dependendo da textura do solo a profundidade varia até um máximo de 10-15 cm.

 

PERÍODO DE OUTONO (meados de setembro - finais de outubro)

Nesta altura são bastante eficazes os tratamentos químicos. 

Inseticidas microbiológicos à base de Bacillus thuringiensis, de que existem várias formulações no mercado. A eficácia depende muito de uma correta aplicação, pelo que esta deve ser efetuada por pessoal habilitado. Não esquecer que a aplicação de produtos químicos com recurso a meios aéreos deve ser comunicada, com pelo menos 8 dias de antecedência, às Direções Regionais de Agricultura e Pescas e às Administrações Regionais de Saúde (Lei n.º 10/93, de 6 de Abril). Caso seja necessário usar estes meios, cumpra esta obrigação legal.

Lagarta do Pinheiro Outono

 

PERÍODO DE INVERNO (de novembro até à descida dos ninhos)

Durante este período, as lagartas evoluem do 3.º para o 5.º estádio. Aparecem os pelos urticantes. Constroem os típicos ninhos de Inverno. Mantêm os hábitos de alimentação crepuscular e noturno, permanecendo no ninho durante o dia. Este funciona como acumulador térmico.

Nesta altura mais eficazes são os métodos de destruição mecânica dos ninhos. Por vezes estes encontram-se a alturas dificilmente alcançáveis a partir do solo, mesmo recorrendo ao uso de varas ou tesoura apropriadas com cabo extensível. Pode tornar-se necessário o recurso a escadas (telescópicas ou clássicas). Quando por terra, o ninho deve ser queimado.

Inverno Destruição dos Ninhos Lagarta do Pinheiro


 

Para mais informação sobre este tema não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

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TRIPES EM MORANGUEIRO
2025-05-01
TRIPES EM MORANGUEIRO

Os insetos da ordem Thysanoptera (do grego thysanos = franja, pteron = asa) são popularmente conhecidos como tripes (do grego thripos).

Os insetos dessa ordem variam de 0,5 a 15 mm de comprimento, sem considerar as antenas, que variam de 1 a 3 mm.

A cabeça apresenta uma forma retangular simétrica quando vista dorsalmente mas assimétrica em visão ventral devido ao seu aparelho bucal único do tipo picador-sugador e que apresenta apenas uma mandíbula do lado esquerdo.

A maior parte dos tripes adultos têm forma alongada e possuem longas franjas nos dois pares de asas. As larvas apresentam aspeto similar, contudo, não possuem asas. Possuem colorações muito variáveis, dependendo da espécie, estado de desenvolvimento e época do ano. Na principal espécie, Frankliniella occidentalis, a coloração dos adultos varia desde branco amarelado a acastanhado, e as larvas, pupas e pré-pupas possuem coloração amarelada.

 

Danos Culturais

Os adultos são atraídos para as flores, onde se alimentam e reproduzem. Algumas larvas migram para os frutos jovens, onde se alimentam.

Daqui resulta o abortamento de flores e de frutos, bronzeamento das pétalas das flores e necrose do estigma e estames. Ocorre também bronzeamento dos frutos, os quais para além de feios, frequentemente ficam mais suscetíveis ao aparecimento de fungos devido às feridas provocadas pelas picadelas, o que tem impacto negativo na sua comercialização.

Em Portugal, os prejuízos causados pelos tripes em morangueiro têm sido atribuídos principalmente à espécie Frankliniella occidentalis, mas também se encontram outras espécies.

 

Medidas de Controlo

Controlo Cultural

Algumas medidas que se podem tomar para diminuir as populações no campo são:

  • Eliminar as infestantes;
  • No final do ciclo destruir os restos da cultura;
  • Quando possível, fazer rotações com culturas que não sejam hospedeiras de tripes;
  • Colocar armadilhas cromotrópicas azuis para fazer capturas, apesar de também capturarem auxiliares;
  • Fazer largadas de predadores, como por exemplo insetos predadores, ácaros predadores, nemátodos entomopatogénicos.

 

Controlo MPI

Controlo Modo de Produção Integrado Tripes Morangueiro

Em modo de produção integrada recomenda-se o combate com recurso a produtos inseticidas como Exalt® (Corteva), Requiem® Prime (Bayer) e/ou Benevia® (Fitosistema).

 

Controlo MPB

Controlo Tripes no Morangueiro em Modo de Produção

Para o controlo de tripes em Modo de Produção Biológico recomendamos a utilização de produtos naturais como Biavrio® 480SC (Ascenza), Flipper® (Bayer), Mycotal (Koppert) e/ou Spintor® (Corteva).

 

Para escolher as melhores práticas para a sua cultura com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

 

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PROMI-FERTIL® FLORAÇÃO - NUTRIÇÃO VEGETAL EQUILIBRADA E INDISPENSÁVEL NA FLORAÇÃO
2025-04-24
PROMI-FERTIL® FLORAÇÃO - NUTRIÇÃO VEGETAL EQUILIBRADA E INDISPENSÁVEL NA FLORAÇÃO

Para garantir uma floração de qualidade e melhores vingamentos é recomendável a aplicação de  Promi-Fertil® Floração, um fertilizante com extrato de algas desenvolvido para nutrição e desenvolvimento floral de várias culturas. Indicado para satisfazer as necessidades de nutrientes na floração e vingamento dos frutos.

Composição:

  • Fósforo 
  • Boro 
  • Molidénio
  • Azoto
  • Manitol
  • Substâncias Antioxidantes

O vingamento dos frutos depende de vários fatores, incluindo a nutrição da planta. Fósforo (P), Boro (B) e Molibdénio (Mo) têm papéis importantes neste processo.

 

1. Fósforo (P):

  • Função: Essencial para a produção de energia (ATP), divisão celular e desenvolvimento das raízes e flores.
  • Vingamento: Ajuda na formação de flores viáveis, no crescimento do tubo polínico e no início do desenvolvimento do fruto após a fecundação.
  • Deficiência: Pode causar má formação floral, queda de flores e frutos, e vingamento deficiente.

Importância do Fósforo na Floração

 

2. Molibdénio (Mo):

  • Função: Participa da assimilação azoto, ativando enzimas como a nitrato redutase.
  • Na frutificação: Indiretamente, melhora a síntese de proteínas e aminoácidos essenciais ao desenvolvimento flores e frutos.
  • Carência: Pode causar má formação de flores, baixa produção de pólen viável e queda de frutos jovens.

Importância do Molibdénio na Floração

 

3. Boro (B):

  • Função: Atua na formação e alongamento das células, transporte de açúcares, formação da parede celular e metabolismo hormonal.
  • Na frutificação: Fundamental para a germinação do grão de pólen, crescimento do tubo polínico e fecundação eficaz.
  • Carência: Pode resultar em má fecundação, queda de flores e frutos, deformações nos frutos e baixa produtividade.

Importância do Boro na Floração

 

Promi-Fertil® Floração contém nutrientes especialmente críticos nas fases de pré-floração e floração. Uma gestão nutricional equilibrada e adequada ao estado fenológico da planta é essencial para garantir um bom vingamento dos frutos.

Promi-Fertil® Floração possui  ação antioxidante e proteção contra stress oxidativo.
Durante a polinização e o início do desenvolvimento do fruto ocorre intensa produção de espécies reativas de oxigénio (ROS).

Promi-Fertil® Floração possui ação quelatante sobre os radicais livres (OH, H₂O₂), protegendo células do saco embrionário e tecidos do fruto jovem contra danos oxidativos garantindo condições para o melhor vingamento.

 

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CONTROLO DE INFESTANTES EM BRÁSSICAS
2025-04-16
CONTROLO DE INFESTANTES EM BRÁSSICAS

O controlo de infestantes nas culturas é uma parte fundamental da gestão agrícola, considerando a série de impactos negativos que estas têm sob as culturas:

  • Competição por nutrientes: Consomem nutrientes essenciais para o crescimento da cultura, reduzindo a fertilidade do solo disponível.
     
  • Competição por luz e água: Estas podem crescer mais rapidamente do que as couves, provocando ensombreamento e drenando a água do solo.
     
  • Atração de pragas e doenças: Algumas infestantes podem servir de hospedeiras para pragas e doenças, podendo alastrarem para a cultura.


No caso específico das brássicas - culturas exigentes em nutrientes e sensíveis à competição com outras plantas - as infestantes tornam-se problemáticas principalmente nos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura. 

Nas primeiras 4 a 6 semanas após a plantação as infestantes competem com as brássicas por água, luz e nutrientes, podendo afetar drasticamente o crescimento e o rendimento da cultura. As infestantes dificultam ainda a colheita podendo afetar a aparência dos produtos, diminuindo o seu valor comercial.

A integração de uma estratégia que inclua medidas de contolo preventivas, culturais e (em último recurso) químicas é muito importante para evitar perdas maiores.

 

Métodos de controlo

Controlo Cultural

  • Rotação de Culturas: A rotação de culturas de outras espécies além de brassicas pode quebrar o ciclo de vida dessas plantas indesejáveis, dificultando sua propagação.
     
  • Cobertura do Solo (Mulching): O uso de mulch (cobertura orgânica ou plástica) ajuda a suprimir a germinação das sementes ao bloquear a luz solar.
     
  • Desbaste das Plantas: O espaçamento adequado entre as plantas de couve pode reduzir a incidência de ervas daninhas, permitindo que as plantas se desenvolvam mais rapidamente e formem uma cobertura que dificulta o crescimento das infestantes.
     
  • Sachas manuais ou mecânicas: A sacha é uma prática tradicional, mas eficaz, especialmente em áreas pequenas ou em fases iniciais de crescimento da cultura. Máquinas de sachar, como roçadoras ou cultivadores, também podem ser usados para remover as infestantes sem prejudicar a cultura.
     

Controlo Cultural de infestantes em Brássicas

 

Controlo em Modo de Produção Integrado

O uso de herbicidas é normalmente a solução mais eficaz para controlar infestantes em áreas dedicadas ao cultivo de couves. No entanto, o uso de produtos fitofarmacêuticos deve ser feito com precauções para evitar impactos ambientais e resistências por parte das infestantes. Algumas práticas recomendadas incluem:

  • Escolha de herbicidas seletivos: O uso de herbicidas que sejam seletivos para as infestantes, mas que não afetem as plantas de couve, é fundamental.
     
  • Aplicação no momento certo: A aplicação de herbicidas deve ser feita quando as infestantes estão em estágio inicial de desenvolvimento, o que aumenta a eficácia dos produtos.
     
  • Uso de herbicidas pós-emergentes: Em algumas situações, herbicidas pós-emergentes podem ser aplicados para controlar infestantes que já estão visíveis e em crescimento.

 

Controlo de Infestantes em Brássicas -  Controlo MPI

Pré-plantação da cultura:

Pós-plantação da cultura:


A aplicação de herbicidas deve ser feita quando necessário, após uma análise cuidadosa da situação das infestantes e do risco de propagação.
 

Para escolher as melhores práticas para a sua cultura com base nas suas necessidades de produção não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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PEDROLHOS E/OU ANTÓNOMOS EM POMÓIDEAS
2025-04-07
PEDROLHOS E/OU ANTÓNOMOS EM POMÓIDEAS

Os pedrolhos são uma praga habitual em macieiras e pereiras, ocorrendo em maior número nas margens dos pomares adjacentes a florestas e sebes.

Os adultos desta praga são fortemente atraídos pelos rebentos na altura da floração, dos quais se alimentam, impedindo o desenvolvimento normal das árvores. As árvores jovens são as mais suscetíveis à alimentação destes insetos, mas grandes populações podem provocar estragos significativos em árvores mais robustas, com impacto negativo na produção.

 

Biologia / Danos causados na cultura 

Os adultos hibernam nas fendas e orifícios existentes nos troncos das árvores e noutros locais abrigados no pomar. A partir de fevereiro e quando há ocorrência de dias mais quentes, os adultos (de 5-6mm) ficam ativos e iniciam a sua alimentação destruindo os botões florais.

Em ataques severos podem roer os frutos causando depreciação.

Os prejuízos são mais graves após um período chuvoso no abrolhamento pelo atraso que pode causar no decorrer da floração.

 

Danos causados pelos pedrolhos e antónomos em pomóideas

 

Meios de Luta

Para o combate desta praga em Modo de Produção Biológico, pode-se aplicar (Flipper® [Bayer]), no entanto, este produto está homologado para o combate aos antónomos apenas.

Em modo de produção convencional recomenda-se o combate com recurso a inseticidas. Para os antónomos recomenda-se a aplicação de Epik® SL (Sipcam), Decis® Evo (Bayer) ou Ritmus Plus (Probelte). Para o controlo do pedrolho soluções como Klartan® (Adama) ou Evure® (Sipcam) são recomendadas.  

Para escolher as melhores práticas para a sua cultura com base nas suas necessidades deprodução não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

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INSETOS FORFICULA - Forficula auricularia
2025-03-13
INSETOS FORFICULA - Forficula auricularia

Os insetos do género Forficula, especialmente a Forficula auricularia (vulgarmente conhecida como tesourinha ou bicha-cadela), podem ter um impacto negativo sobre a floração das pomóideas e prunóideas. 

O impacto das tesourinhas nestas árvores de fruto depende da densidade populacional e da disponibilidade de outras fontes de alimento. Em pequenas quantidades, podem ser benéficas, mas em grandes populações podem causar danos significativos.

 

Alimentação e Danos

Insetos Forficula - Forficula auricularia

  • As tesourinhas ou bichas cadela são omnívoras, alimentando-se tanto de matéria vegetal como de pequenos insetos.
  • Em pomóideas e prunóideas, podem causar danos ao alimentarem-se de rebentos, flores e frutos jovens.
  • É nos primórdios florais que os estragos são mais significativos pois as tesourinhas roem as jovens flores.
  • Os frutos podem apresentar mordeduras irregulares, especialmente em áreas de contacto entre frutos ou perto do pedúnculo.
  • As folhas podem ser perfuradas e roídas, embora os danos foliares sejam geralmente menos graves.

 

Benefícios para as Pomóideas e Prunóideas:

Insetos Forfícula - Benefícios Pomóideas e Prunóideas

  • As tesourinhas também se alimentam de pragas como pulgões, cochonilhas e pequenas lagartas, ajudando no controlo biológico.
  • Em algumas situações, a sua presença pode ser benéfica para a pereira ao reduzir populações de insetos prejudiciais.

 

3. Estratégias de Controlo:

Isetos Forficula - Forficula auricularia

  • Monitorização regular para avaliar se os danos superam os benefícios. 
  • Têm hábitos nocturnos o que dificulta a monitorização. 
  • Facilmente se observam flores danificadas mas sem a presença do inseto.
  • Uso de armadilhas (como tubos de bambu ou vasos invertidos com palha) para capturá-las e remover o excesso.
  • Pode ser necessário aplicar insecticida para controlar a praga. Neste caso a selecção do melhor Insecticida deverá ter em conta o controlo de outros insectos que atacam as pereiras nesta fase como afídeos, cecidolómia, pedrolhos , psila, hoplocampa, etc.

 

Para escolher as melhores práticas para a sua cultura com base nas suas necessidades deprodução não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

 

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OÍDIO DO MORANGUEIRO
2025-02-27
OÍDIO DO MORANGUEIRO

Na cultura do morango, pode haver incidência de diversas doenças, entre elas, destaca-se o oídio, uma doença fúngica que tem vindo a adquirir relevância devido à sua severidade, que pode variar de acordo com as regiões produtoras, formas de cultivo e de cultivares utilizadas.

O fungo causa danos às folhas, flores e frutos, afetando o rendimento e qualidade da produção do morangueiro. Quando há ocorrência de infeções severas nas folhas, verifica-se a redução da área foliar e consequente redução da fotossíntese o que afeta diretamente a capacidade produtiva da planta. Na presença do fungo, as flores ficam deformadas e os frutos não amadurecem normalmente.

O oídio é uma doença que tem a capacidade de se desenvolver em ambientes de humidade relativa alta, mas sem a presença da água de condensação ou de precipitação. Os esporos disseminam-se facilmente através do contacto entre plantas sãs e doentes e, pela ação do vento. 

As condições favoráveis à sua germinação e disseminação incluem noites frescas e húmidas e dias quentes e secos. Estas condições ótimas verificam-se normalmente nos sistemas de cultivo protegidos como é o caso das estufas ou túneis.

 

Sintomas

Sintomas Oídio do Morangueiro

A doença é causada pelo fungo Podosphaera aphanis (syn. Sphaerotheca macularis) que é a espécie geralmente associada ao oídio do morangueiro. Este grupo de fungos caracteriza-se por causar a morte dos tecidos vegetais onde se instala, provocando posteriores deformações dos órgãos em desenvolvimento, em especial das folhas novas.

Manifesta-se inicialmente pelo aparecimento de pequenas manchas na página inferior das folhas que se cobrem de uma massa pulverulenta de cor branco-acinzentada superficial constituída pelo micélio vegetativo e esporos do fungo.

Com o tempo, a massa de micélio (que posteriormente evolui até recobrir toda a face inferior da folha) tende a curvar as bordas para cima, podendo ocorrer também a formação de manchas de coloração avermelhada em ambas as superfícies da folha.

Outras partes vegetativas do morangueiro, como pecíolos de folhas, pedúnculos das flores, flores e frutos também podem conter a pulverulência branca, indicando o crescimento do fungo.

Os frutos, quando atacados no início de seu desenvolvimento, tornam-se endurecidos e secos. Os frutos maduros mantêm-se firmes e carnudos, porém, cobertos com o micélio branco, assim como os que ainda estão em desenvolvimento.

 

Cuidados culturais

Cuidados Culturais

Ao aparecimento dos primeiros focos eliminar plantas e partes afetadas pelo fungo, como folhas, pedúnculos e frutos, com o objetivo de promover maior ventilação entre as plantas e reduzir fontes de inócuo e reinfestação da doença. Retirar do campo as plantas e partes contaminadas. 

Para evitar a ocorrência de condições que favoreçam o inicio das infeções recomenda-se o arejamento das plantas, quer através de uma limpeza da folhagem em excesso quer através do arejamento da estufa

Fazer uma gestão equilibrada da adubação azotada.

 

Luta Química

Luta Química Oídio Morangueiro

Áreas que já possuam a infeção inicial, com períodos contínuos de 12 a 24 horas com temperaturas entre os 5 e os 35°C, dias nublados e elevada humidade relativa do ar - incorporam as condições ideais para que ocorram novas infeções. 

