Helicoverpa armigera é uma espécie que apresenta ampla distribuição geográfica internacional, estando hoje distribuída por todos os continentes menos nos pólos.
Trata-se de um inseto com metamorfose completa, isto é, o seu desenvolvimento biológico passa pelas fases de ovo, lagarta, pré-pupa, pupa e borboleta. Os ovos têm cor branco-amarelada, mas tornam-se castanhos-escuros perto da eclosão da larva.
As larvas levam cerca de 3 dias para eclodirem. Uma única fêmea pode colocar mais de 2000 ovos ao longo de 5 dias de reprodução. As fêmeas põem ovos normalmente de noite e de forma isolada ou em pequenos grupos, preferencialmente sobre folhas ou talos, flores, frutos e botões terminais. Ao nascerem, as lagartinhas têm cores claras, variando do branco-amarelado ao castanho avermelhado, e a cabeça escura contrastante. A coloração das lagartas varia de acordo com genética e condições ambientais, variando do avermelhado ao verde, mas sempre com riscas ao longo do corpo
Os danos provocados por Helicoverpa armigera variam conforme a fase do seu ciclo de vida, mas concentram-se sobretudo no estágio larval, quando ocorre a alimentação ativa.
Fase: Ovo
Não provoca danos diretos à planta. Normalmente os ovos são colocados isolados ou em pequenos grupos nas folhas, botões florais ou frutos.
Fase: Larva (fase mais destrutiva)
Primeiros instares: alimentam-se de folhas novas, botões florais e pequenas flores, causando pequenas perfurações.
Instares médios e finais: perfuram e escavam frutos, vagens e espigas, alimentando-se das sementes e tecidos internos. Causam podridões secundárias devido à entrada de fungos e bactérias pelas feridas.
Em culturas como tomate, milho, algodão e feijão, provocam perdas quantitativas e qualitativas significativas.
Fase: Pupa
Enterrada no solo; não provoca danos diretos à planta.
Fase: Adulto (mariposa)
Não causa danos diretos às culturas (alimenta-se apenas de néctar). O impacto indireto vem da postura de ovos que originam novas larvas.
As larvas atacam principalmente flores, frutos e rebentos, causando perfurações em frutos e folhas, levando à queda prematura das flores e à depreciação comercial dos produtos afetados. Esses danos podem resultar em perdas económicas significativas e, ao deixar feridas nas plantas, facilitar a entrada de patógenos secundários, como fungos e bactérias, intensificando ainda mais o impacto negativo nas culturas.
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