Nestas condições é necessário que o intervalo entre os tratamentos químicos seja encurtado, podendo ter de ser feito mais do que 1 tratamento por semana.

O uso alternado de fungicidas a partir do início do desenvolvimento da folhagem é necessário, em condições favoráveis ao aparecimento da doença durante o ciclo vegetativo. Entre as várias soluções disponíveis no mercado na luta contra o oídio do morangueiro, a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de Douro 10EC (Ascenza), Ortiva Top (Syngenta), Azbany Pro (Nufarm), Domark (Sipcam), Signum (BASF) ou Luna Sensation (Bayer).

 

Luta Biológica

Luta Biológica Oídio do Morangueiro

Nas culturas em Modo de Produção Biológico (MPB) a aplicação de fungicidas biológicos é uma escolha acertada. Entre as soluções disponíveis no mercado a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de produtos como Prev-AM (Ascenza), Kumulus S (BASF), Stulln WG Advance (Ascenza), Serenade ASO (Bayer) ou Neoforce Protector (ADP).

Para escolher as melhores soluções com base nas suas necessidades deprodução não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar.  Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

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LEPRA DO PESSEGUEIRO
2025-02-20
LEPRA DO PESSEGUEIRO

A lepra do pessegueiro é uma doença provocada pelo fungo Taphrina deformans.

A luta contra esta doença ao ser descurada e/ou subestimada, pode levar a prejuízos significativos quer em pessegueiros quer em nectarinas. Ataques severos podem provocar a desfoliação dos ramos do ano e consequente diminuição da produção. É importante intervir na altura certa, isto é,  à "ponta verde".

 

Condições favoráveis ao desenvolvimento deste fungo

  • Temperatura ótima de 19 º C e máxima de entre os 26 e os 30ºC.
  • Presença de humidade.

 

Sintomas:

A lepra na fase saprófita coloniza a superfície das árvores e na fase parasítica o interior dos tecidos em crescimento. É na fase parasítica que se produzem os sintomas característicos:

  • Espessamentos, enrugamentos, aspeto bolhoso nas folhas, rebentos e raramente nas flores e nos frutos.
  • Nas folhas surgem manchas esbranquiçadas, que engrossam, criando um empolamento avermelhado, que se pode revestir de esporos brancos, necrosar e cair prematuramente.
  • As folhas exibem diferentes colorações, desde verde-pálido, a amarelado e até roxo, engrossamento dos tecidos e enrolamento.
  • Em situações de infeções severas pode provocar a desfoliação total dos ramos, após esta desfoliação precoce os gomos dão normalmente origem a novas folhas, o que provoca o enfraquecimento das árvores.
  • As flores afetadas geralmente abortam e não chegam a dar frutos ou se os dão, estes apresentam aspeto verrugoso e descolorido e caem prematuramente.
  • Os frutos ganham bolhas de cor avermelhada.

 

Luta cultural:

  • Utilizar porta-enxertos pouco vigorosos;
  • Efetuar fertilizações equilibradas (principalmente em relação ao azoto);
  • Efetuar podas de modo a permitir o arejamento da árvore;
  • Destruír o material de poda infetado;

 

Luta química:

Os primeiros tratamentos do ano devem ser feitos com produtos à base de cobre, a partir do entumescimento dos gomos, mas antes da ponta verde (estado B). Para o efeito recomenda-se a aplicação de fungicidas à base de cobre como: Cuprocaffaro® WG (Nufarm) ou Kocide® 2000 (BASF) ou Calda Bordalesa (Ascenza, IQV).

Prevendo-se períodos de chuva recomenda-se a realização de tratamentos preventivos com Sufrevit® (Sipcam) ou Merpan 80 WG (Adama) ou Score® 250EC (Syngenta) ou Zidora® AG (Nufarm) ou Stulln® WG Advance (Ascenza).

Para recomendação das doses a aplicar - conforme as suas necessidades de produção - não hesite em consultar os serviços técnicos da Casa Queridos.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de os utilizar.
 

Fotografia: © Penn State Department of Plant Pathology & Environmental Microbiology Archives , Penn State University, Bugwood.org

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QUEBRA DE DORMÊNCIA EM FRUTEIRAS
2025-02-13
QUEBRA DE DORMÊNCIA EM FRUTEIRAS

A quebra de dormência em fruteiras consiste no processo no qual a planta interrompe o seu estágio de inatividade metabólica durante o Inverno.

Este processo permite que as plantas retomem o seu desenvolvimento normal e é influenciado por fatores como a temperatura e luminosidade.  A regularidade e a intensidade das baixas temperaturas são fundamentais para uma rebentação e floração uniforme.

A partir do momento que a planta entra em repouso é necessário um sinal para que esta acorde e se prepare para o início de um novo ciclo. Este sinal depende de vários fatores, sendo o número de horas de frio considerado o mais importante.

Nos climas onde se verifica alternância entre as estações fria e quente as plantas desenvolvem mecanismos de defesa reduzindo a área exposta ao frio e o seu metabolismo durante o período de Inverno. Este é o caso das pomóideas (macieira, pereira e marmeleiro) e das prunóideas (pessegueiro, ameixeira, damasqueiro e cerejeira) que, antes da queda das folhas, retiram daí os nutrientes acumulados e armazenam-nos nos troncos e ramos que persistem para o ano seguinte. 

Nesta altura do ano é importante saber se foram ou não satisfeitas as necessidades em frio nas culturas.

No caso específico da cultivar rocha – o ex-libris da região do Oeste - para que a floração e maturação decorram com normalidade é necessário que entre 1 de outubro e 15 de fevereiro ocorram cerca de 550 horas de frio.

Quando o valor total de horas de frio não atinge o valor desejável este poderá ser compensado com a aplicação de técnicas e operações culturais que ajudam a provocar a Quebra da Dormência. 

Para garantir as melhores práticas de quebra de dormência adequadas às suas árvores fruteiras e os produtos mais adequados com base nas necessidades de produção, a equipa técnica e comercial da Casa Queridos encontra-se ao seu dispor. Não hesite em contactar-nos.

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ALTERNARIA EM CENOURA
2024-12-04
ALTERNARIA EM CENOURA

A cultura da cenoura pode ser afetada por vários patógenos, no entanto, a alternaria (Alternaria dauci ) é uma das principais doenças fúngicas que afetam esta cultura.

 Afeta principalmente a parte aérea da planta, com visível efeito negativo sobre a produção e a qualidade das raízes.

A sementeira de cultivares suscetíveis e a ocorrência de condições favoráveis ao aparecimento e desenvolvimento da doença podem levar à destruição parcial ou total da folhagem em poucos dias.

O fungo pode ser transmitido por sementes contaminadas e pode sobreviver em restos culturais contaminados, constituindo a fonte de inóculo inicial para as sementeiras que se seguem-

A velocidade de propagação desta doença na cultura depende do nível de inóculo inicial (sementes contaminadas/ou restos culturais infetados de cultivos anteriores), da temperatura e da humidade (chuva, rega por aspersão, orvalhos…).

A mancha de alternaria é favorecida por temperaturas elevadas e prolongada humectação foliar. De uma forma geral, são necessárias entre 8 a 12 horas de humidade nas folhas e temperaturas entre os 15-25º C para que se verifiquem as condições ideais à ocorrência da infeção.

Nestas condições, os sintomas aparecem rapidamente e o fungo esporula facilmente sobre as lesões, estando aptos a serem dispersos e a causar novas infeções.

A água e o vento são os principais agentes de dispersão da doença na cultura.

As manchas nas folhas causadas por alternaria apresentam uma rápida dispersão devido ao intenso desenvolvimento vegetativo (rama), à acumulação de humidade no interior da densa folhagem e deficiente circulação de ar entre as plantas.

 

Sintomas

Caracterizam-se pelo aparecimento de pequenas manchas de tamanho e formato irregulares de cor acastanhada, circundadas por áreas cloróticas amareladas. Estas manchas desenvolvem-se nas margens e extremidades das folhas ou folíolos.

Em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença, as manchas podem aumentar em número e tamanho, podendo resultar na seca e morte da maior parte dos tecidos foliares, dando às folhas o sintoma de queimado.

Nos pecíolos, pode haver formação de lesões alongadas e de coloração escura que causam a morte das folhas.

 

Cuidados culturais

  • Uso de sementes tratadas e certificadas
  • Rotação de culturas
  • Escolha de cultivares tolerantes ou mais resistentes à doença
  • Incorporação ao solo dos restos culturais logo após a colheita, para acelerar a decomposição do material vegetal contaminado com o objetivo de haver redução do inóculo.
  • Recomenda-se uma adubação equilibrada com base em análises prévias do solo visto que a doença tem mais incidência em plantas mal nutridas e sujeitas a algum tipo de stress abiótico

 

Nos casos mais graves com forte impacto na produção recomenda-se a utilização de fungicidas a partir do início do desenvolvimento da folhagem. Esta aplicação deverá ser feita assim que se observem condições favoráveis ao aparecimento da doença durante o ciclo vegetativo.

Para o efeito recomenda-se a aplicação de: Dagonis (BASF), Azbany Pro (Nufarm) ou Ortiva Top (Syngenta). Para selecionar as doses e os períodos de aplicação mais adequados não hesite em contatar a nossa equipa técnica.

Utilize os produtos fitofarmacêuticos de forma segura. Leia sempre os rótulos e a informação relativa aos produtos antes de utilizar. Em caso de dúvida, consulte os serviços técnicos da Casa Queridos.

 

Fotografias: © Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

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DORMÊNCIA DAS ÁRVORES DE FOLHA CADUCA
2024-11-14
DORMÊNCIA DAS ÁRVORES DE FOLHA CADUCA

A entrada em dormência das árvores de folha caduca é um processo essencial para sua sobrevivência e bom desenvolvimento, especialmente em climas temperados, onde enfrentam variações sazonais significativas. Esse processo é influenciado por vários fatores ambientais e internos que "avisam" a planta para interromper o crescimento ativo e a preparar-se para o inverno.

Principais fatores que influenciam a entrada em dormência das árvores de folha caduca:

 

1. Fotoperíodo (Duração do Dia)

Dormência em Árvores de Folha Caduca - Fotoperíodo

Um dos fatores que desencadeia a entrada em dormência nas árvores de folha caduca é a redução das horas de luz durante o outono. À medida que os dias se tornam mais curtos e as noites mais longas, as plantas percebem que o inverno se está a aproximar, o que ativa alterações hormonais que resultam na queda das folhas e no início da dormência.

 

 2. Temperatura

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Baixas Temperaturas

A queda gradual das temperaturas outonais desempenha um papel importante. Temperaturas mais baixas, especialmente à noite, promovem a entrada em dormência. As temperaturas frias retardam o metabolismo das plantas e ativam processos que preparam a árvore para suportar o inverno.

  • Temperaturas baixas, mas acima de zero: Incentivam a desaceleração do crescimento.
  • Geadas leves ou moderadas: Podem ser um sinal claro para a árvore entrar em dormência.
  • Temperaturas muito altas no outono: Podem retardar a entrada em dormência, especialmente se acompanhadas de dias mais longos.

 

3. Estado Fisiológico da Planta

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Estado Fisiológico

O estado interno da planta também influencia sua capacidade de entrar em dormência. Árvores jovens, recém-plantadas ou que sofreram danos (por doenças ou pragas) podem ter um ciclo de dormência diferente. Além disso, se uma planta recebeu muita água ou nutrientes no fim do verão, pode prolongar seu crescimento e retardar a entrada em dormência.

 

4. Níveis de hormonas vegetais

 Dormência em Árvores de Folha Caduca – Níveis de Hormonas Vegetais

   As hormonas vegetais têm um papel crucial no controle da dormência. Os níveis de determinadas hormonas, como o ácido abscísico (ABA), aumentam à medida que o outono avança, promovendo a dormência, enquanto outras hormonas, como as giberelinas, diminuem, reduzindo o crescimento.

  • Ácido abscísico (ABA): Estimula a queda das folhas e inibe o crescimento.
  • Giberelinas e citoquininas: Diminuem os níveis inibindo o crescimento ativo.

 

5. Disponibilidade de Água

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Disponibilidade de Água

A quantidade de água no solo também pode afetar a entrada em dormência. Em condições de seca, as plantas podem entrar em dormência mais cedo como uma estratégia de sobrevivência. Por outro lado, solos muito húmidos e com temperaturas amenas podem atrasar o processo, mantendo a planta ativa por mais tempo do que o ideal.

 

6. Stress Ambiental

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Stress Ambiental

  Árvores expostas a situações de stress, como seca, calor extremo ou ataque de pragas e doenças, podem entrar em dormência mais cedo ou de forma mais abrupta, como uma resposta defensiva. O stress acelera o fecho dos estomas (local onde ocorrem as trocas gasosas), reduzindo a fotossíntese e, consequentemente, o crescimento.

 

7. Espécie da Planta

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Espécie da Planta

Diferentes espécies de árvores de folha caduca têm requisitos distintos para entrada em dormência. Algumas espécies requerem um número muito maior de horas de frio para iniciar e completar o processo de dormência do que outras.

Por exemplo, macieiras precisam de mais frio do que pessegueiros, o que influencia a entrada e a saída da dormência.

 

8. Interação Genética

Dormência em Árvores de Folha Caduca – Interação Genética

Além dos fatores ambientais, a genética da planta desempenha um papel fundamental. Algumas árvores têm mecanismos mais sensíveis ao fotoperíodo e às mudanças de temperatura, enquanto outras são mais resistentes a flutuações sazonais e podem ajustar seu ciclo de dormência com mais flexibilidade.

 

Conclusão

A entrada em dormência nas árvores de folha caduca é um processo complexo, influenciado por fatores externos como o fotoperíodo, temperatura e disponibilidade de água, além de fatores internos como os níveis hormonais e a genética da planta. Esse mecanismo é vital para garantir a sobrevivência da árvore às condições adversas do inverno e retomar o crescimento de forma eficiente na primavera.

 

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ANTRACNOSE DO MARACUJÁ
2024-10-02
ANTRACNOSE DO MARACUJÁ

A cultura do maracujá, quer do roxo quer do amarelo, é proveniente da região tropical da América.

Em Portugal é cultivado principalmente na Madeira e nos Açores, no entanto já começam a aparecer pequenas explorações no sul e no norte litoral de Portugal continental.

A antracnose do maracujá - causada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que ocorre, principalmente, em frutos desenvolvidos - é considerada a mais importante doença pós-colheita da cultura, reduzindo o período de conservação dos frutos.

 

MORFOLOGIA

O nome Colletotrichum gloeosporioides designa a fase anamórfica (reprodução assexuada) do fungo, enquanto a fase sexual ou teleomórfica é chamada Glomerella cingulata. A fase anamórfica reproduz-se através de conidiosporos, enquanto Glomerella cingulata se reproduz através de ascósporos haplóides.

Colletotrichum gloeosporioides é caracterizado por estruturas reprodutivas ou esporos chamados conídios, que têm uma forma cilíndrica reta, com ápices obtusos e sem septos. Esses conídios têm um tamanho que varia entre 9 e 24 µm de comprimento por 3-6 µm de largura e são formados em fialaletos cilíndricos de aparência hialina.

Uma característica importante do fungo é que ele tem a capacidade de quiescência, ou seja, ele pode permanecer inativo nos tecidos das plantas infetadas, nos detritos das plantas e também nas sementes, o que lhe permite sobreviver por um longo tempo até as condições ideais para o seu desenvolvimento que são excesso de humidade e temperaturas elevadas.

 

SINTOMAS

Antracnose Maracujá

© UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

A antracnose é uma doença que afeta toda a parte aérea da planta, provocando sintomas nas folhas, frutos e ramos.

Os primeiros sintomas aparecem normalmente nas folhas sob a forma de manchas arredondadas. O número e tamanho das manchas é variável e, à medida que o fungo se desenvolve, provocam a necrose do tecido foliar. Estas manchas apresentam tamanho irregular, cor castanho-escura e não têm margens definidas. Observando atentamente pode verificar-se a presença de pequenos pontos pretos sobre as manchas tanto na página superior como na inferior, da folha.

Nos frutos aparecem manchas superficiais que se desenvolvem e originam podridões.

Nos ramos, observa-se a formação de cancros, lesões superficiais irregulares, de cor creme, que podem fazer com que o ramo seque.

 

MEIOS DE LUTA

Uma das medidas mais importantes para eliminar o fungo Colletotrichum é a realização de podas regulares, removendo as partes infetadas das plantas.

É fundamental manter um bom arejamento, evitando a acumulação de humidade, que favorece a proliferação do fungo.

O uso de fungicidas também pode ser uma opção eficaz para o controle do Colletotrichum gloeosporioides. Existem produtos disponíveis no mercado para o combate a esse tipo de fungo, sendo importante seguir corretamente as instruções de uso para garantir a eficácia do tratamento.

No caso específico da Antracnose do Maracujá a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de Ortiva (Syngenta).

Para a seleção das doses, períodos de aplicação mais apropriados e/ou outras metodologias de controlo e proteção  recomenda-se a consulta de um técnico da Casa Queridos.

 

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COBERTOS VEGETAIS
2024-09-25
COBERTOS VEGETAIS

Com o verão posto é época do outono se fazer sentir nos campos. Com ele chega também a muito aguardada altura das sementeiras.

Na fruticultura e viticultura cada vez mais é importante manter um bom coberto vegetal na entrelinha.

Para uma maior persistência das espécies semeadas e redução dos custos de novas sementeiras, deve optar-se por espécies bem-adaptadas às condições locais tanto do solo como do clima em questão.

Entre os principais benefícios associados à utilização de cobertos vegetais destacam-se:

  • A sua sustentabilidade e função de habitat para populações de polinizadores e inimigos naturais, podendo contribuir para a limitação natural de pragas e aumentar as produções das culturas.
  • Ao nível dos auxiliares funcionam como abrigo em condições atmosféricas adversas e como um importante corredor ecológico, fazendo a ligação entre a envolvência das parcelas e o seu interior.

Cobertos Vegetais - Benefícios Fauna Auxiliar

  • Ao nível do solo, o enrelvamento pode reter ou adicionar azoto (influência da fixação de azoto através dos rizóbios das leguminosas). Desta forma facilita a disponibilidade de outros nutrientes e produz matéria orgânica.

Cobertos Vegetais - Benefícios Solo

  • Reduz substancialmente a erosão provocada pelo vento e água estrutura do solo é melhorada, reduzindo a sua compactação e fendilhamento, levando a uma melhor infiltração da água.

 

É importante considerar fatores de importância na escolha de uma mistura de sementes. entre estes destacamos

  • Tipo de solo
  • ph do solo
  • Tipo de porte que se procura;
  •  Tipo de espécies vegetais que se pretende, (ex só leguminosas, só gramíneas, mistura das duas)

 

A Casa Queridos disponibiliza uma abangente gama de revestimentos biodiversos plurianuais para este efeito. No caso das vinhas e pomares, a equipa técnica recomenda a seleção da mistura de sementes Ferticover da Fertiprado, um incremento exponencial da biodiversidade total, pela introdução de uma biodiversidade vegetal orientada.

Para mais informação não hesite em contactar um dos nossos técnicos de campo.

 

 

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NUTRIÇÃO FOLIAR PÓS-COLHEITA
2024-09-12
NUTRIÇÃO FOLIAR PÓS-COLHEITA

A nutrição foliar pós-colheita em árvores de fruto desempenha um papel crucial na manutenção da produtividade dos pomares para as campanhas seguintes e contribui para a melhoria da fitossanidade.

Para destacar a importância desta prática descrevem-se abaixo os seus principais pontos.

 

Recuperação da Planta

Durante o ciclo vegetativo as árvores passam por um período de stress devido à elevada necessidade de nutrientes essenciais à produção de frutos. A nutrição foliar ajuda na recuperação das plantas, repondo nutrientes que foram extraídos durante o desenvolvimento dos frutos.

 

Acumulação de Reservas

Durante o outono, as árvores acumulam reservas de nutrientes, que serão utilizadas na rebentação e floração na próxima primavera. A aplicação de nutrientes via foliar pode melhorar significativamente essa acumulação.

 

Preparação para o Próximo Ciclo

Nutrientes aplicados via foliar são rapidamente absorvidos pelas folhas e podem ser translocados para outras partes da planta, como ramos, tronco e raízes. Isso prepara a árvore para um desenvolvimento vigoroso na próxima estação, influenciando positivamente a qualidade das flores, o vingamento e a qualidade dos frutos.

 

Correcção de Deficiências Nutricionais

A nutrição foliar permite a correção rápida de deficiências nutricionais que possam ter surgido durante o ciclo vegetativo. Este facto é especialmente importante para nutrientes que são pouco disponíveis no solo ou que são necessários em pequenas quantidades, como a generalidade dos micronutrientes.

 

Melhoramento da Qualidade da Floração

A aplicação foliar de nutrientes no período pós-colheita pode melhorar a qualidade dos gomos florais e das flores na próxima estação, promovendo uma floração mais uniforme que resultará em frutos com melhor qualidade.

 

Aumento da Resistência

Os nutrientes aplicados pós-colheita, ajudam a aumentar a resistência das plantas ao stress abiótico (como secas e geadas) e bióticos (como doenças e pragas).

 

A nutrição foliar pós-colheita é uma prática agronómica altamente recomendável para garantir que os pomares entrem no próximo ciclo de crescimento de maneira saudável e produtiva, influenciando diretamente a quantidade e a qualidade da produção do ano seguinte.

Por forma a melhorar a eficiência das suas culturas na próxima campanha, a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de uma solução de nutrientes equilibrada. 

Esta solução inclui a aplicação de Star Combi e Promi-Fertil Boro, duas formulações com o cunho da Nutrispecial. No caso específico do Promi-Fertil Boro, este poderá ser aplicado nas suas três vertentes: 15%, 17,5% e 21%. Para escolher a melhor solução adaptada às condições do pomar recomendamos a consulta de um técnico da Casa Queridos.

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INFESTANTES EM CENOURAS
2024-09-06
INFESTANTES EM CENOURAS

A cenoura é uma cultura bastante vulnerável à presença de infestantes. A interferência exercida por estas plantas daninhas apresenta-se como um dos fatores de grande impacto na quebra de produção, devido sobretudo à fragilidade dos talos da cenoura e ao lento crescimento inicial.

Se estas infestantes estiverem presentes durante todo o ciclo da cultura os prejuízos na produção além de evidentes, terão consequências bastante graves para os produtores.

Controlar estas infestantes é fundamental, em especial nas primeiras 3 a 4 semanas de instalação da cultura dado que, uma população densa de infestantes para além de competir com a cultura em termos de luz e nutrientes, também provoca a deformação das raízes, reduz o seu diâmetro, comprimento e enchimento, traduzindo-se numa consequente baixa produtividade e rentabilidade.

A maioria infestantes apresentam uma rápida germinação e emergência, possuem ciclos curtos e rápido desenvolvimento, com alto poder de reprodução e dispersão de sementes. Algumas espécies apresentam crescimento muito rápido e vigoroso podendo desta forma impedir que a cultura principal se desenvolva, o que pode originar quebras significativas na produção.

Torna-se imperativo mondar com alguma frequência fazendo uma monda química, térmica ou mecânica para impedir a rápida expansão das infestantes. Convém ainda entender que o período mais crítico ao desenvolvimento de infestante é em média, entre 12 a 42 dias após emergência das cenouras, pelo que medidas pós e pré-emergência deverão ser adotadas para impedir a propagação destas espécies não solicitadas.

Para o efeito a Equipa Técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação dos herbicidas pré-emergência Podium® (Ascenza) ou Stomp® Aqua (BASF) e dos herbicidas pós-emergência Sencor® Liquid (Bayer), Focus® Ultra (BASF) ou Fusilade Max® (Nufarm).

Para a seleção das doses, períodos de aplicação mais apropriados e/ou outras metodologias de controlo recomenda-se a consulta de um técnico da Casa Queridos.

 

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MOSCA BRANCA DA BATATA DOCE
2024-08-09
MOSCA BRANCA DA BATATA DOCE

A mosca branca Bemisia tabaci, também informalmente referida como mosca branca da batata doce, é uma das várias espécies de mosca branca que são atualmente importantes pragas agrícolas. Uma revisão em 2011 concluiu que a mosca branca Bemisia tabaci é na verdade um complexo de espécies contendo pelo menos 40 espécies morfologicamente indistinguíveis.

Ela prospera em todo o mundo em ambientes tropicais, subtropicais e, menos predominantemente em habitats temperados.

Temperaturas frias matam tanto os adultos como as ninfas.

 

Ciclo Reprodutivo

A fêmea coloca entre 50 a 400 ovos, variando de 0,10 a 0,25 mm na página inferior das folhas. As moscas brancas fêmeas são diplóides e emergem de ovos fertilizados, enquanto as moscas brancas masculinas são haplóides e emergem de ovos não fertilizados.

Os ovos são inicialmente de cor branca e mudam para uma cor acastanhada perto da eclosão, passados 5 a 7 dias. Após a eclosão, a ninfa da mosca branca desenvolve-se através de quatro estágios:

O primeiro, é o único estágio ninfal móvel. A ninfa de primeiro ínstar pode crescer até cerca de 0.3 mm e é de cor esverdeada. A ninfa móvel caminha para encontrar uma área adequada na folha com nutrientes adequados e muda para um estágio imóvel. Os próximos três ínstares permanecem no local, até se transformarem em adultos. Exúvias prateadas ou peles soltas são deixadas nas folhas. Os ínstares imóveis aparecem opacamente brancos. As ninfas alimentam-se picando a planta com as suas armaduras bucais.

As moscas brancas adultas têm aproximadamente quatro vezes o tamanho do ovo, com corpos amarelo-claros e asas brancas, o que é atribuído pela secreção de cera nas asas e no corpo.

As moscas brancas adultas podem atingir até 0.9 mm de comprimento. Enquanto se alimenta ou descansa, o adulto da mosca branca dobra suas asas em forma de tenda sobre o corpo. Este pequeno inseto causa danos às plantas através da alimentação e transmissão de doenças das plantas, principalmente de vírus.

 

Principais Estragos

A mosca branca Bemisia tabaci alimenta-se das plantas perfurando o floema ou as superfícies inferiores das folhas com a sua armadura bucal.

As áreas afetadas da planta desenvolvem manchas cloróticas e murcham.

As moscas brancas também produzem uma substância pegajosa chamada melada, que é deixada no hospedeiro.

A melada pode induzir o crescimento de fumagina, o que pode reduzir a capacidade das plantas de fazer a fotossíntese.

Isso resulta num crescimento mais lento, menor rendimento e plantas de baixa qualidade.

 

Para lutar contra esta problemática recomenda-se a aplicação dos produtos PrevAm©️ Plus (Ascenza), Cythrin©️ Max (Epagro).

Para a seleção das doses, períodos de aplicação mais apropriados e/ou outras metodologias de controlo recomenda-se a consulta de um técnico da Casa Queridos.

 

Fotografias: David Riley, University of Georgia, Bugwood.org

 

 

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ÁCAROS NA CULTURA DA BANANEIRA
2024-07-19
ÁCAROS NA CULTURA DA BANANEIRA

Os prejuízos provocados pelos ácaros fitófagos como o Tetranychus urticae e o Tetranychus lodeni  são facilmente identificados pelos sintomas muito característicos e  visíveis a olho nu.

Estes sintomas caracterizam-se por formarem uma camada quase uniforme, inicialmente de cor prateada nas bananas, passando posteriormente a alaranjada.

A formação de pequenas "teias de aranha" entre os pequenos frutos é um bom indicador da presença destes organismos nocivos.

Depois de instalados, o avanço dos aranhiços é muito rápido, espalhando-se em redor do foco inicial no espaço de poucos dias. Todo o cacho fica atacado de forma praticamente uniforme.

O momento mais adequado para combater esta praga será o início da primavera quando as populações ainda estão baixas, os adultos começam a sair da hibernação e dão início às posturas de verão. Desta forma é muito importante manter a observação das parcelas com regularidade durante a primavera e o verão.

Meios de Luta

Luta Cultural

As medidas culturais recomendadas passam por:

  • Promover o arejamento da plantação, através da eliminação de folhas velhas e manutenção de um compasso de plantação mínimo de 5 m2 entre plantas;
  • Não colocar saco nos meses mais quentes, para promover o arejamento do cacho, facilitar a observação e permitir a deteção atempada da praga;
  • Eliminar/afastar da plantação outras culturas que estimulam o aparecimento desta praga.

Luta Química

Existem diversas alternativas autorizadas para controlo dos ácaros na cultura da bananeira e usos menores:

As aplicações com os produtos fitofarmacêuticos (PF) à base de enxofre ou de óleos parafínicos devem ser realizadas com muito cuidado, uma vez que mancham facilmente a banana, que assim perde valor comercial, com prejuízos para os produtores.

Independentemente da solução aplicada, é fundamental não aplicar o PF unicamente no cacho de banana, devendo o acaricida ser também aplicado no pseudotronco da bananeira e nas folhas mais próximas do cacho, pois existe forte probabilidade dos ácaros também estarem aí instalados.

Luta Biológica

  • Spidex (Phytoseiulus persimilis)
  • Spical (Neoseiulus californicus)

Para a seleção das doses, períodos de aplicação mais apropriados e/ou outras metodologias de controlo recomenda-se a consulta de um técnico da Casa Queridos.

 

Fotografia: DICA Madeira

 

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CARÊNCIAS DOS CITRINOS
2024-07-07
CARÊNCIAS DOS CITRINOS

Os citrinos, como laranjas, limões, tangerinas e outros, são suscetíveis a várias carências nutricionais que podem afetar seu crescimento e produção.

As principais carências nutricionais dos citrinos são o azoto, fósforo, potássio, magnésio, ferro, zinco e manganês. A deficiência de cada um desses nutrientes tem causas e consequências específicas que podem ser observadas nas folhas e na sanidade geral da planta.

 

1. Azoto (N)

Causas:

  • Solo pobre em matéria orgânica.
  • Lavagem excessiva do solo por chuvas intensas ou irrigação excessiva. 

Consequências:

  • Folhas amareladas (clorose), especialmente nas folhas mais velhas.
  • Crescimento reduzido da planta.
  • Diminuição da produção de frutos e frutos menores.

 

Carência Cittrinos - Azoto

 

2. Fósforo (P)

Causas:

  • Solo com pH muito alto ou muito baixo (bloqueado).
  • Solo pobre em fósforo. 

Consequências:

  • Crescimento reduzido das raízes.
  • Folhas mais escuras com tonalidade roxa ou avermelhada.
  • Produção reduzida de frutos.

 

Carências dos Citrinos - Fósforo

 

3. Potássio (K)

Causas:

  • Competição com outros nutrientes como cálcio e magnésio.

Consequências:

  • Bordadura das folhas amareladas ou queimadas.
  • Frutos com qualidade inferior, com menor teor de açúcar e menor tamanho.
  • Redução da resistência a pragas e doenças.

 

Carência dos Citrinos - Potássio

 

4. Magnésio (Mg)

Causas:

  • Solos com ph ácido.
  • Lavagem excessiva do solo.
  • Desequilíbrio com outros nutrientes, como potássio.

Consequências:

  • Clorose nas folhas mais velhas, que começa entre as nervuras.
  • Queda prematura das folhas.
  • Diminuição na produção de frutos.

 

Carências dos Citrinos - Magnésio

 

5. Ferro (Fe)

Causas:

  • Solos alcalinos.
  • Alta concentração de fósforo ou metais pesados no solo.

Consequências:

  • Clorose nas folhas novas, com as nervuras permanecendo verdes.
  • Crescimento retardado da planta.

 

Carência dos Citrinos - Ferro

 

6. Zinco (Zn)

Causas:

  • Solos alcalinos.
  • Solo pobre em matéria orgânica.

Consequências:

  • Folhas pequenas e estreitas, com manchas cloróticas.
  • Redução na produção de frutos.

 

Carência dos Citrinos - Zinco

 

7. Manganês (Mn)

Causas:

  • Solos alcalinos.
  •  Lavagem do solo.

Consequências:

  • Clorose nas folhas novas, semelhante à deficiência de ferro, mas com manchas irregulares.
  • Crescimento retardado.

Carência dos Citrinos - Manganês

 

Correção de Nutrientes 

Para corrigir essas carências nutricionais, é importante realizar uma fertilização específica, corrigir o pH e aumentar o nível de matéria orgânica do solo para melhorar a disponibilidade de nutrientes.

Para escolher as melhores estratégias de produção e aumentar o rendimento não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

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PULGÃO LANÍGERO
2024-06-27
PULGÃO LANÍGERO

O Pulgão Lanígero vive sobretudo em Macieiras, colonizando raízes, troncos, ramos e rebentos.

A sua presença no pomar atrasa o desenvolvimento de árvores jovens, com os ramos atacados a desenvolverem cancros e impedirem o desenvolvimento de gomos florais.

A melada produzida pelas colónias pode dar origem a gretas abertas na planta – que a tornam mais vulnerável a certas doenças - e ao desenvolvimento de fumagina, que pode criar problemas no crescimento dos frutos, depreciando-os a nível comercial.

O maior problema com a presença do Erisoma lanigerum no pomar está relacionado com o seu poder de multiplicação que apresenta até cerca de 20 gerações anuais. As colónias são abundantes e cobertas com um revestimento ceroso branco com aspeto felpudo tipo algodão.

 

Medidas de Prevenção e Controlo

Para prevenção do seu aparecimento recomenda-se a adoção de boas práticas culturais, entre as quais se mencionam:

  • Racionalização de adubos azotados e favorecer o arejamento da copa da macieira.
  • Iluminação da planta através de podas e controlo vegetativo
  • Variação no sentido da pulverização com o objetivo de chegar a todos os ângulos sobretudo nos primeiros dois terços da planta
  • Aplicação de Óleos de Verão no período de Inverno dirigidos às colónias ajuda no seu controlo. 

No período ativo da cultura, em situações mais sonantes, recomenda-se a aplicação de inseticidas como, por exemplo, Pirimor G (Adama) e a aplicação de um adjuvante como Nutri Clean (Nutrispecial), uma vez que potencia a eficiência dos tratamentos dirigidos a esta praga.

É recomendável - sobretudo em Modo de Produção biológico - dar particular atenção à presença parasitóide Aphelinus mali que pode ser determinante para controlar a praga.

Para a seleção das doses, períodos de aplicação mais apropriados e/ou outras metodologias de controlo recomenda-se a consulta de um técnico da Casa Queridos

 

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CERATITIS CAPITATA
2024-06-21
CERATITIS CAPITATA

Ceratitis capitata é uma mosca da família dos tefritídeos, de origem africana, mas introduzida nos pomares do mediterrâneo, em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, entre outras regiões.

Vulgarmente conhecida como:

  •  Mosca da fruta
  • Mosca do mediterrâneo

 

Características

Pequena mosca de 4-6 mm de comprimento de cor amarelada-acinzentada.

O ovo é branco, com 1,2 x 0,5 mm.

As larvas são brancas-amareladas com 7-8 mm de comprimento.

 

Ciclo biológico

Tem 6-8 gerações por ano contínuas. Como exemplo, começando a 1ª geração com 200 moscas, acabando na 6ª, com mais de mil milhões. Em maio-junho, já se pode ver os adultos a voarem, dependendo das condições atmosféricas que podem permanecer nos pomares até novembro.

  • As fêmeas colocam os ovos (500-600) nos frutos, através do ovopositor, nascendo depois as respetivas larvas.
  • As larvas atingem a maturidade em 1 a 2 semanas e, depois de se alimentarem, deslocam-se até ao solo (deixando-se cair).

Este díptero pode passar o inverno no estado de pupa no solo ou no estado de larva dentro dos frutos. A mosca não se desenvolve a temperaturas, abaixo dos 10 ºC e acima dos 33 ºC.

 

Danos

Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos: em volta do local onde foi feita a postura aparece um halo com aproximadamente 2 cm de diâmetro e coloração escura.

Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos.

A praga ataca preferencialmente as frutas expostas ao sol. Por apresentar um ovopositor curto, a espécie ataca apenas os frutos que se encontram em estágio de maturação mais avançado.

 

Captura em massa de Ceratitis capitata com Decis®  Trap

  • As armadilhas devem ser distribuídas de forma homogénea pela parcela a proteger, podendo reforçar-se um pouco mais nas bordaduras (especialmente junto a pomares vizinhos).
  • As armadilhas devem ser colocadas a 1,40-1,80 m de altura (na copa das árvores, do lado exposto a sul), mas tendo o cuidado de não as expor diretamente ao Sol.
  • A persistência de ação é de 120 dias.
  • Proceder à monitorização da praga, para detetar aumentos súbitos dos níveis populacionais e agir com outros meios de luta, nomeadamente tratamentos inseticidas.

 

Para uma eficácia reforçada na captura da mosca é recomendado colocar um número de armadilhas adaptado às culturas a proteger, com base na informação e esquemas abaixo apresentados.

Citrinos - 50 armadilhas / ha
Prunóideas - 75 armadilhas / ha
Pomóideas - 50 armadilhas / ha
Kiwi - 75 armadilhas / ha
Vinha - 50 armadilhas / ha
Mangueira - 75 armadilhas / ha

 

 

Caso necessite de apoio especializado no campo não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

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NEMÁTODOS EM CENOURA
2024-06-14
NEMÁTODOS EM CENOURA

São vários os fatores que interferem na reprodução e no desenvolvimento dos nemátodos, como é o caso da temperatura e da humidade do solo. Temperaturas do solo entre os 15ºC e os 30°C são ótimas para a reprodução. Podem tornar-se inativos entre 5ºC e 15°C e entre 30ºC e 40°C. Abaixo ou acima desses limites, as temperaturas podem ser letais, dependendo do tempo de exposição.

Quanto à humidade no solo, normalmente, a condição ótima para o desenvolvimento das cenouras é a ótima para os nemátodos, sendo os solos secos ou saturados de água desfavoráveis à sobrevivência desta praga.

Assim, os principais fatores que afetam a sobrevivência, desenvolvimento e movimentação de Meloidogyne spp. no solo são a temperatura, a humidade e o arejamento do solo.

Um aspeto importante do ciclo de vida desses patógenos é que a fêmea pode produzir em média de 500 a 1000 ovos depositados geralmente na superfície das raízes. O seu ciclo de vida é normalmente de 21 a 45 dias, dependendo das condições ambientais.

 

Sintomatologia

 

Nas Raízes

Os sintomas do nemátodo das galhas nas raízes de plantas são significativos quando a praga está presente no solo. Como resultado do início do processo de alimentação destes nemátodos, surgem galhas no sistema radicular da planta infetada.

Ataques severos resultam numa acentuada redução de produção e na desvalorização comercial.

O grau de formação de galhas nas raízes depende da densidade populacional dos nemátodos, da sua espécie e até mesmo das variedades de cenoura. É visível uma típica bifurcação na cenoura na presença desta praga no solo.

Dependendo da variedade da cenoura e da severidade do ataque, estes sintomas podem frequentemente resultar em perdas económicas significativas para os produtores.

 

Na parte aérea

Enquanto que a maioria dos danos causados pelos nemátodos das galhas ocorre abaixo do nível do solo, outros sintomas podem também ser observados na parte aérea das plantas.

É comum plantas severamente infetadas apresentam sintomas de murchidão, uma vez que as raízes com galhas apresentam uma redução na capacidade de absorção e transporte de água e nutrientes para o resto da planta.

Plantas muito infetadas podem murchar até mesmo na presença de humidade suficiente no solo (rega), especialmente no decorrer do período da tarde.

As plantas também podem exibir sintomas de deficiência nutricional (cloroses) devido à reduzida capacidade de absorção e transporte de nutrientes a partir do solo.

 

Meios de Proteção 

 

Práticas culturais

Embora não seja totalmente eficaz, a rotação de culturas constitui um importante método de prevenção e redução significativa não só do nível populacional da praga em questão como também de doenças do solo que possam afetar o bom desenvolvimento das cenouras.

A prevenção é uma das primeiras formas de combate antes da ocorrência dos ataques provocados pelos nemátodos. Para tal recomendam-se a adoção das seguintes estratégias:

  • Evitar a deslocação de pessoas, animais e equipamentos agrícolas de áreas contaminadas para áreas livres da praga.
  • Escolher as variedades de cenoura que se adaptem melhor às condições climáticas da região e ao ciclo cultural.
  • Escolher as variedades mais resistentes e sementes certificadas.
  • Semear em terrenos sãos, bem drenados e controlar a adubação/fertilização, em especial as azotadas
  • Praticar a rotação de culturas.
  • Eliminação de restos da cultura e plantas hospedeiras: esta prática nem sempre recebe a atenção merecida por parte dos produtores. Na ausência da planta hospedeira, a sobrevivência dos nemátodos é afetada por condições climáticas, como a temperatura e humidade do solo. Após a colheita, as raízes de determinadas plantas continuam vivas por diversas semanas, servindo como fonte de inóculo de nemátodos ou outros agentes patogénicos do solo.
  • Utilização de plantas antagonistas, isto é, plantas hospedeiras desfavoráveis, em que o nemátodo penetra, mas não se consegue desenvolver e reproduzir. É um dos métodos culturais mais estudados para o controlo de nematódos.

 

Por forma a descomprometer a produção, nos casos em que as práticas culturais se mostrem ineficientes é recomendada a intervação via biológica ou química. Para o efeito em Modos de Produção Biológico recomenda-se a utilização do nematodicida BioAct Prime (Bayer).

Para os casos mais graves em que as soluções adotadas não provoquem os resultados necessários aconselha-se a aplicação de Velum Prime (Bayer).

 

 

 

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RESISTÊNCIA AOS FITOFÁRMACOS
2024-06-06
RESISTÊNCIA AOS FITOFÁRMACOS

A resistência aos produtos fitofarmacêuticos (também conhecidos como pesticidas) é um fenômeno pelo qual insetos, fungos e bactérias desenvolvem a capacidade de sobreviver a tratamentos que anteriormente demonstravam mais eficácia.

Este processo ocorre devido à seleção natural e pode ser explicado de forma mais detalhada da seguinte maneira:

1. Variação Genética Inicial

Dentro de uma população de insetos, fungos ou bactérias, há naturalmente uma variação genética. Algumas dessas variações podem conferir resistência ao fitofarmacêutico, mesmo que de forma leve.

2. Aplicação do Fitofarmacêutico

Quando um fitofarmacêutico é aplicado, ele mata a maioria dos organismos sensíveis. No entanto, aqueles com resistência genética (mesmo que parcial) têm uma probabilidade maior de sobreviver.

3. Seleção Natural

Os organismos resistentes sobrevivem e reproduzem-se, transmitindo os genes de resistência à próxima geração. Com o tempo, a proporção de organismos resistentes na população aumenta.

4. Mutação e Adaptação

Além da seleção natural, podem ocorrer mutações aleatórias, conferindo novas formas de resistência. Estas mutações podem ser favorecidas pelo ambiente seletivo imposto pelo uso contínuo do fitofarmacêutico.

5. Transferência Genética

No caso das bactérias, a resistência pode-se espalhar ainda mais rapidamente através da transferência horizontal de genes, onde bactérias podem passar genes de resistência diretamente para outras bactérias, mesmo de espécies diferentes.

 

Consequências e Gestão

A resistência aos fitofarmacêuticos pode levar a falhas no controle de pragas e doenças, resultando em perdas de produção agrícola significativas. Para mitigar esses problemas, várias estratégias podem ser implementadas:

  • Rotação de Fitofarmacêuticos: Alternar entre diferentes produtos químicos com diferentes modos de ação para reduzir a pressão seletiva sobre uma única substância.
  • Proteção Integrada: Combinar métodos químicos, biotécnicos, biológicos e culturais para controlar pragas de modo mais sustentável. 
  • Dosagem Correta: Usar doses adequadas para minimizar a sobrevivência dos organismos resistentes.
  • Monitorização e Pesquisa: Continuar a pesquisa e monitorização da resistência para ajustar estratégias de controlo de acordo com as mudanças nas populações de pragas e doenças.

O fenómeno da Resistência é um exemplo clássico de evolução em ação e destaca a importância das boas práticas agrícolas para preservar a eficácia dos fitofarmacêuticos.

 

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MÍLDIO DA VIDEIRA
2024-05-29
MÍLDIO DA VIDEIRA

O míldio é uma das principais doenças da videira que, quando não tratada, gera graves prejuízos na produção vitivinícola a nível mundial.

Causada pelo fungo Plasmopara vitícola esta doença apresenta maior gravidade em regiões húmidas, com temperaturas amenas durante o ciclo de vida da videira. A infeção do fungo no período da floração poderá ter como consequência a perda total da produção.

 

Caracterização

O fungo é do tipo endoparasita, ou seja, desenvolve-se no interior das folhas da videira. É uma doença que surge habitualmente com uma primavera muito chuvosa. É utilizado a técnica da "regra dos três 10": temperatura superior a 10ºC; precipitação acima de 10 milímetros; e pâmpanos com mais de 10 centímetros.

 

Principais sintomas

Na folha cria-se uma mancha de óleo de aspeto translúcido na página superior da folha, com posterior aparecimento de esporulação na página inferior sob a forma de manchas esbranquiçadas. Em ataques mais intensos verifica-se o dessecamento e queda das folhas.

No decorrer do ciclo em casos de maior incidência da doença aparecem pequenas manchas necrosadas entre as nervuras das folhas vulgarmente conhecido por "míldio mosaico";

Ao nível das inflorescências e cachos é característico o aparecimento de bolor branco nas flores com posterior coloração acastanhada chamado de "rot gris". Nos bagos geram-se manchas acastanhadas com a forma de dedadas que comprimem o bago o chamado "rot brun".

 

Míldio da Videira

©Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

 

Condições climáticas ao seu desenvolvimento

  • Humidade relativa elevada - 92 a 100% (chuva e orvalho).
  • Temperatura de germinação dos oósporos entre 11ºC e 32ºC.

 

Prejuízos

  • Diminuição da capacidade fotossintética com posterior implicação na qualidade das uvas.
  • Diminuição ou perda total de produção, se o ataque aos cachos for intenso.

 

Estratégias de Controlo / Proteção das Culturas

Deverá ser adotada uma estratégia preventiva e proceder a tratamentos fitossanitários sempre que se verifiquem condições para o desenvolvimento da doença, sobretudo se no ano anterior se verificou o aparecimento do míldio mosaico, que determina a quantidade de inóculo.

No que se refere à oportunidade dos tratamentos, a estratégia da luta química contra o míldio numa dada região deve sempre obedecer às indicações do respectivo serviço de Avisos Agrícolas. A frequência e o número de tratamentos serão determinados pelas condições climáticas e pelas características dos fungicidas usados.

A nível das práticas culturais é muito importante promover o bom arejamento das plantas, bem como uma boa drenagem do solo.

 

Proteção química

Nos casos mais graves de evolução da doença recomenda-se a aplicação de produtos fitofarmacêuticos, sempre sob a recoendação de um técnico de campo, para impedir o surgimento de resistências.

Entre os produtos disponíveis no mercado para o efeito aconselha-se a aplicação de: Milraz© Pro (Bayer), Ekyp© Combi (Ascenza) ou Spyrit© (Ascenza).

 

Fotos: ©Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

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MELHORAR A DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES NO SOLO
2024-05-24
MELHORAR A DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES NO SOLO

A disponibilidade de nutrientes trata-se da capacidade que um solo tem em fornecer nutrientes essenciais para as plantas de forma acessível e em quantidades adequadas.

Esta disponibilidade é determinada pelos atributos do solo, como a textura, mineralogia, teor de matéria orgânica, humidade, pH, interação entre nutrientes, entre outros.

No caso específico do pH, esta relação com a disponibilidade nutritiva no solo tem sido amplamente estudada com o diagrama de Truog (1947) a ilustrar este impacto (Fig.1). Aqui é visível que alguns nutrientes têm menor expansão em solos ácidos – com pH abaixo de 5,5 - (cálcio, magnésio, potássio e fósforo) enquanto que outros se inibem em solos alcalinos – com pH acima de 7,5 -  (ferro, manganês e zinco).

Diagrama de Truog

Fig. 1 -  Diagrama de Emill Truog, Soil Science Society of America Proceedings (1947)

 

Na cultura de pêra rocha a relação exercida entre o pH e a disponibilidade nutritiva é verificada com frequência, sobretudo na presença de solos alcalinos. Nestes casos concretos é verificável nas árvores uma clorose férrica, com as folhas a tornarem-se amareladas e a evidenciar carências deste nutriente, como é visível na Figura 2.

Clorose Férrica em Pêra Rocha

 

Em situações onde a deficiência nutritiva é causada pela alcalinidade do solo a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação do melhorador de solo Azuflow.

Entre os principais benefícios do Azuflow destacam-se:

  • A utilização específica em fertirrega e solos alcalinos;
  • Ser uma fonte de azoto gradual e sem perdas;
  • Neutralizar o pH no bolbo radicular da planta em especial nos solos alcalinos.
  • Aumentar a capacidade da planta completar o seu ciclo vegetativo sem comprometer o calibre dos frutos em condições adversas (alta alcalinidade).
  • Melhorar a disponibilidade de nutrientes, nomeadamente fósforo, ferro, zinco, manganês, cobre, cobalto e boro (limitados pelo pH elevado do solo)
  • Permitir uma limpeza de precipitados nos tubos, condutas e gotejadores de fertirrega.

 

Importa ainda referir, no entanto, que é possível que um solo fértil apresente plantas com deficiências nutritivas que podem ser consequência de vários fatores (elementos tóxicos, compactação do solo, doenças e pragas de solo, nematoides, deficiência hídrica, crescimento inicial deficiente). É, portanto, impreterível consultar a ajuda de um técnico de campo para definir qual a melhor estratégia a aplicar.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

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TRIPES NA CEBOLA
2024-05-15
TRIPES NA CEBOLA

Os tripes pertencem à classe Insecta e à ordem Thysanoptera, a qual apresenta uma grande diversidade e distribuição a nível mundial, estando presentes em todos os continentes exceto na Antártida. 

Estes pequenos insetos, com a sua armadura bucal picadora-sugadora, provocam uma escarificação superficial nos tecidos vegetais, sob a forma de uma mancha prateada que, por vezes, se torna castanha.

Algumas espécies de tripes têm especial impacto por serem portadoras de vírus. Normalmente, os tripes encontram-se em locais muito pequenos e estreitos, escondidos nas plantas, ou seja, vivem em zonas intersticiais.

Na planta da cebola, estes insetos estão alojados na área basal das folhas jovens e, para observá-los, é necessário separar as folhas.

 

Ciclo Biológico

A espécie denominada de Thrips tabaci, vulgarmente conhecida por tripe-da-cebola, é considerada praga com importância económica na cultura da cebola. Outra espécie, também relevante nesta cultura, é Frankliniella occidentalis.

O ciclo de vida dos tripes compreende as fases de ovo, larva, pupa e adulto. Apresenta reprodução sexuada e por partenogénese (gera descendentes sem necessidade de acasalamento).

Os ovos são colocados nas folhas, abaixo da epiderme. Decorridos alguns dias, surgem as formas jovens ou ninfas (dois ínstares; com intensa atividade e alimentação), em seguida ocorre a fase de pupa (dividido em pré-pupa e pupa, sendo inativa) e finalmente o indivíduo adulto com asas.

O período de ovo até adulto dura de 12 a 15 dias, à temperatura de 25 °C, e a fase larval de cinco a 10 dias. Os adultos vivem de 15 a 30 dias, dependendo da temperatura ambiente e nesse período a fêmea pode colocar entre 100 a 200 ovos.

 

Danos ao nível da  cultura

Os danos são sobretudo causados pelas larvas e pelos adultos e podem ser divididos em diretos e indiretos

Tripes na cebola

Danos diretos

Os danos diretos são resultantes principalmente do processo de alimentação dos tripes. Os sintomas mostram pontuações ou estrias prateadas e zonas necróticas, especialmente ao longo das nervuras das folhas.

Danos indiretos

Os danos indiretos estão relacionados com o facto de algumas espécies de tripes transportarem consigo vírus.

 

Estratégias de controlo

Para impedir a proliferação dos tripes na cultura da cebola é essencial adotar medidas de controlo, inspecionando frequentemente a cultura e aplicando medidas culturais.

Nos casos mais expansivos é recomendado o controlo químico. Para o efeito estão homologadas várias substâncias no mercado entre as quais se destacam Decis® Expert (Bayer), Ritmus Plus (Probelte), Movento® Gold (Bayer) ou Flipper® (Bayer).

Antes de aplicar estes produtos recomendamos que se aconselhe junto de um técnico especialista, uma vez que o uso incorreto de inseticidas pode contribuir com a seleção de populações de tripes resistentes aos produtos utilizados.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa técnica.

 

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PIOLHO CINZENTO DA MACIEIRA
2024-05-09
PIOLHO CINZENTO DA MACIEIRA

Os afídeos ou piolhos cinzentos da macieira são insectos picadores-sugadores pertencentes à ordem Rhynchota, subordem Homoptera e família Aphydidae, sendo facilmente reconhecíveis pelo seu aspeto pulverulento cinzento.

A geração proveniente dos ovos de Inverno, postos durante o outono, na base dos gomos ou nas concavidades dos ramos, é verde-escura a rosa, de grandes dimensões e forma globosa, apresentando-se cobertos de uma secreção pulverulenta cinzenta, muito características desta espécie, sendo as gerações seguintes de cor rosada e de menor dimensão.

A eclosão ocorre normalmente a partir de meados de março até à primeira semana de abril, dependendo das condições climáticas no decorrer dos meses de fevereiro e março, coincidindo com a fase de abrolhamento das macieiras.

As formas juvenis das primeiras fundadoras dirigem-se instintivamente para os gomos em desenvolvimento para se alimentarem.

O hospedeiro primário é a macieira, onde se sucedem as gerações partenogénicas de fêmeas fundadoras. A partir da terceira geração surgem as gerações aladas que migram para os hospedeiros secundários durante o verão, sobretudo plantas herbáceas do género Plantago (ex: língua de ovelha, tanchagem), constituído por plantas do género Plantago. Nestes hospedeiros ocorrem algumas gerações, mas, no final, as fêmeas sexuadas regressam ao seu hospedeiro primário.

 

Piolho Cinzento da Macieira

 

Danos Causados na cultura

O Dysaphis plantagínea no seu processo de alimentação injeta saliva nas plantas, alimentando-se da seiva dos vasos condutores do floema nas folhas da roseta frutífera, levando à deslocação de saliva pelo floema na proximidade dos frutos.

As enzimas existentes na saliva do inseto são a causa da deformação e da paragem de desenvolvimento dos frutos, bem como o característico enrolamento e torção das folhas e dos jovens ramos.

Os afídeos invadem rapidamente as folhas dos novos lançamentos que aparecem imediatamente enroladas.

O mais grave são as picadas nos ovários das flores, mesmo antes da floração, levando ao seu abortamento. As picadas, tanto no ovário das flores, como nos jovens frutos, provocam o atrofiamento e deformações irreversíveis nos frutos e impedem o seu crescimento.

Fortes infestações podem também prejudicar o crescimento das árvores mais jovens e levar ao aparecimento de fumagina.

O piolho cinzento pode levar a acentuadas perdas de produção, se não for eficazmente combatido

 

Estratégias de Controlo

As medidas de controlo a adotar dependem muito das diferentes dimensões de ataque.

De uma forma geral é recomendavel a utilização de um molhante, que permite aumentar a aderência dos tratamentos fitossanitários. Para o efeito a nossa equipa técnica aconselha a utilização de Biogel.

Juntamente com o molhante recomenda-se a aplicação de inseticidas homologados para o controlo desta praga. Entre as soluções disponíveis no mercado poderão utilizar-se Epik® SL (Sipcam), Carnadine® (Nufarm) e/ou Movento® Gold (Bayer).

As doses a aplicar destes produtos variam conforme as necessidades de cada cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de aplicar estes produtos.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

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PSILA DA PEREIRA
2024-04-24
PSILA DA PEREIRA

A Psila da pereira (Cacopsylla pyri) é um inseto que hiberna no estado adulto e, no final do Inverno, faz posturas na madeira das árvores.

Apresenta cerca de 4 a 6 gerações anuais.

Após a eclosão dos ovos - cuja duração se comprende entre 7 a 14 dias - surgem as ninfas (estado larvar) que se alimentam através de picadas sugadoras nos jovens rebentos do hospedeiro e produzem gotas de melada que se observam em frutos, folhas e rebentos.

O estrago mais representativo tem origem na melada onde se desenvolve a fumagina.

 Psila da Pereira

Os ataques da psila podem reduzir a capacidade fotossintética da pereira, provocar a queda das folhas e prejudicar a indução floral.

A sujidade dos frutos provoca a sua desvalorização comercial.

 

Medidas de Controlo / Luta

A oportunidade dos tratamentos é determinante para o sucesso do controlo da Psila, no entanto as medidas profiláticas são muito importantes para evitar a proliferação da praga.

Para tal é fundamental:

  • Evitar o excesso de vegetação
  • Podar de forma equilibrada reduzindo a emissão de "ramos ladrões".
  • Praticar regas e fertilizações equilibradas.
  • Favorecer a fauna auxiliar predadora da psila através da seleção de produtos fitofarmacêuticos adequados.
  • Evitar a sobreposição de gerações que dificultam a eficácia dos tratamentos.

 

Para mais informação relacionada com este tema (seleção dos melhores produtos, estratégias de combate, etc) não hesite em entrar em contacto com a nossa equipa de técnicos no campo.

 

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OÍDIO DA VIDEIRA
2024-04-18
OÍDIO DA VIDEIRA

O Oídio da Videira é causado pelo fungo de superfície Uncinula necator (syn. Erysiphe necator) que ocasiona a morte dos tecidos superficiais dos órgãos que ataca. Esta doença tem um carácter prejudicial regular, em particular nas vinhas das regiões meridionais e nos países vitícolas do Sul da Europa e do Norte de África. 

 

Principais Sintomas

Nas folhas, mais precisamente na página superior surgem pequenas manchas descoloradas que adquirem um "pó" branco acinzentado. Na página inferior, as nervuras ficam necrosadas na zona das manchas.

Nos sarmentos aparecem manchas difusas verde escuras que se tornam acastanhadas.

Ao nível das inflorescências e cachos, nomeadamente nos botões florais e pequenos bagos cobertos de "poeira" branca, ocorrendo posteriormente o seu dessecamento. Nos bagos maiores, para além da "poeira", a epiderme do bago endurece, não acompanha o crescimento e acaba por rachar. Estes bagos secam ou apodrecem, se as condições climáticas forem favoráveis.


©Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

 

Condições climáticas com impacto no desenvolvimento do fungo

  • Temperatura entre os 15ºC e os 28ºC (ótima entre 25ºC - 28ºC)
  • Humidade relativa entre 25% e 100%
  • Baixa luminosidade

 

Prejuízos ao nível da cultura

  • Redução dos crescimentos e do vigor das plantas.
  • Redução da fertilidade com consequente diminuição da produção.
  • Quebra na qualidade das uvas.

 

Medidas de Controlo/Luta

O controlo químico é indispensável para combater os ataques de oídio, no entanto, a luta cultura pode ajudar a dificultar a sua evolução. 

Luta Cultural

- Promover o bom arejamento da planta e condicionar o vigor, através das operações culturais.

Luta Química

- Os tratamentos fitossanitários devem ser realizados de forma preventiva e sempre que se verifiquem condições favoráveis ao desenvolvimento da doença (alguma humidade, tempo encoberto e abafado).

Nestes casos é recomendada a aplicação de produtos como Stulln©WG Advance (Ascenza), Kumulus© (BASF) ou Collis© (BASF). Para culturas em modo de produção biológica deverá ser administrado Equiset (Ascenza).

 

Para mais informação relacionada com este tema (seleção dos melhores produtos, estratégias de combate, etc) não hesite em entrar em contacto com a nossa equipa de técnicos no campo.

 

Créditos da Fotografia dos Cachos: ©Julie Beale, University of Kentucky, Bugwood.org

Fonte do Texto: Cadernos técnicos da ADVID. Caderno Técnico nº5 - "Oídio da Videira"

 

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ESTENFILIOSE DA PEREIRA
2024-04-05
ESTENFILIOSE DA PEREIRA

A estenfiliose da pereira é uma das doenças mais relevantes no panorama do Oeste, ao assumir um carácter epidémico com graves prejuízos à cultura da pera rocha.

Conhecida pela doença das machas castanhas, a estenfiliose é causada pelo fungo Stemphylium vesicarium e foi confirmada em Portugal em 1996 em alguns pomares de Alcobaça e Bombarral, tendo-se expandido muito rapidamente.

Este fungo pode ainda causar doenças em outras culturas hospedeiras como o alho, cebola, espargo ou girassol.

 

Ciclo biológico

O ciclo biológico do fungo é composto por uma fase assexuada [Stemphyliumvesicarium(Wallr.) E.G. Simmons], que constitui o período infecioso predominante em condições ambientais favoráveis, e uma fase saprófita sexual [Pleosporaallii(Rabenh.) Ces. & De Not.] que ocorre durante o inverno, quando as condições são adversas.

O ciclo começa no outono com a queda das folhas e dos frutos infetados, nos quais o micélio saprófita produz as frutificações de origem sexuada (pseudotecas), parcialmente imersas no tecido hospedeiro. Durante o inverno, formam-se os ascos dependendo da temperatura e da humidade relativa. No final do inverno e início da primavera (março-abril), a maioria dos ascos maduros contém os ascósporos prontos a serem libertados, que são transportados pelo vento e pela chuva.

As infeções iniciam-se através dos estomas nas folhas, e das lenticelas nos frutos. A emissão máxima dos esporos assexuados (conídios) ocorre após períodos de humectação. A germinação dos conídios ocorre apenas se houver água disponível ou humidade relativa muito alta (> 95%). Durante a germinação, as toxinas produzidas pelo fungo são responsáveis pelos sintomas da doença, com graus diferentes de toxicidade.

Estudos efetuados determinaram que as condições ideais para a infeção são cerca de 6 a 10 horas de período de humectação com temperaturas de 15ºC a 25°C. Após a infeção e dentro da faixa ideal de temperatura, os sintomas podem ser observados após 3 a 5 dias, mas tornam-se mais evidentes após uma a duas semanas.

As folhas e os frutos infetados que caem no chão são a principal fonte de inóculo para o ciclo seguinte da doença.

 

Sintomas

Estenfiliose

Os sintomas podem manifestar-se nas folhas e nos frutos, verificando-se por vezes em ramos jovens de cultivares suscetíveis, como é o caso da pera rocha.

Nas folhas aparecem inicialmente manchas castanhas que podem alastrar a uma grande superfície da folha em forma de cunha, característica típica da doença.

Nos frutos aparecem manchas circulares acastanhadas com uma orla avermelhada, estas podem aparecer lateralmente ou na fossa apical.

 

Medidas do Controlo / Luta

Caracterizada por ser uma doença de difícil combate devido seu rápido desenvolvimento, a aplicação de produtos fitofarmacêuticos é crítica para controlo desta doença. Por outro lado, também se recomenda a adoção de práticas culturais que visem a redução de inóculo e garantam um estado nutricional do pomar equilibrado.

Meios de luta cultural

  • Equilibrar o estado nutricional das árvores.
  • Reduzir o inóculo dos pomares, removendo folhas e frutos contaminados.
  • Melhorar o arejamento da copa das árvores.
  • Eliminar as infestantes, uma vez que muitas delas servem de hospedeiras ao fungo.
  • Melhorar a drenagem em solos húmidos.


Meios de luta química

Apesar da saída do mercado de várias substâncias ativas nos últimos anos, ainda existe uma vasta lista de substâncias autorizadas para a estenfiliose, assim optámos por não as mencionar, no entanto deve:

  • Alternar modos de ação dos produtos homologados de modo a não criar resistências.

 

Para mais informação relacionada com este tema (seleção dos melhores produtos, estratégias de combate, etc) não hesite em entrar em contacto com a nossa equipa de técnicos no campo.

 

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TRAÇA-DO-TOMATEIRO (Tuta absoluta)
2024-03-28
TRAÇA-DO-TOMATEIRO (Tuta absoluta)

A traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) é uma pequena borboleta, oriunda da América Latina, que foi detetada pela primeira vez no Continente Europeu - em Espanha, na Primavera de 2007 e, posteriormente em Itália, em 2008. Encontra-se referenciada na lista A1 da OEPP, sendo por este motivo considerado um inimigo que pode causar avultados prejuízos económicos nesta cultura.

O principal hospedeiro da Tuta absoluta é o tomateiro, podendo também ser encontrada noutras culturas como é o caso da batateira e da beringela, assim como em solanáceas infestantes, como erva-moira (Solanum nigrum) e figueira-do-inferno (Datura stramonium).

 

Caracterização e Morfologia

O ciclo de vida desta borboleta passa pelos estados de ovo, lagarta, pupa e adulto (borboleta) e tem uma duração que depende da temperatura, sendo em média de 29 a 38 dias, com exceção do Inverno onde apresenta um ciclo que pode durar cerca de 80 a 90 dias.

Podem ocorrer entre 9 a 12 gerações anuais (dependendo da região, clima anual e outros fatores) e, em média, cada fêmea põe entre 180 a 260 ovos normalmente isolados, de preferência na página inferior das folhas, caule, pedúnculo e/ou frutos. Estes ovos caracterizam-se pela forma elíptica de cor branca amarelada com cerca de 0.4mm de comprimento.

A lagarta – de cabeça negra com o corpo amarelado - ao eclodir penetra nos tecidos vegetais e alimenta-se no interior dos folíolos do tomateiro, formando uma mancha branca larga de mesófilo consumido, de contorno irregular. Pode alimentar-se do caule e frutos, penetrando, geralmente, próximo do pedúnculo.

No final do seu desenvolvimento larvar, a lagarta transforma-se em pupa, da qual emergirá uma pequena borboleta. A pupa tem forma cilíndrica e forma-se no solo ou sobre a planta. A borboleta tem hábitos de voo noturnos/crepusculares, permanecendo escondida nas plantas durante o dia. Ao agitar a folhagem é possível observar o voo destes pequenos insetos.

 

Principais Estragos / Sintomas

Estragos tuta absoluta

Fotografia: Metin GULESCI, Leaf Tobacco, Bugwood.org

 

Os estragos são produzidos pelas lagartas nas folhas, caule, pedúnculo ou frutos. Nas folhas, numa primeira fase, podem ser confundidos com os produzidos pela larva mineira, Liriomyza spp.

Posteriormente, a galeria aumenta de dimensão, alargando e, dá-se a consequente desidratação dos tecidos, levando a que a folha apresente um encarquilhamento característico.

Nos frutos observam-se, inicialmente, pequenos orifícios de entrada, geralmente próximos da zona peduncular. Os estragos podem assumir importância considerável, sobretudo se a deteção não for precoce e não forem tomadas as devidas medidas de luta. Os principais prejuízos derivam dos ataques aos frutos, podendo as perdas de produção atingir os 100% quando a infestação é detetada tardiamente

A produção pode ainda ser afetada de forma indireta, pela redução da área foliar e, consequentemente, redução da área fotossintética que produz hidratos de carbono e inviabiliza a comercialização dos frutos devido ao fraco crescimento e desenvolvimento das plantas.

 

Medidas de Luta / Controlo

O combate a esta praga é particularmente difícil dado o seu elevado potencial biológico, assim como o facto de apresentar diversos hospedeiros, incluindo infestantes. A estratégia de luta a implementar deverá ser uma conjugação de diversos meios de luta.

Luta cultural

  • Destruição dos restos das culturas e infestantes hospedeiras do interior das estufas/parcela e áreas circundantes, sempre que possível queimando, antes da instalação de novas culturas;
  •  Instalação/manutenção de redes de exclusão nas aberturas das estufas, de modo a impedir a entrada dos insectos adultos.

Rotação de culturas

  • Rotação de culturas evitando a repetição de solanáceas; No caso de sucessão de solanáceas garantir entre elas um intervalo de 4 a 6 semanas. Este  intervalo pode ser menor em estufa;
  • Utilizar plantas isentas de Tuta absoluta.

Luta biotécnica e biológica

  • Captura em massa através da colocação de: armadilhas de água com feromona sexual, a 40 - 50 cm de altura do solo, devendo-se colocar algumas gotas de detergente ou óleo alimentar na água e renovação frequentemente (20 a 40 armadilhas por hectare);
  • Colocação de armadilhas placas cronotrópicas de cor amarela e preta (junto ao solo, colocando-as antes da plantação e na cultura ). A colocação de uma cápsula de feromona nas placas pode aumentar a eficácia.

 

Luta biológica Tuta absoluta

Fotografia: Pete Nelson, North Carolina State University, Bugwood.org 

 

Entre os produtos disponíveis atualmente no mercado, a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a utilização de: 

Coordenar as medidas de monitorização com a largada de insectos auxiliares é fundamental para um combate eficaz. Recomenda-se utilizar uma das soluções abaixo referidas.

Para garantir melhores resultados recomenda-se ainda a utilização do bioinseticida Belthirul (Probelte) ou de Spintor (Corteva) em conjunto com as medidas anteriormente apresentadas.

 Luta química

Luta Química tuta absoluta

Nos casos mais avançados recomenda-se a realização de tratamentos fitossanitários com produtos fitofarmacêuticos homologados e sempre que for possível alternando substâncias ativas. Entre as soluções disponíveis no mercado aconselhamos a utilização de:

As doses a aplicar destes produtos variam conforme as necessidades de cada cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de aplicar estes produtos.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

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EPITRIX SPP. EM BATATEIRA
2024-03-22
EPITRIX SPP. EM BATATEIRA

Epitrix spp. é um pequeno coleóptero crisomelídeo pertencente à subfamília das álticas, ou "pulguinhas", cujas larvas causam estragos nos tubérculos de batateira, roendo galerias superficiais sinuosas com uma aparência muito característica.

É uma espécie exótica de origem norte-americana que foi identificada pela primeira vez em Portugal em 2008, pensando-se que terá sido introduzida acidentalmente em 2004, na região do Porto.

 

Caracterização e Morfologia

No caso específico de Epitrix similaris - espécie predominante na cultura da batateira - esta apresenta uma morfologia e uma biologia muito semelhantes à de outras espécies americanas do género Epitrix que também atacam a batateira nos EUA e no Canadá, nomeadamente E. tuberis, E. subcrinita e E. cucumeris. Esta última espécie foi também identificada em Portugal Continental, em 2008.

O inseto hiberna no estado adulto, normalmente em refúgios situados fora da plantação de batata em que se desenvolveu, nas fendas do solo, sob folhas ou outros resíduos da cultura, em sebes ou em margens não cultivadas. 

No início da Primavera, os adultos hibernantes saem dos abrigos e retomam a alimentação nas plantas solanáceas que estiverem disponíveis, migrando para as batateiras depois da emergência destas. Após o acasalamento e um curto período de pré-oviposição, as fêmeas iniciam a postura dos ovos no solo, junto dos caules da batateira, de uma forma escalonada no tempo.

Depois da eclosão dos ovos, as larvas deslocam-se para a zona radicular da batateira, onde completam o seu desenvolvimento roendo raízes e a superfície dos tubérculos. Terminada a fase larvar, as larvas abandonam os tubérculos e transformam-se em pupas, no solo. Das pupas emergem os adultos de Verão, que dão início a uma nova geração de insectos. O ciclo completo dura cerca de 6 semanas.

Devido à grande longevidade dos adultos e ao escalonamento das posturas, o período de emergência dos adultos de Verão pode ser longo e originar uma sobreposição desta geração com a geração hibernante.

É de salientar que dada a grande semelhança morfológica existente entre os adultos das espécies E. similaris e E. cucumeris, a identificação específica é tarefa de um especialista, por se basear na observação microscópica de caracteres morfológicos internos que requerem a dissecção dos insectos adultos.

 

Principais Estragos / Sintomas

Epitrix em Batata

Whitney Cranshaw, Colorado State University, Bugwood.org

 

Em Portugal os adultos encontram-se ativos desde Março. A colonização das batateiras por estes adultos que sobreviveram durante o Inverno (geração hibernante) começa cedo, logo após a emergência, iniciando-se geralmente por focos localizados nas bordaduras do campo. Contudo, no caso de uma plantação muito atacada pela praga no ano precedente, podem ocorrer igualmente focos no interior da mesma, com origem em locais onde os adultos tenham hibernado.

Os adultos roem numerosos orifícios pequenos e redondos nas folhas ("crivado"). Estes estragos normalmente não afetam o desenvolvimento da planta nem a formação dos tubérculos. As larvas, pelo contrário, podem causar danos importantes, roendo raízes e a superfície dos tubérculos, que fica marcada por sulcos estreitos e sinuosos. Nalguns casos, as mordeduras são pontuais, prolongando-se para o interior do tubérculo numa curta galeria escura, ou numa cunha, com poucos milímetros de profundidade.

Embora estes estragos sejam geralmente removíveis pelo descasque da batata, podem ser mais profundos, aumentando os desperdícios de polpa, dificultando o processamento industrial dos tubérculos, provocando a rejeição por parte do consumidor e causando prejuízos económicos aos produtores.

 

Métodos de Luta / Controlo

Os fatores do meio que contribuem para limitar o desenvolvimento populacional da espécie ainda são pouco conhecidos. Um fator importante de mortalidade para os adultos hibernantes parece ser o encharcamento invernal do solo.

Além deste, outras formas de luta cutural incluem:

  • Rotação da batateira com culturas não solanáceas,
  • Eliminação das "batatas-filhas"
  • Remoção dos resíduos da batateira e das infestantes no final da cultura.

Já no caso da luta química é recomendada a plicação de:

Ambos os inseticidas têm o selo da Sipcam encontrando-se homologados para o combate desta praga na cultura da batateira. 

Para escolher as doses que mais se adequam às necessidades das suas culturas não hesite em contatar a nossa equipa técnica.

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ASFIXIA RADICULAR
2024-03-15
ASFIXIA RADICULAR

A Asfixia Radicular sucede sempre que as raízes das plantas se veem privadas de oxigénio, quer por excesso de água, quer por compactação do solo, e tem como consequência a morte de raízes.

Em solos com deficiente drenagem, as chuvas abundantes dos últimos dias, provocaram encharcamento das raízes perturbando o seu desenvolvimento e, em alguns casos, a morte radicular, o que afeta negativamente o desenvolvimentos das culturas agrícolas.

Asfixia Radicular Pomares

Métodos de Luta / Controlo

Melhorar as condições de drenagem do solo é fundamental para a recuperação da cultura, no entanto, se o stress oxidativo provocado pela asfixia radicular persistir, pode resultar em danos irreversíveis e até mesmo na morte de células radiculares comprometendo a absorção de água e nutrientes pelas plantas.

Estimular do crescimento das raízes – a aplicação de nutrientes e bio-estimulantes podem estimular o crescimento das raízes permitindo a reposição de raízes e pêlos radiculares de forma rápida reduzindo assim os efeitos da asfixia radicular.

Fornecer uma nutrição equilibrada em macro e micronutrientes - o que permite fortalecer as plantas tornando-as mais resistentes ao stress, incluindo a asfixia radicular.

 

Assim que for possível deverão ser aplicados fertilizantes em fertirrega visando a reposição de raízes. Entre as soluções disponíveis no mercado a Casa Queridos recomenda a utilização de Cytolan Pó, certificado para a Agricultura Biológica.

 

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

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REPOSIÇÃO DE ELEMENTOS NUTRITIVOS NO SOLO
2024-03-08
REPOSIÇÃO DE ELEMENTOS NUTRITIVOS NO SOLO

Repor os nutrientes no solo após uma colheita é fundamental para repetir o êxito no próximo ciclo. Este processo de fertilização otimiza o crescimento e desenvolvimento das plantas garantido que a produtividade da planta não é afetada por carências nutritivas.

A nutrição vegetal baseia-se principalmente da extração e exportação dos nutrientes do solo.

A extração é a quantidade total de determinado nutriente para produção na planta toda, parte aérea e raiz, já a exportação é referente a determinado nutriente retirado pelo produto colhido (grãos, frutos, etc).

A máxima rentabilidade de uma planta é limitada pelo nutriente que estiver em menor quantidade no solo, em relação à necessidade da planta, mesmo que os demais estejam em quantidades adequadas.

 

Lei de Leibig

Legenda: Reprodução visual da Lei de Liebig (também conhecida como lei do mínimo). Trata-se de um princípio utilizado em agricultura que demosntra como a carência nutritiva de determinado elemento conduz a um menor rendimento da planta, mesmo quando todos os outros fatores estão presentes.

 

Em suma, pode-se concluir que uma adubação adequada com adubos NPK no início da Primavera ou do ciclo da planta, confere à mesma uma maior capacidade produtiva. Esta ação é fundamental no combate a danos de nutrição causados por processos intrínsecos à natureza, icluindo o fenómeno da lixiviação. 

A equipa técnica da CQ recomenda uma fertilização dos solos adequada e atempada por forma a retirar a máxima rentabilidade das suas culturas. 

Para escolher a dose que mais se adequa às necessidades dos seus cultivos não hesite em contatar a nossa equipa técnica.

 

 

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INFESTANTES EM VINHA
2024-02-29
INFESTANTES EM VINHA

A cultura da vinha é, do ponto de vista económico e social, uma das culturas mais importantes do nosso país. Como todas as outras culturas, a presença de infestantes na vinha prejudica de diversas formas o seu desenvolvimento e consequentemente a sua produção.

Caracterização

As vinhas jovens são mais sensíveis à competição criada pelo desenvolvimento descontrolado das infestantes. Prejudica a taxa de sucesso de transplante, inibe o crescimento da planta e ainda provoca o atraso na entrada em produção.

Nas vinhas adultas, desde a floração até ao pintor é a fase mais crítica em que as infestantes condicionam o sucesso da cultura. Promove o aparecimento de doenças (efeito microclima) e favorece a presença de algumas pragas como os ácaros e as cigarrinhas. Contudo na altura em que a cultura se encontra em repouso vegetativo tem algumas vantagens como a conservação do solo, evita a erosão hídrica e favorece a transitabilidade das máquinas.

Algumas práticas recorrentes para o combate das infestantes, são a mobilização do solo, a implantação de cobertos vegetais semeados, a monda mecânica, a monda térmica e a mais difundida e comum, monda química que pode ser total ou parcial (apenas na linha das videiras).

Controlo da doença por monda química

Sendo a monda química o mais utilizado no combate às infestantes esclarecemos como se deve efetuar a escolha mais correta. Além do custo do produto, a escolha do herbicida deve ter em conta:

1) A idade da vinha

Existem produtos que podem ser aplicados em vinhas consoante a sua idade, que garantem mais ou menos resistência a determinada substância ativa.

2) O tipo de solo

A textura do solo afeta diretamente a forma como os herbicidas atuam, de tal forma que a dose recomendada para um solo de textura pesada (argila) é diferente da dose para um solo de textura leve (areia) e pode afetar gravemente a cultura se não for tido em conta. O teor de matéria orgânica do solo, conhecido pelo seu poder tampão, pode ajudar a que o herbicida seja mais ou menos eficaz.

3)  As infestantes prováveis e/ou presentes

Quando o tipo de herbicida que utilizamos não é seletivo, apenas irão resistir algumas espécies de plantas que não são suscetíveis à substância ativa ou então já possuem algum tipo de resistência e o herbicida não é totalmente eficaz.

No caso de se aplicar um herbicida seletivo, este apenas irá atuar sobre determinada(s) espécie(s), mas pode ser misturado uma ou mais substâncias ativas aumentando assim a eficácia e o espectro de infestantes a eliminar.

A eliminação das espécies de infestantes presentes na cultura irá sempre ser mais eficaz quanto mais seletivo for o herbicida, seja aplicado de forma correta e ainda incida sobre o estado mais adequando da infestante (ex: plântula, crescimento ativo, floração ou produção de semente)

4) Características e épocas de tratamento

Os herbicidas dividem-se consoante o seu modo de ação, podem ser de ação residual, de contacto ou sistémica.

Os herbicidas residuais ou pré-emergência têm uma fraca ação ou nula sobre infestantes que já germinaram. O seu efeito persiste no tempo (mais ou menos longo), daí a sua designação residual. Alguns podem ser aplicados após recente germinação das infestantes, uma vez que possuem efeito sobre as plântulas. A sua aplicação deve ser feita preferencialmente sobre solo nu, para que seja potenciado o seu efeito anti germinativo.

Os herbicidas pós-emergência dividem-se em sistémicos ou de contacto e apenas permitem eliminar as infestantes já nascidas penetrando através das partes aéreas da planta.

A aplicação de herbicidas normalmente divide-se em duas épocas. A de Outono-Inverno (no repouso vegetativo) e Primavera-Verão (época de desenvolvimento vegetativo).

No Outono-Inverno opta-se pela utilização de herbicidas pós emergência para o combate das infestantes que surgem após as chuvas. Na primavera aplica-se se necessário algum herbicida para combater infestantes germinadas e pode se aplicar juntamente os herbicidas residuais. Há ainda algumas soluções no mercado designadas por herbicidas mistos que na mesma formulação incluem uma substância pré e pós emergência.

Controlo de Infestantes em Vinha

Soluções recomendadas

De uma forma geral recomenda-se a aplicação dos seguinte herbicidas confore a idade das vinhas

Vinhas novas

Herbicida de Contacto Mizuki® (Sipcam) 
Seguido de
Herbicida Residual Stomp® Aqua (BASF) 


Vinhas mais velhas (em produção)

Herbicida sistémico Montana® (Ascenza) ou Roundup® Ultramax (Bayer)
Seguido de
Herbicida residual Fuego® (Ascenza) ou Galigan 240 EC (Nufarm)

 

As doses a aplicar dos herbicidas recomendados variam conforme as necessidades da cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de os aplicar.

 

Para finalizar, na altura da aplicação de herbicidas são fundamentais alguns cuidados como:

  • Aplicar com base no volume de calda por hectare (calibração de equipamentos), e atender ao tipo de bicos utilizados (utilizar sempre que possível bicos com redução de deriva – anti-drift.
  • Aplicar no momento oportuno, isto é, nos primeiros estados de desenvolvimento das infestantes, e caso a vinha já tenha iniciado a rebentação, eliminar os ladrões do tronco previamente, no caso de herbicidas sistémicos.
  • Ser efetuada sempre em baixo ou médio volume, evitando deriva ou arrastamento do produto para a vinha ou culturas vizinhas (evitar fitotoxidade), e distribuindo-o uniformemente, através de uma gota fina e baixas pressões de trabalho do equipamento.

 

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

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ANTRACNOSE EM ANONA
2024-02-21
ANTRACNOSE EM ANONA

A anona, o fruto da anoneira (Annona cherimola), é uma espécie originária da América do Sul, nativa dos vales das terras altas da Cordilheira dos Andes, a altitudes entre os 1.300 e os 2.600 metros, abrangendo territórios do Chile à Colômbia, passando pelas zonas andinas do Equador, Bolívia e Peru. Os Incas consideravam-na uma verdadeira jóia, chamando-a "cherimoya", palavra que significava "peito frio", dado que o fruto seria considerado muito eficaz para tranquilizar e saciar as crianças de mais tenra idade.

A anona tem sido cada vez mais cultivada e apreciada em todo o mundo. A sua cultura remonta a 2.500 a.C., tempo em que já seria praticada pelos povos pré-incas. Porém, esta só chegou ao continente europeu muitos séculos mais tarde, através dos exploradores ligados à epopeia marítima dos Descobrimentos, encontrando-se cultivada na Ilha da Madeira.

Nesta ilha, a época de produção da cultura, dadas as condições climáticas típicas da região, ocorre entre setembro e maio.

 

Pragas e doenças

A anoneira é uma cultura rústica. No entanto, como principais pragas, temos a mosca da fruta (Ceratitis capitata) e a cochonilha algodão (Planococcus citri e Pseudococcus longipinus). A nível de doenças, são predominantes a antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) - em foco neste artigo - e a podridão radicular (Armillaria mellea).

 

Antracnose - Condições de desenvolvimento, caracterização e sintomas observáveis

Antracnose em Anona - Sintomas

As condições mais favoráveis para o aparecimento desta doença surgem com tempo chuvoso, a partir das primeiras chuvas dos meses de setembro e outubro, com valores de humidade relativa elevados e temperaturas baixas a moderadas. O fungo desenvolve-se assim desde o início da rebentação, atingindo folhas, flores e frutos a partir do tamanho de uma noz.

A doença caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas manchas escuras, que vão aumentando com a evolução da mesma, podendo provocar fendilhamentos nos frutos e perda de produção. O controlo desta doença faz-se recorrendo à aplicação de fungicidas homologados e medidas de combate cultural.

 

Medidas de luta e controlo da doença

1. Métodos culturais de combate

Podar as árvores.

A prática da poda diminui a incidência desta doença, promovendo a eliminação nas árvores das "múmias" do ano anterior que ficaram petrificadas e penduradas nos ramos. Estes detritos vegetais provenientes da poda devem serem queimados, pois são foco de contaminação e proliferação dos esporos do fungo no pomar.

2. Métodos de controlo químico

Aplicar de Calda Bordalesa.

O controlo desta doença faz-se recorrendo à aplicação de Calda Bordalesa, um fungicida homologado para o efeito, a  aplicar a partir do vingamento dos frutos. O único inconveniente é que o fruto irá apresentar sinais da sua aplicação.

As doses a aplicar deste fungicida variam conforme as necessidades de cada cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de aplicar estes produtos.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

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PODRIDÃO CINZENTA NO MORANGUEIRO
2024-02-02
PODRIDÃO CINZENTA NO MORANGUEIRO

O aumento da humidade relativa e a presença de água livre nos últimos dias favorecem o aparecimento de doenças foliares nas culturas.

Botrytis cinerea é um fungo muito polífago que se situa na fronteira entre o saprofitismo e o parasitismo. Hiberna sob a forma de esclerotos que germinam na primavera, quando as condições são propícias, originando frutificações cinzentas, os conidióforos. Estas estruturas, por sua vez, produzem os conídeos que são libertados pela ação do choque das gotas de água e dispersos pela chuva e pelo vento.

 

Caracterização

A podridão cinzenta, causada por Botrytis cinerea, é uma das doenças mais comuns e amplamente distribuídas pelo mundo, ocorrendo em produtos hortícolas, árvores de fruto, plantas ornamentais e campos de cultivo em todo o mundo. Nas estufas é uma das doenças mais frequentes, devido às condições de humidade elevada que favorecem o desenvolvimento do agente patogénico.

 

Principais Sintomas

Esta doença implica perdas económicas significativas, que ocorrem tanto durante o ciclo da cultura como posteriormente, durante a colheita, o armazenamento e o transporte da mesma. Os danos mais graves que provoca são, entre outros:

  • Morte de plântulas;
  • Lesões castanhas e disseminadas na folha;
  • Necrose do caule e dos pecíolos;
  • Aborto de flores;
  • Podridão dos frutos (verdes e maduros) pré-colheira e pós-colheita;

Podridão Cinzenta Morangueiro

 

Condições ideais para o desenvolvimento do fungo:

Temperatura do ar entre: 15-20 ºC
Humidade relativa: superior a 80%

 

Meios de Luta

1. Cultural

Ao aparecimento dos primeiros focos de infecção:

  • Eliminar as folhas e os frutos atingidos.
  • Garantir boas condições de arejamento e secagem rápida das plantas e dos frutos.
  • Nas estufas, a humidade deve ser reduzida através de ventilação.
  • Proceder a uma gestão equilibrada da nutrição, principalmente do azoto (N).

2. Química:

Existem vários produtos autorizados para esta doença, pelo que deverá escolher o que melhor se adapta à sua cultura. Entre as soluções autrizadas para o combate à doença recomenda-se a aplicação de Erune© 40SC (Ascenza), Switch© 62.5WG (Syngenta), Prolectus© (Nufarm) ou Luna© Sensation (Bayer).

As doses a aplicar variam conforme as necessidades de cada cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de aplicar estes produtos.

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

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MOSCA DO SOLO EM NABO ROXO
2024-01-26
MOSCA DO SOLO EM NABO ROXO

O Nabo (Brassica rapa L. var. rapa) é uma planta herbácea com sistema radicular aprumado e carnudo caracterizado por uma coloração uniforme (branco) ou bicolor (branco e roxo).

No caso específico do nabo roxo este pode identificar-se pelas folhas de cor verde médio a escuro de textura rugosa e áspera e pelas flores de corola amarela agrupadas numa haste floral. A espécie origina um fruto nomeado de síliqua. Esta variedade bianual apresenta um ciclo cultural com duração compreendida entre 40 a 60 dias na Primavera e Verão e 90 a 100 dias no Inverno.

As variedades temporãs apresentam raiz branca, de cor roxa no topo, possuem pele lisa e uma boa capacidade de conservação após a colheita – que se realiza a cerca de 50 a 80 dias após a sementeira ou cerca de 30 a 60 dias após a plantação.

 

Condições edafoclimáticas

O nabo não tolera temperaturas baixas nem demasiado elevadas. Apresenta paragem de crescimento entre os 3 e os 5ºC. A temperatura ótima de crescimento situa-se entre os 15 e os 20ºC. Em condições de baixa percentagem de humidade atmosférica, a floração é precoce e as raízes são mais finas e fibrosas.

Para uma cultura vigorosa os solos devem ter textura franco-arenosa, ser ricos em matéria orgânica (entre 2 a 4%) e apresentar valores de pH entre 6,0 e 7,5. Valores baixos de pH no solo podem dar origem a ataques de pôtra ou hérnia. Os solos demasiado ligeiros ou calcários tendem a endurecer as raízes e a conferir-lhes mau gosto.

 

Pragas e doenças

A cultura do nabo é suscetível a doenças e pragas como a áltica, mosca da couve, larvas de noctuídeos, míldio, podridão cinzenta, alternariose, potra, falsa potra, vírus do mosaico e vírus da beterraba.

O presente trabalho foca-se especificamente na praga mosca da couve (também conhecida por mosca do nabo), uma praga que se reproduz no solo.

Mosca do solo em Nabo Roxo

Mosca do Nabo

Atualmente a Mosca da couve (Delia radicum L.)  assume uma grande importância económica pelos estragos causados nas culturas de brássicas (couves, nabo e nabiça). No caso específico da cultura do nabo roxo, esta praga é responsável pelos estragos que são bem visíveis na parte da raiz da planta e desvalorizam comercialmente a cultura: escavam galerias, danificam as raízes das plantas e “abrem portas” para o ataque de outros agentes patogénicos que causam doenças.

No caso da cultura do nabo em geral, as plantas que sofrem ataques começam a secar, podendo murchar completamente num curto período de tempo (mais rapidamente nos meses de maior calor), devido aos danos causados na zona do colo e raiz pelas larvas da mosca, podendo haver seccionamento completo da parte aérea da planta.

O desenvolvimento completo da mosca tem a duração de cerca de 6 semanas. As fêmeas fazem a postura dos ovos em pequenos grupos, junto ao colo da planta hospedeira e estes eclodem 3 a 6 dias mais tarde. Da sua eclosão surgem as larvas, que penetram no colo e raiz das plantas, escavando galerias à medida que se alimentam.

Após 3 ou 4 semanas de desenvolvimento, as larvas da última fase (3º instar) migram para o solo onde pupam. Os adultos da nova geração emergem duas semanas mais tarde. A praga apresenta 3, 4 ou mais gerações anuais, a partir do início do mês de abril até o início de outubro, e as fêmeas têm uma fecundidade na ordem de 150 ovos.

 

Meios de luta

Atualmente existem três meios de luta contra esta praga do Nabo: cultural, biológica e química.

1. Cultural

Podem ainda usar-se armadilhas para ovos (armadilhas em feltro ou outro material fibroso, colocadas ao nível do solo, quando as plantas têm 4 a 6 folhas) que permitem a entrada da fêmea e subsequente postura dos ovos, que acabam por secar e não se desenvolver.

2. Biológica

Para a luta biológica foram feitos ensaios bem sucedidos com os nemátodes entomopatogénicos Entonem da Koppert.    

3. Química

Nos casos em que as lutas anteriores não apresentem resultados significativos na redução/erradicação da praga recomenda-se a utilização de inseticidas específicos, nomeadamente Spintor© (Corteva) ou Belem Pro© (Nufarm).

As doses a aplicar variam conforme as necessidades de cada cultura pelo que deverá pedir aconselhamento junto de um técnico especialista antes de aplicar estes produtos.

 

Caso necessite de ajuda especializada no terreno não hesite em contactar a nossa equipa de especialistas.

 

 

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HORAS DE FRIO FRUTICULTURA
2024-01-19
HORAS DE FRIO FRUTICULTURA

O frio invernal desempenha um papel crucial na fruticultura, sendo essencial para o processo de vernalização, que consiste na exposição das plantas a um período de frio para garantir uma rebentação adequada na primavera.

Este período, conhecido como "horas de frio" inclui o somatório de temperaturas inferiores a 7,2°C com início a 1 de outubro e término a 15 de fevereiro.

Isto é particularmente importante para muitas árvores fruteiras, como macieiras, pereiras, pessegueiros, ameixeiras e cerejeiras, que requerem um número específico de horas de frio para quebrar a dormência e iniciar o seu ciclo de crescimento vegetativo.

A vernalização influencia o desenvolvimento dos gomos e, consequentemente, a produção e qualidade de flores e frutos.

Uma quantidade adequada de horas de frio no inverno contribui para uma floração uniforme e uma frutificação de qualidade.

Assim, a importância do frio invernal na fruticultura está intrinsecamente ligada ao sucesso do ciclo de vida das árvores de fruto.

Por forma a analisar dados reais, perceber o contexto atual e o seu impacto no desenvolvimento da próxima campanha, procedeu-se ao registo do número de horas de frio acumuladas em estações presentes em três pomares sediados em Alcobaça, Óbidos e Cadaval.

Os valores acumulados referidos foram medidos entre o período de 01 de outubro 2023 e 16 de janeiro de 2024.

 

Análise do número de horas de frio (Zona Oeste)

Número de horas de Frio Acumuladas em três pomares de clientes em Alcobaça, Cadaval e Óbidos

 

Nota: dados até 19 de Janeiro de 2024

 

 

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RHIZOCTONIA SOLANI DA BATATEIRA
2024-01-05
RHIZOCTONIA SOLANI DA BATATEIRA

Rhizoctonia solani é uma das doenças de maior importância económica para os produtores de batata, ao originar perdas de produção e depreciar de forma acentuada a qualidade geral e o valor da batata, bem como levar à rejeição por parte da indústria e do consumidor.

Este fungo pode atacar tanto as plantas jovens, durante a sua germinação e emergência, como as adultas. A sua virulência, desenvolvimento e sensibilidade aos fungicidas depende da estirpe a que pertence.

A sua expressão tem aumentado ao longo dos anos no nosso país pelo que é importante estar atento aos sintomas que se verificam maioritariamente ao nível da parte aérea e dos tubérculos.

 

Sintomas na parte aérea da planta

  •  As plantas fortemente atacadas apresentam murchidão, podendo também originar tubérculos na parte aérea de cor violácea, devido à interferência da deslocação do amido.
  • Plantas com estes sintomas poderão dar origem a tubérculos pequenos, deformados e em grande número.
  •  Os tubérculos aéreos que emergem das axilas das folhas vêm infectados, provocando necroses encortiçadas nos caules em desenvolvimento. Estas necroses manifestam-se com depressões profundas, podendo ter como consequência a sua morte.

Sintomas nos tubérculos:

- Nos tubérculos limpos de terra observam-se pústulas negras dispersas pela epiderme, podendo confundir-se com detritos de estrume. Estas pústulas são conhecidas como esclorotos, compostos de massa compacta do micélio, e constituem o órgão de resistência ao seu controlo, permanecendo muitos anos no solo.

- Na Primavera observam-se os sintomas mais graves, o fungo afecta os brolhos do tubérculo, dificultando a sua emergência.

 

Modos de dispersão

 As sementes da batata devem apresentar-se isentas desta doença. Caso contrário poderá ser uma porta de entrada, nos campos. O fungo sobrevive no solo, em restos da cultura e em matéria orgânica, durante muitos anos atacando ainda diversas espécies infestantes e cultivadas.

A Rhizoctonia solani ataca preferencialmente os tecido jovens e débeis, desenvolvendo-se facilmente em solos com elevada humidade relativa e temperaturas baixas.

 

Luta Cultural

Para impedir a disseminação do fungo devem evitar-se plantações precoces, plantações profundas e solos mal drenados. 

Aconselha-se ainda a não repetir a cultura em solos onde já ocorreram infeções nos anos anteriores e a utilizar-se sempre sementes certificadas.

Os tubérculos semeados devem ir com os brolhos germinados, afim de se observar aqueles que não estão em boas condições fitossanitárias.

 

Luta Química

Entre as soluções disponíveis no mercado para desinfeção das sementes recomenda-se a utilização de produtos como Serenade ® ASO (Bayer), Sercadis ® (BASF) ou Trianum G (Koppert).

 

Para mais informação relacionada às doses de aplicação não hesite em contactar a nossa equipa técnica/comercial:
👉 comercial@casaqueridos.com  
📞 262 910 270 (chamada para a rede fixa nacional)

 

 

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UTILIZAÇÃO DE COBRE EM CULTURAS PERENES
2023-12-29
UTILIZAÇÃO DE COBRE EM CULTURAS PERENES

O Cobre participa nos processos de indução de resistência e nos efeitos de proteção da planta, provoca efeitos danosos no interior dos microorganismos nocivos.

A queda das folhas causa pequenas lesões nas plantas através da entrada de fungos e bactérias,  por isso aconselha-se a intervenção com produtos cúpricos de modo a favorecer a cicatrização e impedir possíveis infeções.

Assim sendo, recomenda-se tratamentos preventivos à base de cobre que devem ser aplicados tanto nas folhas que ficam nas árvores como nos ramos nus.

 

Para o efeito, a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de:

  • Cuprocaffaro® WG (Nufarm) ou
  • Curenox®50 (IQV) ou
  • Calda Bordalesa (Ascenza, IQV), entre outros produtos à base de cobre.

 

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DESENVOLVIMENTO RADICULAR NA CULTURA DA CENOURA
2023-12-14
DESENVOLVIMENTO RADICULAR NA CULTURA DA CENOURA

A cenoura, de nome cientifico Daucus carota spp. Sativus, é uma planta herbácea, bianual mas que é cultivada como anual, pertencente à família botânica das Apiáceas. É uma espécie originária da Ásia Central e do Mediterrâneo, que é cultivada e consumida desde a antiguidade pelos povos gregos e romanos.

Caracteriza-se pelo seu sistema radicular aprumado, constituído por uma raiz principal (sendo esta a parte comestível da cenoura) onde se acumulam as reservas que servem de alimento para a planta no segundo ano do seu ciclo vegetativo.

A raiz principal pode ter forma, dimensão e cor variáveis consoante a variedade de cenoura em questão, mas a cor mais comum é o laranja, resultado da elevada predominância de beta-caroteno.

No decorrer do primeiro ano formam-se uma roseta de poucas folhas e a raiz, após um período de repouso, aparece um caule curto no qual se formam as flores durante a segunda fase do seu ciclo de desenvolvimento e é daí que se recolhem as sementes.

 

Condições da Cultura

Não se recomenda o cultivo da cenoura em solos argilosos, com pedras ou compactados pois sendo estes mais pesados, as cenouras não atingem o comprimento e calibre desejados e podem apresentar deformações no desenvolvimento das suas raízes.

Trata-se de uma cultura de estação fresca, sendo as temperaturas ótimas para sementeira entre os 15 a 21ºC.

Para temperaturas acima dos 21 ºC, as raízes tendem a ficar curtas e espessas e temperaturas abaixo dos 16ºC favorecem a formação de raízes longas e finas.

 

Cuidados culturais

A cenoura é uma cultura sensível ao stress hídrico, sendo este prejudicial à sua produtividade e qualidade, sendo por isso importante regar com frequência, em pequenas dotações. Por outro lado, o excesso de água no solo leva ao fendilhamento das raízes e a uma fraca coloração.

O controlo de infestantes em especial nas primeiras 3 a 4 semanas de instalação da cultura é igualmente importante pois uma população densa de infestantes para além de competir com a cultura em termos de luz e nutrientes também provoca a deformação das raízes e consequente baixa produtividade e rentabilidade. Daí ser importante mondar com alguma frequência química, térmica ou mecanicamente.

 

Para otimizar o desenvolvimento radicular na cultura recomenda-se a aplicação de:

Humuslight Leonardita Suprem (NutriSpecial) juntamente com SullicaB (Corteva) ou Trianum P (Koppert).

 

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CONTROLO DE INFESTANTES EM VINHAS E POMARES NOVOS
2023-12-07
CONTROLO DE INFESTANTES EM VINHAS E POMARES NOVOS

O controlo de infestantes nas novas plantações de pomares e vinhas é uma operação que requer uma escolha criteriosa do herbicida a utilizar e exige uma avaliação do tipo de infestantes presentes para garantir eficácia na eliminação destas.

 

Soluções Recomendadas

Para o controlo de infestantes em vinhas e pomares novos recomenda-se a aplicação conjunta dos herbicidas: Mizuki® (Sipcam) com Focus® Ultra (BASF).

Como ação complementar, para o controlo específico de infestantes dicotiledóneas anuais (folha larga) recomenda-se aplicar Mizuki®.

No caso de infestantes monocotiledóneas deverá ser aplicado Focus® Ultra.

Nota: O Mizuki® deverá ser aplicado exclusivamente durante o período de dormência na vinha.

As doses recomendadas para este controlo são as seguintes:

MIZUKI® - controlo de infestantes Dicotiledóneas anuais (folha larga) - 4L/ha

FOCUS® ULTRA - controlo de infestantes Gramíneas (folha estreita). Gramíneas anuais - 2L/ha Gramíneas vivazes - 4L/ha

 

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CORREÇÃO DO EXCESSO DE ACIDEZ DO SOLO
2023-11-20
CORREÇÃO DO EXCESSO DE ACIDEZ DO SOLO

A correção do excesso de acidez no solo é efetuada através da aplicação de calcário ao solo, já que num solo ácido as culturas encontram condições difíceis para a sua implementação, desenvolvimento e produção. 

A acidez limita a fertilidade natural dos solos e a eficácia dos adubos no fornecimento de nutrientes à planta. 

Em suma podemos afirmar que a correcção do pH do solo traz vários benefícios às plantas:

  • Melhora a sua atividade biológica 
  • Aumenta a disponibilidade dos nutrientes 
  • Facilita o desenvolvimento das raízes melhorando a absorção dos nutrientes 
  • Rentabiliza o investimento na aplicação de adubos. 

 

Valores referência pH Solo

Por forma a corrigir a acidez dos solos a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de calcário em solos cuja a acidez é alta ou significativa. 

Para o efeito a utilização de produtos como Starcal ou Corbigran é aconselhada.

As doses recomendadas serão em função do pH do mesmo podendo ser ajustada com base na recolha de amostras do solo a corrigir e a verificação do grau de acidez baseado no relatório do laboratório. 

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ÁCAROS EM ABACATEIRO
2023-11-14
ÁCAROS EM ABACATEIRO

O abacateiro (Persea americana) é uma cultura tropical nativa da América Central que tem vindo a aumentar de área de produção em território português, tendo ganho mais expressão na região sul do país.

É uma cultura que está sujeita a diversas pragas e doenças bacterianas, fúngicas e fisiológicas.

No caso das doenças são de destacar o cancro bacteriano, a antracnose, o míldio, o oídio e algumas podridões.

No que diz respeito às pragas, destacam-se a cochonilha, as tripes, os ácaros, a mosca do mediterrâneo, o percevejo do abacateiro e a lagarta dos craveiros.

 

Ácaros em Abacateiro - Praga

Entre os ácaros mais comuns na cultura do abacate nomeiam-se: Ácaro do Abacateiro (Oligonychus perseae; Oligonychus punicae); Aranhiço Vermelho (Panonychus ulmi); Aranhiço Vermelho dos Citrinos (Panonychus citri); Aranhiço Amarelo (Tetranychus urticae).

 

Caracterização da Praga

A praga caracteriza-se pelos sintomas visíveis nas folhas a partir da nervura central e alastrando para o exterior, formando uma mancha castanha ferrugem.

Os danos na cultura são indiretos, uma vez que pode provocar a queda das folhas (quando o ataque é intenso), reduzir a produtividade da planta e consequentemente afetando o desenvolvimento das frutas.

Esta praga apresenta consequências negativas significativas a nível económico na produção de abacates.

Provoca estragos em folhas, frutos e ramos verdes mas preferem folhas totalmente desenvolvidas.

Podemos observar a presença da praga a partir de Abril até Novembro, logo a seguir à evolução das folhas, ou seja, a partir da rebentação.

As fêmeas encontram-se nas páginas inferior e superior das folhas, enquanto as ninfas e os machos se localizam preferencialmente na página inferior das folhas.

 

Estragos e Prejuízos

  • Descoloração das folhas;
  • Necroses e cloroses nas folhas;
  • Manchas necróticas circulares nas folhas, ramos e em frutos jovens;
  • Queda prematura de frutos e redução do seu tamanho.

 

Estimativa de Risco

Época: abril – novembro
Método de amostragem: observação visual
Orgãos e amostragem: 4 folhas x 25 árvores
N.E.A.: 30 – 50% folhas ocupadas ou 2 – 3 fêmeas adultas / folha

 

Meios de Luta

Luta cultural

  • Destruição de Infestantes (hospedeiras alternativas)

Luta biológica

  • Spical Ulti mite – 2 saquetas /árvore
  • PREV-AM PLUS – 400mL/hL

 

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ALFINETE DA BATATA
2023-11-03
ALFINETE DA BATATA

O Alfinete da Batata (Agriotes spp) é um praga de solo que provoca elevados prejuízos na cultura da batata.

Após a fecundação, o coleóptero fêmea deposita os ovos no solo. A larva filiforme  nasce, passadas 2 a 4 semanas. Desloca-se no solo, alimentando-se das raízes das plantas que rói e perfura.

Os adultos passam o inverno no solo. Na primavera, os coleópteros surgem e põem os ovos no solo: as larvas (alfinete da batata) nascem passadas 2 a 4 semanas.

O ciclo de desenvolvimento do alfinete é muito longo, demorando de 1 a 5 anos, consoante a espécie: 1 ano para o A.Sordidus, de 3 a 5 anos para o A.Sputator, para o A.Lineatus e para o A.Obscurus.

Durante todo esse tempo, a larva permanece enterrada no solo onde se desloca à procura de alimento. Assim, é possível encontrar, no solo, larvas de tamanhos muito diferentes (de 2 a 25mm), correspondendo a diferentes fases de desenvolvimento.

No último ano, o alfinete da batata transforma-se em ninfa, num cubículo de terra. O coleóptero adulto estará formado um mês depois mas só sairá do solo na primavera seguinte.

Para prevenir prejuízos relacionados com esta praga a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de inseticidas de solo a serem aplicados na vala junto à semente, com equipamento apropriado. Entre eles, destaque para Ercole® (Sipcam), Belem® Pro (Nufarm), Spintor® GR (Corteva) ou Excentro® 0,5 (Ascenza).

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DESFOLIAÇÃO EM POMÓIDEAS
2023-10-27
DESFOLIAÇÃO EM POMÓIDEAS

O cobre é um elemento que, além de ter uma importância na nutrição de plantas como micronutriente, desempenha um papel fundamental no controlo de várias doenças de origem fúngica ou bacteriana.

A sua aplicação no repouso vegetativo tem uma ação positiva no combate aos cancros que se desenvolvem nesta altura do ano.

Desfoliação Macieira

COPPERQUEL 15 é um quelato EDTA - Cobre, destinado ao controlo e prevenção dos sintomas de carência de cobre em todo o tipo de culturas. Formulado em microgrânulos dispersíveis, COPPERQUEL 15 apresenta alta solubilidade na água. 

O cobre desempenha um papel fundamental no metabolismo hormonal e do azoto. É essencial para a atividade enzimática das plantas e para a produção de clorofila e sementes. A sua carência pode provocar quebra de produção e maior suscetibilidade às doenças. 

Ao contrário de outros produtos, COPPERQUEL 15 em concentrações mais elevadas promove a desfoliação gradual em pomares de pomóideas e viveiros permitindo a passagem dos nutrientes das folhas para as árvores, o que garante acumulação de reservas para o ano seguinte.

 

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CORREÇÃO ORGÂNICA DO SOLO
2023-10-19
CORREÇÃO ORGÂNICA DO SOLO

A correção orgânica no solo permite manter ou aumentar o teor de matéria orgânica/ carbono no solo, a principal condição para melhorar a sua fertilidade ou, pelo menos não a diminuir. 

O carbono é o elemento mais importante para o solo, pois é alimento de muitos organismos que o habitam e que são importantes para as várias funções que um solo agrícola pode desempenhar.

O corretivo orgânico ainda vai fornecer nutrientes para a cultura pois apesar dos teores serem relativamente baixos, com doses substanciais acabam por ser aplicadas quantidades importantes de NPKs.

A equipa técnica da Casa Queridos recomenda no período de Outono/Inverno a aplicação ao solo de Vitagranu, Fertimax ou Agriorgan.

Para mais informação entre em contacto com a nossa equipa comercial:
👉 comercial@casaqueridos.com  📞 262 910 270

 

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MOSCA DA COUVE
2023-08-31
MOSCA DA COUVE

A mosca da couve (Delia radicum) é muito semelhante à mosca doméstica, mas mais pequena e cinzenta.

A larva é branca de forma cilíndrica (semelhante a um grão de arroz) sendo esta que provoca os danos na cultura.


Ciclo da Praga:

Os ovos são postos no solo em pequenos grupos(+- 150) pela mosca, quase sempre próximo do colo da planta. A duração do desenvolvimento embrionário é de 4 a 6 dias a 15-20º C.

Após a eclosão dos ovos, surgem as larvas que enterram-se no solo e penetram na zona do colo da planta, onde escavam galerias nas partes mais tenras, atacando ainda o sistema radicular.

Ao fim de 3 semanas as larvas deixam a planta e pupam no solo. A duração do estado de pupa é aproximadamente de 20 dias. Após este ciclo, surgem outras moscas e repete-se o ciclo.

Estragos:

Podem verificar-se estragos nas plantas em viveiro e em todos os estados de desenvolvimento da cultura.

As larvas destroem a zona do colo e raízes, afetando deste modo o desenvolvimento das plantas, que murcham e morrem.

Os sintomas mais visíveis são o da murchidão e os danos na zona do colo das plantas que ficam destruídas.

Medidas culturais:

  • Eliminar os restos das culturas
  • Rotação de culturas, com plantas que não sejam hospedeiras desta praga
  • Mobilizar (sacha) para destruir as pupas ao expô-las ao sol

Luta Química:

  • Spintor® – 40 mL/2400plantas – pulverizar os tabuleiros antes da plantação
  • Belem® Pro 0,8 MG – 12 kg/ha -aplicação localizada com distribuidor de microgranulos, á plantação
  • Lebron® – 10-15 kg/ha - aplicação localizada com distribuidor de microgranulos, á plantação

Fotografia da mosca: © adam Blake, 2014

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CIGARRINHA VERDE EM POMÓIDEAS
2023-08-11
CIGARRINHA VERDE EM POMÓIDEAS

A Cigarrinha Verde, também conhecida como Cicadela tem-se mostrado uma presença frequente nos pomares apesar de nem sempre provocar estragos significativos. Em plantações recentes e retanchas pode inibir o crescimento das jovens árvores.

Sintomas:
Na página superior da folha é visível uma clorose ao nível da bordadura. Por vezes observa-se uma coloração avermelhada das nervuras. As árvores param o crescimento. 

Controlo:
Neste momento não existem produtos homologados para esta finalidade por isso torna-se necessário selecionar os inseticidas de forma integrada com a luta contra bichado, afídeos e outras pragas.

Para aconselhamento técnico personalizado não hesite em contactar a nossa equipa:
👉 comercial@casaqueridos.com 📞 262 910 270 (chamada para a rede fixa nacional)

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CORREÇÃO DO PH NOS SOLOS ALCALINOS
2023-08-03
CORREÇÃO DO PH NOS SOLOS ALCALINOS

A correção do pH em solos alcalinos melhora a disponibilidade de nutrientes como fósforo, ferro, zinco, manganês, cobre, cobalto e boro, que ficam limitados em solos de pH elevado.

Por forma a garantir um melhor ambiente de crescimento e desenvolvimento das culturas a equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de Azuflow – produto usado especificamente em fertirrega e em solos alcalinos com inúmeros benefícios de aplicação. 

Em solos alcalinos os seus benefícios focam-se na neutralização do pH no bolbo radicular da planta, o que aumenta a sua capacidade em completar o ciclo vegetativo sem comprometer o calibre dos frutos em condições adversas (alcalinidade do solo).

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ALTERNARIOSE DA CEBOLA
2023-07-28
ALTERNARIOSE DA CEBOLA

A alternariose da cebola provocada pelo fungo Alternaria porri é uma doença que afeta a parte aérea e os bolbos, o que pode afetar o armazenamento. Manifesta-se inicialmente através de pequenas lesões aquosas nas folhas, de formato irregular, que passam a manchas concêntricas com uma auréola amarelada.
Quando presente nos bolbos, ocorre o aparecimento de lesões externas ou podridão. Aquando o seu desenvolvimento no micélio dos bolbos, estes adquirem uma coloração castanha escura.

Por forma a prevenir esta doença recomenda-se a aplicação de produtos como Score 250EC, Ortiva Top ou Ridomil Gold R WG, soluções com o cunho Syngenta.

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Fotografia: © Howard F. Schwartz, Colorado State University

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BLACK ROT DA VINHA
2023-07-13
BLACK ROT DA VINHA

O Black Rot - também designado por podridão negra - é uma doença originária da América do Norte que se apresenta em franca expansão em Portugal causando já graves prejuízos, especialmente, nas regiões da Bairrada, do Dão e dos Vinhos Verdes. 

Entre as soluções disponíveis no mercado recomendamos a aplicação de produtos como Quadris Max (Syngenta), Ksar Vitis (Ascenza), Revysion (BASF) ou Flint Max (Bayer).

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Folha: © Cesar Calderon, Cesar Calderon Pathology Collection, USDA APHIS PPQ
Cacho Uvas: © Bruce Watt, University of Maine

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MANCHA CASTANHA DA MACIEIRA
2023-07-04
MANCHA CASTANHA DA MACIEIRA

Ataques de fungos do género Alternaria spp têm sido reportados em várias regiões produtores de maçãs sendo os estragos visíveis quer ao nível da desfoliação precoce das macieiras quer mesmo sobre os frutos.

As temperaturas e humidades elevadas no final da Primavera e Verão contribuem significativamente para o desenvolvimento da doença.

A proteção com fungicidas deverá ser feita de forma integrada com outras doenças das macieiras.

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COBRE EM FRUTEIRAS
2023-06-23
COBRE EM FRUTEIRAS

A equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de Prominol Cu como agente preventivo na cultura da Pera Rocha. 

O cobre é um micronutriente capaz de atuar diretamente sobre os fungos patogénicos interferindo nas suas vias metabólicas de forma a impedir o seu crescimento e reprodução, por isso o cobre é amplamente utilizado como fungicida na agricultura.

Prominol Cu utiliza o cobre como o seu principal nutriente, caracterizando-se como um produto de elevada qualidade articulado com agentes penetrantes específicos. Estes agentes permitem uma rápida absorção foliar e radicular do cobre, assegurando uma translocação ascendente e descendente nas plantas.

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OÍDIO DAS CURCUBITÁCEAS
2023-06-19
OÍDIO DAS CURCUBITÁCEAS

O Oídio é uma doença muito comum em cucurbitáceas, ocorrendo frequentemente em espécies cultivadas e silvestres, entre elas a abóbora (Cucurbita spp.), o melão (Cucumis melo L.) e o pepino (Cucumis sativus).

Esta doença causa sérias perdas em regiões secas e quentes devido à redução na área funcional das folhas, causando assim perda de rendimento.

Para prevenir a evolução da doença recomenda-se a aplicação de produtos como Stulln ®, Domark ®, Collis ® ou Dagonis ®. Escolha sempre o produto homologado para a sua cultura.

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Fotografia © Clemson University, USDA Cooperative Extension Slide Series, Bugwood.org

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MOSCA DA FRUTA - Ceratitis capitata
2023-06-13
MOSCA DA FRUTA - Ceratitis capitata

A Mosca do Mediterrâneo (Ceratritis capitata) - vulgarmente conhecida por Mosca da Fruta - é uma das pragas mais importantes em várias culturas, podendo apresentar elevados prejuízos ao nível da produção caso não sejam tomadas medidas preventivas.

Para prevenção desta praga a nossa equipa técnica recomenda a Captura em Massa com armadilhas Decis Trap (Bayer Crop Science Portugal), preparadas para capturar a Mosca da Fruta no seu estado adulto com uma persistência de ação de até 120 dias.

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Fotografia © Scott Bauer, USDA Agricultural Research Service, Bugwood.org

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PROMI-FERTIL PK SUPREM
2023-06-07
PROMI-FERTIL PK SUPREM

Promi-Fertil PK Suprem consiste numa formulação líquida de alta concentração em fósforo e potássio quelatado, totalmente assimiláveis, por via foliar e radicular.

Ao aplicar Promi-Fertil PK Suprem obterá melhores calibres e brix, traduzindo-se num melhor rendimento das suas culturas. 

O fósforo é fundamental nos mecanismos energéticos do metabolismo vegetal. Por outro lado, o elevado teor em potássio quelatado atenua os efeitos negativos de uma adubação azotada excessiva, potenciando as defesas das plantas contra condições adversas.

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TRAÇA DA OLIVEIRA
2023-05-26
TRAÇA DA OLIVEIRA

A traça da oliveira (Prays oleae) encontra-se dispersa por todo e Mediterrâneo e alimenta-se exclusivamente da oliveira, causando estragos nas folhas, flores e frutos e uma perda significativa da produção. O método de luta contra este microlepidóptero passa pelo tratamento com inseticidas químicos e/ou bioinsecticidas para o controlo de cada uma das gerações de larva. 

Para o controlo da Prays oleae recomenda-se a aplicação de produtos como: Delegate (Corteva), Kaiso Sorbie (Nufarm), Turex (Biosani) ou Delstar (Ascenza).

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Fotografia: ©Giancarlo Dessì, CC BY-SA 3.0

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SILÍCIO NA AGRICULTURA
2023-05-19
SILÍCIO NA AGRICULTURA

O Silício (Si) na cultura pode aumentar a resistência a várias doenças fúngicas e outras pragas. A absorção deste mineral proporciona uma proteção na epiderme da planta capaz de reduzir a infeção de agentes patogénicos e aumentar a resistência à seca. 

No caso das doenças, inúmeros trabalhos mostram que há um aumento da resistência da planta ao patogénico, aumentando a síntese de fitoalexinas, que podem agir como substâncias inibidoras ou repelentes, além de formarem uma barreira protetora. 
 
A equipa técnica da Casa Queridos - Produtos para a Agricultura, Lda recomenda a execução de 3 a 5 aplicações foliares de SiliActiv Fe durante o ciclo.

Para aconselhamento técnico personalizado e escolha das doses a aplicar não hesite em contactar a nossa equipa técnica/comercial: 👉 comercial@casaqueridos.com  

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AZUFLOW® ACIDIFICANTE
2023-04-21
AZUFLOW® ACIDIFICANTE

A correção do pH nos solos alcalinos é determinante para a fertilidade do solo disponibilizando nutrientes que podem estar bloqueados.

•    Desincrustante das tubagens de rega e gotejadores
•    Acidificante da água de rega
•    Acidificante do bolbo de rega
•    Desbloqueio de nutrientes
•    Segurança no manuseamento

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PROMINOL® P
2023-04-14
PROMINOL® P

Prominol ® P é recomendado para melhorar a resistência e saúde das culturas a stress ambiental nas fases em que as culturas têm maiores necessidades em fósforo, como no enraizamento, na floração e no vingamento dos frutos. 

Prominol® P contém aminoácidos de síntese, cuja aplicação favorece a produção das culturas, a sua qualidade, a tolerância a fatores de stress e a eficiência dos fertilizantes, inseticidas e fungicidas.

Recomenda-se a sua utilização em duas aplicações foliares no período da floração e vingamento dos frutos. 

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POLINIZADORES
2023-04-06
POLINIZADORES

Uma boa produção e frutos de elevada qualidade estão diretamente relacionados com uma polinização minuciosa e consequente formação dos frutos. Para frutos mais consistentes, com melhores características organoléticas e tempos de conservação mais prolongados é recomendada a utilização de polinizadores, dos quais destacamos as colónias de abelhões Tripol ou Natupol da Koppert Portugal.

Vantagens:
- Ótima polinização cruzada.
- Maior número de flores visitadas (até 2x mais do que as abelhas melíferas).
- Elevada transferência de pólen (até 3x mais do que as abelhas melíferas).
- Maior atividade e mais trabalho (até 50% mais tempo do que as abelhas melíferas).

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INSETICIDAS DE SOLO
2023-03-31
INSETICIDAS DE SOLO

Proteja as suas culturas dos insetos do solo (alfinetes, roscas e outros). 

Os inseticidas de solo tratam-se de inseticidas granulados, indicados para tratamentos dirigidos ao solo, pertencentes à familia dos piretróides.

Apresentam um largo espectro de ação, com modo de ação essencialmente por contacto e ingestão, atuando no sistema nervoso dos insetos.

Devem ser aplicados diretamente ao solo com o equipamento apropriado e durante a sementeira ou plantação conforme a cultura.

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CYTOLAN ALGAS
2023-03-27
CYTOLAN ALGAS

Cytolan Algas® é um produto obtido a partir de extratos de algas marinhas Ascophyllum nodosum, que tem ação bioativadora nos processos biológicos das plantas.

Dada a sua riqueza em fitohormonas naturais (auxinas, giberelinas e citocininas) recomenda-se a sua utilização durante as etapas de maior atividade metabólica, nomeadamente:


Crescimento vegetativo – para promover o enraizamento;
Floração – para promover o vingamento;
Maturação – para promover o crescimento dos frutos;

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VINGAMENTO NAS AMEIXEIRAS
2023-03-16
VINGAMENTO NAS AMEIXEIRAS

No ano de 2022 - no âmbito do acompanhamento técnico feito a um cliente produtor de ameixas - foi recomendada a aplicação de Promi-Fertil Floração e Cytolan Algas com o objetivo de melhorar o vingamento dos frutos em cultivares difíceis.

Efetuaram-se 3-6 aplicações em função da variedade e os resultados foram bastantes satisfatórios: Aumento significativo do número de frutos vingados por árvore e aumento dos Kg/ha.

A Casa Queridos disponibiliza a todos os clientes um acompanhamento regular com uma equipa especializada de técnicos prontos para aconselhar os melhores produtos com base nos objetivos de produção.

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IMPORTÂNCIA DO FÓSFORO, ZINCO E MANGANÊS NAS CULTURAS
2023-02-24
IMPORTÂNCIA DO FÓSFORO, ZINCO E MANGANÊS NAS CULTURAS

O fósforo é um nutriente essencial, como parte de diversos compostos na estrutura e  atua em diversas reacções bioquímicas da planta. O manganês, participa em inúmeros processos enzimáticos, estimula a fotossíntese e intervém na síntese de proteínas e simultaneamente com o ferro na síntese de clorofila. O zinco, atua como activador de diversas enzimas,  intervém na síntese de auxinas e é um componente indispensável no funcionamento dos sistemas de resistência da planta.

 A equipa técnica da Casa Queridos recomenda a aplicação de:
Omega System Mn Zn (Nutrispecial) durante o mês de março com o objectivo de estimular uma ótima floração e aumentar os níveis de resistência da planta.

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ESTENFILIOSE DA CEBOLA
2023-02-14
ESTENFILIOSE DA CEBOLA

A estenfiliose da cebola é causada pelo fungo Pleospora allii, anteriormente designado como Stemphylium vesicarium. Este fungo sobrevive em restos de plantas e retoma o crescimento quando as condições atmosféricas são favoráveis.

Normalmente invade tecidos mortos, lesões causadas por outras doenças ou pelo vento, mas também se pode instalar em folhas saudáveis.

Para prevenção da doença recomendamos a aplicação de fungicidas como:
- Luna® Experience (Bayer Crop Science Portugal)
- Azbany® (Nufarm Portugal)
- Flint® Max (Bayer Crop Science Portugal)

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COCHONILHA-ALGODÃO NA VIDEIRA
2023-02-03
COCHONILHA-ALGODÃO NA VIDEIRA

A cochonilha-algodão instala-se em todos os órgãos da vinha, verdes e lenhosos (troncos, varas, folhas e cachos). A melada produzida pelas cochonilhas dá um aspeto brilhante e pegajoso às folhas e aos cachos e atrai as formigas.

As cochonilhas agrupam-se sob a casca dos troncos para passarem o Inverno.

Durante este período é importante procurar-se as colónias de cochonilha-algodão sob a casca das cepas, marcar as videiras afetadas e proceder ao descasque das cepas. Para prevenir danos maiores recomenda-se a realização de tratamentos fitossanitários, onde destacamos o Belproil A, da Probelte.

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BORO - UM MINERAL VITAL ESSENCIAL
2023-01-06
BORO - UM MINERAL VITAL ESSENCIAL

O boro é um nutriente indispensável no crecimento e desenvolvimento vegetativo, na evolução e diferenciação dos gomos florais, na floração e no vingamento.

Intervém na qualidade e germinação dos grãos de pólen e no crescimento do tubo polínico.

É um elemento pouco móvel na planta e a sua carência prejudica o crescimento das raízes e a rebentação das fruteiras.

Recomenda-se a sua aplicação no Repouso Vegetativo com PROMI-FERTIL BORO - formulação de alta qualidade que garante a biodisponibilidade do Boro.

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MÍLDIO DA CEBOLA
2022-12-02
MÍLDIO DA CEBOLA

É a mais grave doença da cebola. É frequente atacar as jovens plantas ainda no viveiro (cebolo). Em consequência da invasão do fungo (Peronospora destructor), o cebolo acaba por tombar e por se perder. As plantas que não morrem acabam por se desenvolver, mas o fungo pode manter-se nas cebolas colhidas, causando a sua perda durante a conservação.

Para prevenir o Míldio da Cebola recomendamos a aplicação de um dos seguintes fungicidas:
Cabrio© Duo  – 2-2.5 L/ha | Melody© Cobre – 1.5 kg/ha | 
Azbany© Pro – 0.8 L/ha | Ridomil Gold R WG© – 5 kg/ha

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Fotografia: © Howard F. Schwartz, Colorado State University

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